Fechar

Selecione uma unidade para enviar um Whatsapp:

Belo Horizonte - (31) 9979-01109 Juiz de Fora - (32) 98888-2776 Governador Valadares - (33) 98866-1706 Rio de Janeiro - (21) 99566-1850 Manhuaçu - MG - (33) 98855-0015

agendamento de consulta

Unidade Belo Horizonte | +55 (31) 2102-6363

Ultrassonografia para controle da ovulação: como é feito o processo?

Ultrassonografia para controle da ovulação: como é feito o processo?

Provavelmente você já fez uma ultrassonografia em algum momento da vida ou, pelo menos, conheça uma pessoa que passou por essa experiência. A sua popularidade se deve ao fato da ultrassonografia ser um dos exames mais realizados no mundo devido às suas diversas indicações.

A ultrassonografia pélvica, por exemplo, é utilizada no diagnóstico de infertilidade e durante o processo de reprodução assistida. Na fase da estimulação ovariana, a primeira etapa do processo, ela é importante para avaliar o desenvolvimento dos folículos.

Nesse contexto, o nosso objetivo é mostrar as diversas finalidades da ultrassonografia, principalmente, no controle ultrassonográfico da ovulação.

Vamos lá?

O que é a ultrassonografia?

A ultrassonografia é um exame de imagem muito versátil, podendo ser utilizada no diagnóstico de diversas doenças, no tratamento da reprodução assistida e no acompanhamento da gestação. O fato dele ser um exame simples, de baixo custo e não invasivo são algumas das suas principais vantagens.

O exame utiliza um transdutor responsável por emitir ondas sonoras que, ao entrar em contato com o corpo da paciente, é convertida em imagens. A ultrassonografia é um procedimento seguro e não emite radiação.

No contexto da reprodução assistida, os tipos mais utilizados de ultrassonografia pélvica são: a abdominal (pelo abdome) e a transvaginal (pela vagina). Ambas são utilizadas para visualizar os órgãos da região pélvica feminina, como os ovários, tubas uterinas e útero.

Para realizar a ultrassonografia abdominal, a paciente se deita na maca e o gel condutor é aplicado na região do abdome. O transdutor entra em contato com o gel para ajudar na movimentação do aparelho durante o exame e para converter as ondas sonoras em imagem.

Durante a ultrassonografia transvaginal a paciente se deita na maca em posição ginecológica. O transdutor é envolvido por uma proteção de látex e pelo gel condutor antes de ser inserido no canal vaginal da paciente.

Em quais situações esse exame é indicado?

A versatilidade da ultrassonografia é um dos principais motivos para ela ser um dos exames mais realizados do mundo. Ela é indicada para avaliar diversos órgãos, como:

O exame também é indicado para avaliar casos de traumatismos, abcessos e nódulos sem uma localização específica.

Além disso, a ultrassonografia possui um papel de destaque durante o processo de reprodução assistida. Nesse contexto, ela atua em funções como:

Qual é o papel da ultrassonografia no contexto da estimulação ovariana?

O controle ultrassonográfico é utilizado para acompanhar o desenvolvimento dos folículos ovarianos ao longo da estimulação ovariana, conhecida por ser a primeira etapa de todas as técnicas de reprodução assistida.

Durante todo o processo da estimulação ovariana a paciente faz ultrassonografias em série com um breve período entre eles. Dessa forma, é possível acompanhar o desenvolvimento dos folículos. Se a resposta dos folículos aos medicamentos hormonais não for a esperada, o médico pode fazer alguma alteração na medicação. Quando os folículos ovarianos atingem o tamanho correto, a próxima etapa se inicia, que é a indução da ovulação.

Como é feito esse processo e o que vem depois?

O processo da estimulação ovariana é similar para todas as técnicas de reprodução assistida. Porém, ela possui objetivos diferentes. Na relação sexual programada e na inseminação artificial — ambas classificadas como técnicas de baixa complexidade —, a estimulação ovariana visa desenvolver, no máximo, três folículos para reduzir o risco de gestação gemelar.

Porém, na fertilização in vitro não há essa preocupação. Por ser uma técnica de alta complexidade em que a fecundação acontece em um laboratório, quanto mais folículos ovarianos forem desenvolvidos, melhor. A técnica, também chamada de FIV, é a mais indicada para casos graves de infertilidade. Além disso, é recomendada para casais homoafetivos e pessoas que desejam ter filhos por uma produção independente.

A primeira etapa é a estimulação ovariana, que tem a duração média de 10 dias. Todo processo de reprodução assistida é individualizado, por isso, a escolha da medicação hormonal, a dosagem e frequência depende do perfil da paciente.

Quando os folículos atingirem o tamanho adequado, eles podem ser aspirados para coleta dos óvulos. Durante o procedimento, a ultrassonografia transvaginal é utilizada para guiar o médico no controle da agulha utilizada para aspirar os folículos. Os óvulos são retirados e preparados para serem usados na fecundação.

O sêmen do parceiro também é coletado, em geral, por masturbação, e preparado para que os espermatozoides de maior qualidade participem da próxima etapa.

Para que haja a fecundação, o encontro entre o óvulo e o espermatozoide é realizado por meio da técnica ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoides). Ela insere o gameta masculino diretamente no óvulo, aumentando as chances de sucesso da técnica.

Após alguns dias de desenvolvimento no laboratório, os embriões com maior probabilidade de implantação são transferidos para o útero, finalizando o tratamento. A ultrassonografia também é utilizada nesse momento para guiar a transferência embrionária.

A ultrassonografia é um exame de imagem utilizado para diversas finalidades. No diagnóstico da infertilidade e durante o processo da reprodução assistida (principalmente na fertilização in vitro), a ultrassonografia pélvica transvaginal é fundamental.

Para saber mais sobre esse tipo de exame, confira mais sobre a ultrassonografia pélvica e quais são os cuidados que devem ser tomados antes da sua realização!

Compartilhe:

Se inscrever
Notificação de
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
Faça seu agendamento

Proporcionamos um atendimento exclusivo exatamente como você merece.

AGENDE SUA CONSULTA
ENTRE EM CONTATO

Alguma dúvida sobre fertilidade?
Fale conosco

Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
0
Would love your thoughts, please comment.x
()
x