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Ciclo menstrual e hormônios: veja a relação

Ciclo menstrual e hormônios: veja a relação

Fertilidade feminina, ciclo menstrual e hormônios são condições relacionadas. Quando a mulher menstrua de forma regular é um indício de que a ovulação está ocorrendo todo mês. Isso é fundamental para os casais que estão na tentativa de engravidar, pois facilita o cálculo do período fértil.

O ciclo menstrual é regulado por hormônios. Quatro substâncias principais são secretadas pela glândula hipófise e pelos ovários de forma cíclica para liberar um óvulo maduro e preparar o útero para receber um embrião. Assim, o equilíbrio hormonal é determinante para a fertilidade feminina, mas diversas condições podem interferir nesse processo.

Acompanhe este post e entenda como o ciclo menstrual acontece, quais são os hormônios envolvidos e quais distúrbios podem provocar desequilíbrio hormonal, anovulação e infertilidade feminina!

Quais hormônios participam do ciclo menstrual?

O ciclo menstrual é regulado pelos hormônios folículo-estimulante (FSH), luteinizante (LH), estrógeno e progesterona — os dois primeiros secretados pela hipófise e os outros dois produzidos pelos ovários. Para esclarecer como esse processo ocorre, vamos explicá-lo em três partes:

Fase folicular

A menstruação marca o início de um ciclo menstrual. Nesse período, a hipófise — glândula endócrina situada no cérebro — libera pequenos pulsos de FSH. O aumento nos níveis desse hormônio estimula o desenvolvimento dos folículos ovarianos, os quais guardam os óvulos.

Enquanto os folículos crescem, eles induzem a produção de estrógeno, o que leva à proliferação das células endometriais — que recobrem a parede do útero. Os níveis crescentes de estrógeno diminuem o pulso de FSH, mas na metade do ciclo ocorre uma elevação súbita do LH, promovendo a maturação final do óvulo e a ruptura do folículo dominante.

Ovulação

Vários folículos começam a se desenvolver sob estímulo do FSH, mas somente um, o folículo dominante, chega ao ponto de ovulação. Quando ele se rompe, as fímbrias da tuba uterina adjacente capturam o óvulo. O gameta feminino permanece na tuba, onde poderá ser encontrado pelos espermatozoides e fertilizado, se o casal tiver relações sexuais sem contracepção.

Fase lútea

Em ciclos regulares, de cerca de 28 dias, a ovulação ocorre em torno de 14 dias após o início da menstruação. Depois disso, tem início a fase lútea do ciclo menstrual. Nesse momento, o folículo que se rompeu é transformado em corpo-lúteo e secreta estrogênio e progesterona para deixar o tecido endometrial receptivo e favorecer a implantação de um embrião.

Se houver implantação, o hormônio hCG — gonadotrofina coriônica humana — começa a ser produzido e age na manutenção do corpo-lúteo, que continua a secretar altos níveis de progesterona para manter a gravidez em desenvolvimento. Se não houver fertilização, o corpo-lúteo se desfaz, os níveis de estrogênio e progesterona caem e o tecido endometrial descama, provocando o sangramento e o início de um novo ciclo menstrual.

Quais condições podem alterar os hormônios e a fertilidade feminina?

Vários distúrbios e até alguns hábitos de vida podem interferir nos níveis dos hormônios reprodutivos e desregular os ciclos menstruais, afetando a ovulação e a fertilidade da mulher. Os principais são:

Síndrome dos ovários policísticos (SOP)

A SOP é uma síndrome que afeta um grande número de mulheres em idade reprodutiva, sendo considerada a principal causa de infertilidade por problemas de ovulação. Uma das característias principais da doença é o alto nível de hormônios andrógenos (masculinos) circulantes. Isso causa um desequilíbrio hormonal e reduz a concentração das substâncias que atuam no ciclo menstrual, de forma que a mulher para de ovular ou tem ovulação infrequente.

Hipotireoidismo

O hipotireoidismo é uma alteração da tireoide que leva à redução da atividade dessa glândula, diminuindo a produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), os quais participam de diversas funções do organismo. Embora essa doença seja mais comum em pessoas idosas, mulheres em idade fértil também podem desenvolver o quadro e sofrer prejuízos no ciclo menstrual e na fertilidade.

Falência ovariana prematura (FOP)

A FOP é uma situação pouco comum, caracterizada pelo esgotamento precoce da reserva de óvulos em mulheres jovens e interrupção da produção dos hormônios ovarianos. Trata-se, portanto, de um quadro de menopausa precoce e pode estar associado a fatores hereditários e anormalidades genéticas, como as síndromes de Turner e do X frágil.

Tumores hipofisários

Como vimos, a hipófise é responsável pela secreção de FSH e LH. Tumores e traumas na região dessa glândula interferem na liberação dos hormônios e afetam o ciclo menstrual. Nesses casos, uma ressonância magnética da sela túrcica — cavidade óssea onde a hipófise está localizada — pode revelar o problema.

Idade e estilo de vida

Além das doenças mencionadas, a idade e os hábitos de vida podem alterar os hormônios. A fase da perimenopausa — anos que antecedem a menopausa — é marcada pela redução progressiva da função ovariana. Assim também, fatores como peso em excesso ou magreza extrema, alimentação irregular, exercícios físicos extenuantes, uso de drogas e estresse são exemplos de condições que podem interferir no equilíbrio hormonal.

Como podemos ver, hormônios e ciclo menstrual estão totalmente relacionados e essa soma afeta diretamente a fertilidade feminina. Por isso, na investigação da infertilidade, a análise dos níveis hormonais tem papel importantíssimo. É oportuno ainda mencionar que na reprodução assistida as disfunções ovulatórias são tratadas com estimulação ovariana e indução da ovulação — técnica aplicada nos tratamentos de coito programado, inseminação artificial e fertilização in vitro (FIV).

Seguindo essa linha de pensamento, leia também nosso texto intitulado “Como descobrir se sou infértil” e complete suas informações sobre o assunto!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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