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Histeroscopia para o tratamento de infertilidade

Histeroscopia para o tratamento de infertilidade

Diversos fatores podem levar uma mulher à dificuldade em engravidar, e para analisar as causas da infertilidade feminina são realizados diversos tipos de exames.

Alterações no útero são muito comuns e juntamente com os desequilíbrios hormonais, podem ser alguns dos principais fatores de influência neste problema.

A seguir, saiba como funciona a histeroscopia, exame utilizado pelos ginecologistas para identificar alterações no sistema reprodutor feminino:

O que é a histeroscopia?

Neste exame é possível analisar possíveis alterações existentes dentro do útero. Existem dois tipos de histeroscopia, sendo elas:

Para que serve a histeroscopia?

O exame pode ser realizado no diagnóstico e tratamento de algumas situações, sendo elas:

Como ela é realizada?

Não existe um momento específico para a realização da histeroscopia, podendo ser realizada tanto na primeira fase do ciclo quanto na segunda. Não pode ser feita durante a gravidez e nem em casos de infecção vaginal.

Na primeira fase do ciclo, os óstios tubários podem ser avaliados com mais clareza devido à menor espessura do endométrio. Já na segunda fase, a secretora, é possível avaliar melhor a fase funcional do endométrio.

O exame é feito em hospitais ou clínicas, sendo considerado simples e causando leve dor e desconforto durante a sua realização.

A histeroscopia diagnóstica é realizada com o uso de anestésicos locais, sem o uso de anestesia geral ou internação, considerando-se assim um procedimento ambulatorial.

Através da vagina, o médico introduz no colo do útero uma cânula que possui uma microcâmera na ponta. Durante o exame são exibidas imagens em tempo real em um monitor.

Em casos de alterações, pode ser realizada uma biópsia para complementar o exame.

O procedimento dura cerca de 10 minutos e não necessita de repouso após a sua realização. Pode ocorrer um leve sangramento acompanhado de cólicas, por 3 a 5 dias após o exame.

A histeroscopia e a reprodução assistida

A reprodução assistida é uma ótima solução para casais que desejam engravidar e não conseguem por problemas de infertilidade.

Com o avanço da medicina, técnicas muito avançadas são utilizadas pelos médicos a fim de aumentar as chances de se obter a gravidez tão desejada.

A histeroscopia é utilizada previamente a reprodução assistida, pois trata-se de um exame realizado para o diagnóstico de diversas alterações causadoras de infertilidade.

Quando ocorre a suspeita do problema, a paciente deve procurar um médico e uma investigação é iniciada para avaliar seu histórico e descobrir a sua origem. Outros exames complementares podem ser realizados nesse processo, como a histerossalpingografia, por exemplo.

Após esta etapa, o médico pode indicar o melhor tratamento dentro das técnicas de reprodução disponíveis para a paciente.

As mais utilizadas na reprodução assistida são a inseminação intrauterina (IIU) e a fertilização in vitro (FIV).

A inseminação intrauterina, também conhecida como inseminação artificial, é um tratamento de baixa complexidade. Tem por objetivo aumentar as chances de gravidez do casal, aumentando a quantidade e qualidade dos espermatozoides disponíveis para a fecundação.

O tratamento pode ser iniciado com uma estimulação ovariana a fim de aumentar a quantidade de folículos em seu tamanho ideal para a ovulação. Com isso, são selecionados os folículos aptos para a maturação e liberação dos óvulos.

Também é realizado um preparo seminal com o objetivo de remover plasma seminal, separando os espermatozoides que serão introduzidos na cavidade do útero.

Após todas essas etapas, os gametas masculinos são depositados na cavidade uterina para que se encontrem com os óvulos nas tubas e aconteça a fertilização.

Já a fertilização in vitro (FIV) é considerada como um procedimento de alta complexidade e com altas taxas de sucesso.

É realizado em cinco etapas, sendo elas: estimulação ovariana, punção folicular e coleta dos espermatozoides, fecundação, cultivo dos embriões e transferência embrionária. Todas as etapas são realizadas em laboratório.

A FIV é um procedimento muito indicado para diversos casos de infertilidade, incluindo casos de falhas em outros procedimentos.

Conheça mais sobre a histeroscopia, a realização do exame e suas indicações.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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