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Gestação compartilhada na FIV: como é feita

Gestação compartilhada na FIV: como é feita

Além da sua importância para os casais inférteis, a reprodução assistida também é uma grande aliada para os homoafetivos masculinos e femininos terem filhos. A evolução da fertilização in vitro (FIV) possibilitou o desenvolvimento de técnicas e procedimentos complementares, tornando-a mais avançada.

Desse modo, ela consegue oferecer inúmeros recursos e possibilidades, como a gestação compartilhada na FIV.

Esse método representa um avanço para os casais homoafetivos femininos que desejam ter filhos biológicos, pois permite que ambas as parceiras participem ativamente da gestação. O processo de gestação compartilhada na FIV também envolve uma técnica complementar: a doação de sêmen.

Ambas são regulamentadas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e devem seguir as suas regras para serem realizadas.

Se você quer saber mais sobre esse método, continue lendo este artigo. Nele, vamos definir e mostrar como a gestação compartilhada na FIV.

Vamos lá?

O que é gestação compartilhada na FIV?

Durante o processo da FIV, o casal tem 2 opções: utilizar o óvulo de uma das parceiras e ela mesma gestar o embrião ou optar pela gestação compartilhada. Na segunda opção, o óvulo utilizado na fecundação é de uma das parceiras e o embrião formado a partir dele é transferido para o útero da sua companheira. Assim, ambas participam ativamente.

A gestação compartilhada é um método realizado exclusivamente pela FIV e ela está prevista em resolução do CFM desde 2015. Casais homoafetivos podem ter filhos biológicos mesmo quando não há infertilidade.

A escolha de quem irá fornecer os óvulos e quem irá gestar o embrião deve considerar o desejo de cada mulher e a sua saúde reprodutiva. Para aumentar as chances de gravidez, é ideal que a doadora tenha uma boa reserva ovariana e não possua doenças genéticas que podem afetar o embrião.

Outra característica importante da gestação compartilhada na FIV é a necessidade da doação de sêmen. Todo o processo de escolha do doador é feito de forma anônima seguindo as regras do CFM.

Como é feita a gestação compartilhada na FIV?

O método da gestação compartilhada na FIV causa poucas alterações no passo a passo da técnica. Primeiro, a doadora dos óvulos passa por uma estimulação ovariana para desenvolver o maior número possível de folículos ovarianos. Dentro de cada um deles podemos encontrar um óvulo, assim, quanto mais forem coletados, maior será a chance de sucesso.

Para isso, utiliza-se medicamentos hormonais por cerca de 10 dias. Durante esse período, a doadora faz ultrassonografias seriadas para acompanhar o crescimento dos folículos. Quando atingem o tamanho ideal, seguimos para a etapa de indução do amadurecimento dos óvulos.

Em seguida, os óvulos são coletados por um processo chamado de punção folicular e fecundados com os espermatozoides do doador anônimo. A fecundação é realizada em laboratório por meio da técnica ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoides). Nela, o gameta masculino é introduzido diretamente no óvulo.

Os embriões formados ficam em observação por alguns dias e, enquanto isso, a parceira que irá recebê-los passa por um preparo endometrial. Após 2 a 5 dias eles são transferidos para o útero da parceira que passará pela gestação.

É possível fazer a gestação compartilhada na inseminação artificial?

Entre as técnicas de reprodução assistida, os casais homoafetivos femininos podem realizar duas: a inseminação artificial (IA) e a FIV. A primeira é classificada como de baixa complexidade, pois o processo de fecundação acontece nas tubas uterinas.

Na IA, de forma resumida, a parceira que fornece os óvulos é a mesma que irá gestar o embrião. Assim como na FIV, a mulher também realiza a estimulação ovariana, mas com o objetivo de gerar entre 1 a 3 folículos ovarianos para diminuir o risco de gestação gemelar. Quando atingem o tamanho ideal, a indução da ovulação é feita para a liberação dos óvulos.

Os espermatozoides são provenientes de doação de sêmen e passam por uma preparação seminal. A inseminação é realizada algumas horas antes da ovulação. Os gametas masculinos são inseridos na cavidade uterina para se encontrarem com os óvulos nas tubas uterinas.

A IA é uma técnica procurada por muitos casais por ser um procedimento mais acessível do que a FIV. Porém, a fecundação ocorre como na gestação natural, o que impossibilita a realização da gestação compartilhada.

A gestação compartilhada na FIV se destaca por possibilitar que casais homoafetivos femininos tenham filhos biológicos compartilhando a gestação. Elas participam de todo o processo, pois uma das parceiras doa o óvulo que será fecundado, enquanto a outra irá gestar o embrião formado. A gestação compartilhada pode ser realizada apenas na FIV e necessita da doação de sêmen.

Você já conhecia essa possibilidade? Deixe aqui nos comentários a sua dúvida sobre a gestação compartilhada na FIV!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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