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Células NK e infertilidade feminina: existe relação?

Células NK e infertilidade feminina: existe relação?

A gestação é um processo complexo que não depende apenas da fertilidade de homens e mulheres, mas também do bom funcionamento dos demais sistemas – e da manutenção de hábitos saudáveis, especialmente relacionados à alimentação, à saúde do sono e à boa prática de atividades físicas.

Além do sistema reprodutivo, a gravidez também está envolvida com o papel do sistema endócrino, que regula a função reprodutiva a partir da ação dos hormônios sexuais, e do sistema imunológico, o que protege a mulher e também o bebê das possibilidades danosas proporcionadas por alguns agentes agressores.

Contudo, quando estas funções mostram-se desequilibradas, especialmente aquelas relacionadas ao sistema imunológico, a mulher pode apresentar problemas reprodutivos manifestados por perdas gestacionais sequenciais – ou aborto de repetição.

Entre esses distúrbios, o aumento na concentração das células NK (natural killers) endometriais é uma das disfunções imunológicas que pode interferir na gestação.

Este texto mostra como é a relação entre o aumento anormal das células NK e a infertilidade feminina, apresentando também as principais saídas para as mulheres que são portadoras desta condição.

O que são células NK (natural killers)?

O sistema imunológico é responsável pela defesa do corpo e executa essa tarefa a partir da atividade de algumas células específicas, com destaque para os leucócitos, macrófagos e linfócitos, que atuam na identificação e destruição dos agentes agressores.

A principal forma de ação das células do sistema imunológico acontece a partir da relação antígeno anticorpo, que é mediada por um mecanismo conhecido como “chave-fechadura”, em que essas células se diferenciam em anticorpo, a partir da memória imunológica, e atacam somente os agentes agressores específicos, identificados como antígeno.

As células NK (natural killers) são um tipo de linfócito especial, que se diferencia dos demais tipos por sua atividade citotóxica não necessitar do reconhecimento de qualquer antígeno específico.

Estas células, assim como todos os outros linfócitos, originam-se dos linfoblastos produzidos pela medula óssea.

Qual é o papel das células NK no organismo?

A importância da atuação das células NK nos diversos tecidos do corpo humano deve-se ao combate de infecções virais, especialmente provocadas por espécies de vírus com a capacidade de reestruturar seu código genético, e por isso podem passar despercebidas pelos linfócitos que demandam o reconhecimento de um antígeno específico.

Além do combate viral, essas células também atuam na destruição de formações celulares tumorais, sendo um importante sistema de defesa do corpo, inclusive contra o câncer.

Qual a relação com a infertilidade?

Durante o ciclo reprodutivo é possível constatar um aumento relevante na concentração de células NK, especialmente na superfície endométrio: na fase proliferativa este aumento é de 10%, atingindo 20% na fase secretora e chegando a 30% nos estágios precoces da gestação.

Ainda que os estudos sobre o papel das células NK na gestação ainda estejam em andamento, acredita-se que o aumento na concentração destas células acontece com o objetivo de proteger o útero de agentes agressores durante o período fértil, porém a proliferação exagerada destas células tem sido registrado de forma frequente nas mulheres que apresentam aborto de repetição.

O mecanismo por trás da infertilidade nestes casos, mostra que essas alterações na concentração de células NK podem fazer com que o embrião seja reconhecido como um agente agressor, contra o qual essas células agem em forma de combate, prejudicando e até mesmo impedindo tanto o processo de implantação embrionária, como a manutenção da gestação como um todo. Essa teoria, entretanto, não tem comprovação científica.

Como a reprodução assistida pode ajudar?

A reprodução assistida tem sido uma saída para casais que vem sofrendo com quadro de aborto de repetição, especialmente causado por distúrbios imunológicos femininos, que aumentam a concentração de células NK na superfície do endométrio.

Quer saber mais sobre infertilidade feminina? Toque no nosso link.

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Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


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