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Alterações seminais: sintomas e diagnóstico

Alterações seminais: sintomas e diagnóstico

Mesmo que o homem ejacule uma quantidade normal de líquido, é possível que existam alterações seminais associadas a um quadro de infertilidade masculina. Dessa forma, somente uma análise microscópica pode identificar se o sêmen contém células reprodutivas em bom número e em qualidade necessária para que o casal chegue à uma gravidez.

O sêmen é constituído por milhões de espermatozoides que se unem aos fluídos das vesículas seminais e da próstata, para obter mais nutrição, melhorar a mobilidade e se proteger contra substâncias ácidas. Em seu caminho pelo canal uretral, durante a ejaculação, o líquido seminal ainda recebe lubrificação secretada pelas glândulas bulbouretrais.

Todos esses componentes garantem a qualidade do líquido espermático e aumentam as possibilidades de concepção. Contudo, diversas alterações seminais dificultam os planos reprodutivos do casal. Entenda o que isso significa, neste post!

O que são alterações seminais?

Alterações seminais referem-se aos valores não correspondentes aos parâmetros normais de um espermograma. Em termos claros, resultados alterados nesse exame indicam que o paciente não contém espermatozoides dentro dos padrões necessários para engravidar sua parceira.

No espermograma, primeiramente são avaliados os aspectos do líquido seminal, incluindo volume de fluído ejaculado, coloração, pH, entre outras características. Na análise microscópica da amostra, as características dos espermatozoides são observadas, objetivando um resultado equiparado aos seguintes parâmetros seminais:

Quais são os tipos de alterações seminais?

Alterações seminais podem representar falhas na contagem dos espermatozoides, baixa motilidade dos gametas, morfologia inadequada ou ainda outras condições que interferem na capacidade reprodutiva do homem.

Os principais tipos de alterações seminais são:

Não raro, há casos em que o paciente se enquadra em mais de um diagnóstico, obtendo definições múltiplas, como astenoteratozoospermia, oligoastenozoospermia, entre outras. Há, ainda, alterações seminais que necessitam de exames específicos como a fragmentação do DNA espermático, que pode ocasionar baixa qualidade embrionária, falhas de implantação e abortamentos de repetição.

Quando o homem está dentro dos parâmetros normais, isto é, sem alterações seminais, o espermograma é concluído com o termo normozoospermia.

Quais alterações seminais indicam infertilidade masculina?

Todas as alterações mencionadas impactam de alguma forma a fertilidade do homem. Anormalidades na morfologia ou na motilidade dos espermatozoides podem representar problemas leves ou moderados. Outras condições são mais graves, como a azoospermia, e necessitam de intervenções complexas para que o casal consiga obter uma gestação.

Além da interpretação dos resultados do espermograma, também é importante que o paciente passe por um acompanhamento especializado para descobrir quais fatores estão associados ao problema. Importante destacar que as alterações seminais, em si, não provocam sintomas, mas o homem pode notar indícios de condições clínicas que estejam interferindo nas características espermáticas.

A investigação pode apontar para doenças infecciosas, problemas hormonais, neoplasias, condições genéticas, entre várias outras causas. A azoospermia, por exemplo, pode ser desencadeada pelos seguintes quadros:

Como a reprodução assistida intervém nesses casos?

Conforme as descobertas da investigação diagnóstica, o paciente segue para o tratamento das doenças associadas às alterações seminais. Quando o homem tem planos de ter filhos, as técnicas da reprodução assistida podem ajudar.

Em casos de problemas leves ou moderados na morfologia e na motilidade dos espermatozoides, o casal pode tentar a gravidez por meio da inseminação intrauterina (IIU). Nessa técnica, considerada de baixa complexidade, uma amostra processada de esperma é depositada no útero da mulher, encurtando o caminho para que os gametas masculinos cheguem até o óvulo.

Para ter sucesso na IIU, a mulher deve ter menos de 35 anos e sistema reprodutor saudável, principalmente em relação às tubas uterinas, que devem ser permeáveis.

Pacientes com alterações seminais graves, como azoospermia e oligozoospermia, são orientados a utilizar os recursos da fertilização in vitro (FIV). Os espermatozoides, nesses casos, são obtidos por meio de técnicas de recuperação espermática, nas quais os gametas são colhidos nos testículos ou epidídimos com procedimento microcirúrgico ou punção.

Além das técnicas específicas para a coleta dos gametas que não são encontrados no esperma, a FIV conta com a injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI) na etapa da fecundação dos óvulos. Assim, mesmo que o paciente tenha alterações seminais severas, as células reprodutivas masculinas são encontradas, analisadas e injetadas, uma a uma, no interior dos óvulos selecionados, aumentando consideravelmente as chances de gravidez.

Quer mais informações sobre as alterações seminais que provocam infertilidade masculina? Leia também nosso texto sobre azoospermia!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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