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Quais os sintomas associados à ovulação?

Quais os sintomas associados à ovulação?

Diversos fatores exercem influência na fertilidade feminina. As mulheres nascem com todos os óvulos que terão durante sua vida. A cada ciclo menstrual, esses óvulos serão amadurecidos e liberados para possibilitar a fecundação.

O processo de rotura do folículo para liberação do óvulo é chamado de ovulação.

A ovulação é fundamental para a fertilidade, e mulheres que não ovulam não podem engravidar.

No entanto, para entender melhor como funciona essa etapa do ciclo menstrual, primeiro é preciso saber o que é e como funciona.

O que é ciclo menstrual

O ciclo menstrual é um processo natural que ocorre no corpo das mulheres em idade reprodutiva. Costuma ter duração de 28 dias, podendo variar para mais ou para menos.

Durante esse período, o organismo da mulher irá se preparar para liberar o óvulo para ser fecundado e também para que o útero receba o embrião caso a fecundação ocorra.

O ciclo menstrual ocorre desde a puberdade até a chegada da menopausa, e é assinalado pelas mudanças biológicas no organismo feminino.

Fases do ciclo menstrual

O ciclo menstrual tem como objetivo promover o crescimento folicular para que haja a liberação do ovulo (ovulação) e preparar o endométrio para que haja a nidação – implantação do embrião.

O hormônio folículo-estimulante (FSH) é o responsável pelo crescimento do folículo e o hormônio luteinizante (LH) pela rotura do folículo e pelo amadurecimento do óvulo.

Durante o crescimento folicular o estrogênio é o hormônio que estimula o espessamento do endométrio (primeiro preparo), e após a ovulação (fase lútea) a progesterona é o hormônio que termina de preparar o endométrio. Nessa fase, ele encontra-se pronto para que o embrião se implante.

Caso haja a gravidez, os hormônios irão continuar mantendo o endométrio gravídico. Caso contrário, tem-se a menstruação e o ciclo se iniciará novamente.

Ovulação e sintomas

Assim como as outras fases do ciclo menstrual, a ovulação apresenta sintomas próprios que permitem identificá-la.

O aumento da libido é um desses sintomas, causado pela presença do hormônio androgênio, que se eleva durante a ovulação.

É comum que mulheres observem um aumento na secreção vaginal e um desconforto abdominal, chamado de dor do meio.

Para saber se está no período de ovulação, a mulher poderá realizar testes de farmácia ou, caso esteja se submetendo a um procedimento de reprodução assistida, o médico responsável fará os exames necessários.

Anovulação

A dificuldade de engravidar está ligada a fatores diversos. Um desses fatores é a anovulação, ausência de ovulação, que pode ser crônica ou intermitente.

A anovulação é causada pelo não crescimento folicular. Isso pode causar ciclos menstruais irregulares ou até mesmo a ausência dele.

A anovulação crônica é uma das características da chamada síndrome dos ovários policísticos (SOP), uma das condições comuns que podem ser tratadas com a estimulação ovariana. Na SOP, os folículos não crescem.

Como isso é tratado?

Durante os procedimentos de reprodução assistida é realizada a estimulação ovariana e assim ocorre o crescimento dos folículos.

Dependendo do tipo de tratamento, a estimulação pode ser feita para que ocorra o crescimento de um único folículo, uma quantidade limitada ou mesmo de uma grande quantidade.

Para fazer a indução da ovulação podem ser administrados remédios via oral ou por injeções subcutâneas.

A intenção dessa técnica é aumentar a quantidade de óvulos liberados, de modo a aumentar as chances de que uma fecundação ocorra.

Esse procedimento é realizado para a maioria dos diferentes tratamentos de reprodução assistida.

A ovulação é essencial para determinar a fertilidade da mulher, e alguns sintomas podem ajudar a identificá-la.

Saber qual o seu período fértil é importante para mulheres que desejam engravidar, e verificar sua presença é uma das maneiras de descobrir se a mulher é infértil.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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