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Anovulação e SOP: qual a relação?

Anovulação e SOP: qual a relação?

A síndrome dos ovários policísticos (SOP) está entre as doenças mais comuns entre mulheres em idade reprodutiva. Além dos sintomas que afetam a autoestima e a saúde mental das portadoras, ela também pode levar à infertilidade.

Muitos fatores podem provocar alterações na fertilidade, como distúrbios ovulatórios, tubários, causas relacionadas à fertilização ou a implantação do embrião.

Em uma escala global, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que milhões de casais tenham problemas de infertilidade, que deve ser investigada quando as tentativas para engravidar acontecem há mais de 12 meses sem sucesso.

Como a fertilidade feminina começa a diminuir com a idade, esse período é menor, de 6 meses, se a mulher tiver mais do que 35 anos.

A SOP pode se manifestar de diversas maneiras, levando a mulher a procurar ajuda médica devido aos seus sintomas. Entre as principais queixas estão os casos de irregularidade menstrual, que podem estar relacionados à anovulação, tema deste artigo. Confira!

O que é SOP?

A SOP é um distúrbio endócrino caracterizado por um aumento da produção de hormônios androgênios (entre eles, a testosterona). As mulheres também produzem testosterona, porém, em pouca quantidade.

O desequilíbrio hormonal provoca uma série de complicações para a saúde da mulher. Entre elas, temos os distúrbios de ovulação, como dificuldades no desenvolvimento, amadurecimento e ruptura do folículo, resultando em anovulação ou ausência de ovulação, que assim como hiperandrogenismo, caracteriza a doença.

Os distúrbios ovulatórios provocam alterações no ciclo menstrual, resultando em irregularidades como a ausência de menstruação, um dos sinais que alertam para a possibilidade de SOP. Os folículos que não cresceram, se acumulam nos ovários, formando os múltiplos cistos.

Além disso, a produção excessiva de hormônios masculinos provoca manifestações como: hirsutismo (aumento de pelos no rosto, nas costas e nos seios), acne, seborreia e queda de cabelo. Eles afetam a qualidade de vida e aumentam o risco de depressão e ansiedade nas mulheres.

De difícil diagnóstico, a sua confirmação é feita quando a paciente apresenta, pelo menos, 2 entre os 3 sintomas a seguir:

O que é anovulação?

A anovulação é caracterizada pela ausência total da ovulação, enquanto a oligovulação representa os ciclos alternados entre ovulação e anovulação. Ambas são distúrbios ovulatórios comuns em pacientes com SOP.

A ovulação acontece em uma das fases do ciclo menstrual, sendo fundamental para que a mulher engravide naturalmente. Para que ela ocorra, os hormônios estimulam o crescimento de alguns folículos ovarianos. Porém, apenas um se desenvolve por completo, liberando o óvulo em direção a uma das tubas uterinas para ser fecundado por um espermatozoide.

Ou seja, nos ciclos anovulatórios a ovulação não acontece porque nenhum óvulo é liberado pelos ovários. O desequilíbrio hormonal provocado pela SOP impede que os ovários desempenhem a sua função corretamente, causando a anovulação.

Qual a relação entre a SOP e a infertilidade feminina?

A SOP possui uma relação direta com a infertilidade. Estima-se que ela é responsável por cerca de 80% dos casos de infertilidade por anovulação. O desequilíbrio hormonal dificulta a ovulação, o que impede o encontro entre o óvulo e o espermatozoide. Resultado: sem a fecundação, o casal não consegue engravidar naturalmente.

Existe tratamento para a SOP? E se o casal quiser ter filhos?

A SOP é uma doença crônica, por isso, as suas alternativas de tratamento visam aliviar os sintomas e proporcionar uma melhor qualidade de vida para a paciente. As mudanças no estilo de vida por meio de uma alimentação equilibrada e exercícios físicos regulares, podem regular a ovulação e ajudar na melhora da saúde mental.

Além dessas medidas, o tratamento contínuo com anticoncepcionais orais geralmente é indicado para pacientes com SOP, que não desejam engravidar. Eles reduzem a produção de hormônios androgênios, auxiliando nos casos de irregularidade menstrual e manifestações causadas pelo hiperandrogenismo.

Se o casal tiver o desejo de engravidar, a reprodução assistida é indicada. A relação sexual programada (RSP) e a inseminação artificial (IA) são técnicas de baixa complexidade indicadas para pacientes com até 35 anos e para casos leves de infertilidade. Enquanto a fertilização in vitro (FIV) é recomendada para os casos mais graves.

A estimulação ovariana é a primeira etapa de todas elas, sendo essencial para as pacientes com SOP. Nesse procedimento, a mulher recebe medicação hormonal para desenvolver um número maior de folículos ovarianos a fim de que mais de um óvulos sejam liberados.

A SOP é um dos fatores mais comuns de infertilidade feminina, em especial, por ser a principal causa de ciclos anovulatórios. A anovulação é a ausência de ovulação, sendo provocada por um desequilíbrio hormonal que afeta o desenvolvimento, amadurecimento e a liberação do óvulo durante o ciclo menstrual.

De caráter multifatorial, a SOP é difícil de ser diagnosticada. Para saber mais sobre ela, clique aqui e confira a nossa página sobre a doença!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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