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Abortos de repetição e as trombofilias: entenda essa relação

Abortos de repetição e as trombofilias: entenda essa relação

O aborto de repetição é um dos quadros que mais geram tristeza e frustração na vida do casal que está tentando engravidar. É definido por três ou mais perdas gestacionais consecutivas.

Uma das causas que podem provocar os abortos de repetição é a trombofilia, uma condição variada de disfunções que desencadeia o aumento da coagulação sanguínea, podendo diminuir o fluxo nos vasos sanguíneos.

Entenda melhor a relação entre os abortos de repetição e as trombofilias neste post!

Saiba como as trombofilias influenciam nos abortos de repetição

Os abortos acontecem antes que a mulher complete 20 semanas de gestação ou peso fetal menor que 500 g. As causas desse problema podem ter origem em diversos fatores, que vão desde os hereditários até os relacionados a hábitos diários.

Uma das possíveis causas dos abortos de repetição é a trombofilia, que representa um risco sério tanto para a gravidez quanto para a própria mulher.

A diminuição do fluxo do sangue que chega à placenta leva a uma alteração no desenvolvimento, até à sua parada.

Fatores que podem piorar o quadro de abortos e trombofilias

Os riscos de trombofilia também aumentam em casos de uso de drogas e cigarros, assim como o excesso de peso, pois a gordura eleva o risco de trombose.

Se a trombose não for tratada adequadamente, há o risco de embolia pulmonar, que pode ser fatal.

Veja como prevenir o aborto em casos de trombofilia

Cada caso de trombofilia é tratado de uma forma. A partir do momento que a gravidez é confirmada, o tratamento pode ser feito por meio de medicamentos, a fim de evitar riscos para a mãe e para o bebê.

Ao longo de toda a gestação, a mulher precisa ser acompanhada por um médico especialista.

Vale frisar que o quadro de trombofilia nem sempre traz riscos para a gravidez, mas é sempre necessário um rigoroso acompanhamento médico para prevenir, entre outros perigos, os abortos de repetição.

Assim que a gravidez é confirmada, a mulher precisa esclarecer ao médico todos os sintomas que tem sentido e dizer também se existe histórico familiar de trombose.

Dessa forma, é possível iniciar um tratamento preventivo o quanto antes, evitando os abortos de repetição e garantindo a saúde da futura mamãe e do bebê!

Agora que você já conhece melhor a relação entre abortos de repetição e trombofilias, que tal entender mais sobre o momento certo de procurar um especialista em fertilidade feminina? Boa leitura!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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