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Causas da infertilidade masculina

Causas da infertilidade masculina

A infertilidade masculina é identificada em cerca de 40% dos casais inférteis, proporção semelhante à dos casais com infertilidade feminina. Em 10% dos casos, tanto o homem quanto a mulher apresentam algum problema reprodutivo. Outros 10% são classificados com infertilidade sem causa aparente (ISCA), uma vez que nenhuma alteração é detectada, mas a dificuldade de engravidar persiste.

Diante desses números, vemos que os fatores masculinos têm tanto impacto no potencial de reprodução de um casal quanto as desordens femininas. Somente uma investigação aprofundada pode revelar as causas da infertilidade conjugal. Entre os problemas que afetam o sistema reprodutor do homem estão alterações hormonais, condições ambientais, infecções genitais e outras doenças.

Continue com a leitura deste post, descubra quais são as causas mais frequentes de infertilidade masculina e veja as possibilidades de tratamento para esses casos!

O que é infertilidade?

A infertilidade é caracterizada pela dificuldade de chegar a uma gravidez de forma natural. Assim, após 12 meses de tentativas infrutíferas — o que inclui a prática frequente de relações sexuais sem o uso de métodos contraceptivos —, o casal precisa buscar avaliação com um médico especialista. Esse período de tentativas reduz para seis meses quando a mulher tem mais de 35 anos.

Para descobrir a origem do problema e realizar o tratamento certo, o casal passa por vários exames, como dosagens hormonais, sorologias, testes genéticos etc. Ultrassonografia transvaginal, histerossalpingografia e histeroscopia são alguns dos exames específicos para a mulher, enquanto o principal instrumento de investigação da infertilidade masculina é o espermograma.

Com esse exame, é feita a análise seminal completa. As alterações espermáticas são a principal característica da infertilidade masculina e podem estar relacionadas a diversas doenças e condições. Assim, além do espermograma, pode ser preciso realizar uma ultrassonografia da bolsa escrotal ou ainda outros exames para identificar as causas das alterações seminais.

Quais são as causas da infertilidade masculina?

Vários fatores podem estar por trás de um diagnóstico de infertilidade masculina. Para sintetizar as causas e facilitar a compreensão, vamos agrupá-las da seguinte forma:

Doenças

A principal doença associada à infertilidade masculina é a varicocele — que consiste na dilatação das veias testiculares, acarretando falhas no retorno venoso, redução da oxigenação e aumento da temperatura e da toxicidade local. De acordo com a gravidade do quadro, a produção de espermatozoides é prejudicada.

Doenças infecciosas também podem afetar a espermatogênese ou o transporte dos gametas pelo trato reprodutivo, são elas: orquite, epididimite, prostatite e uretrite — as quais correspondem, respectivamente, a inflamações nos testículos, epidídimos, próstata e canal uretral. Parte desses casos são originados por microrganismos presentes em infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

Alterações hormonais

O hipogonadismo masculino (deficiência de testosterona) é uma das causas de infertilidade. Tal condição é classificada como primária, se decorrer de problemas testiculares, ou secundária, se tiver origem em alterações na hipófise — glândula que secreta os hormônios FSH (folículo-estimulante) e LH (luteinizante), que estimulam a produção de testosterona.

Doenças como hipotireoidismo e diabetes, bem como hábitos de risco, incluindo tabagismo, abuso de álcool, drogas e anabolizantes, também podem desequilibrar os níveis hormonais, impactando na produção ou na qualidade dos espermatozoides.

Existem ainda outros fatores exógenos que interferem na concentração de testosterona e na fertilidade masculina. Um deles é a exposição rotineira a ambientes desfavoráveis, envolvendo radiação, altas temperaturas e toxinas em geral.

Traumas e cirurgias

A cirurgia de vasectomia é uma das principais condições que levam à azoospermia — alteração espermática caracterizada pela ausência de espermatozoides no líquido seminal. Homens que se arrependem do procedimento podem tentar a reversão de vasectomia ou realizar uma fertilização in vitro (FIV) com técnicas microcirúrgicas para coletar os gametas.

Traumas genitais, torção testicular, lesões na medula, presença de tumores e cirurgias em geral no trato reprodutivo também podem afetar a fertilidade masculina.

Problemas sexuais e ejaculatórios

De forma indireta, as disfunções sexuais e ejaculatórias configuram causas de infertilidade masculina e podem estar relacionadas a problemas hormonais, anatômicos ou de outra natureza. Exemplos são: redução da libido; disfunção erétil; ejaculação precoce; ejaculação retrógrada.

Anormalidades congênitas

Problemas congênitos são raros, mas também podem ser a causa da infertilidade. Aqui, incluímos alterações anatômicas, como criptorquidia e ausência bilateral dos ductos deferentes, e anormalidades genéticas, como a síndrome de Klinefelter.

É possível tratar a infertilidade masculina?

Sim. Cada caso é detalhadamente investigado e o tratamento pode ser feito de forma pontual, isto é, intervindo na causa da infertilidade. Por exemplo: para varicocele existe a correção cirúrgica; infecções genitais demandam o uso de antibióticos; deficiência de hormônios pode ser corrigida com medicação hormonal. No entanto, nem sempre a fertilidade é recuperada e, para contornar essa dificuldade persistente, a reprodução assistida é indicada.

Para pacientes com infertilidade masculina, sobretudo com diagnóstico de azoospermia, a FIV é a técnica mais eficaz. O programa é complexo e envolve várias etapas que realizam a reprodução humana. Os procedimentos de recuperação espermática e a injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI) têm papel fundamental nesses casos.

Outras informações sobre infertilidade masculina, você pode conferir em nosso texto institucional!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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