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Banco de sêmen: as 7 principais dúvidas respondidas

Banco de sêmen: as 7 principais dúvidas respondidas

Para o casal que apresenta quadro de infertilidade ou vive uma relação homoafetiva, o sonho de ter filhos, muitas vezes, parece algo impossível. No entanto, com os avanços da medicina e as mudanças na legislação, a concepção de um filho está cada dia mais fácil.

Hoje, falaremos sobre o banco de sêmen, que é de fundamental importância em métodos de reprodução assistida e ainda é motivo de dúvidas para a grande maioria das pessoas. Reunimos algumas das principais questões sobre o assunto. Continue a leitura para saber mais sobre os bancos de sêmen.

1. O que é banco de sêmen?

Os bancos de sêmen são instituições que coletam, processam e armazenam esperma humano para auxiliar casais com dificuldades de engravidar. Existem diversos deles espalhados pelo mundo, cada um sujeito à legislação de seu respectivo país.

2. Quem pode ser doador?

No Brasil, a resolução CFM 2168 rege a doação e define que, para ser um doador, é preciso estar saudável, não ser portador de infecções sexualmente transmissíveis, não possuir doenças congênitas ou genéticas e ter disponibilidade para comparecer à instituição para a realização de todos os exames.

Além disso, o homem só pode doar até a idade de 50 anos.

3. Quem pode utilizar esse recurso?

Quatro grupos podem recorrer ao banco de sêmen, desde que o intuito seja a reprodução sem fins comerciais ou lucrativos:

4. Para a realização de quais procedimentos é possível recorrer ao banco de sêmen?

O banco de sêmen pode ser utilizado para possibilitar a realização de procedimentos de reprodução assistida, como a fertilização in vitro (FIV) e a inseminação artificial nos casos citados acima.

5. Quais as características do banco de sêmen brasileiro?

No Brasil, o anonimato é uma regra. Dessa forma, quem procura o banco de sêmen não tem acesso à identidade civil do doador e vice-versa. Para auxiliar os futuros pais na escolha do sêmen, algumas características, como a ficha médica do doador, altura, cor dos olhos, cor do cabelo, cor da pele, altura, são fornecidas.

6. Quais são os riscos?

Para o doador, não há risco algum e, para a receptora, os riscos são aqueles decorrentes do método de reprodução assistida indicado. Hoje, com todos os recursos de que a medicina dispõe, esses riscos são baixos.

7. O custo é muito alto?

Devido à grande popularidade dos tratamentos de infertilidade, os custos estão cada vez menores. Assim, é possível realizar o sonho de ter filhos sem grandes dificuldades financeiras. Vale ressaltar que, apesar da doação do material biológico ser voluntária, as técnicas que o utilizam não são.

Agora que você já sabe mais sobre o banco de sêmen, se você sofre de algum problema de infertilidade, não hesite em contatar-nos. Oferecemos um atendimento ético, responsável e de qualidade, que permitirá a realização do seu sonho!

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Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências