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Clamídia: como tratar?

Clamídia: como tratar?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, a cada ano, surgem mais de 370 milhões de casos de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) no mundo, o equivalente a mais de um milhão de transmissões por dia. Existem mais de 30 bactérias, vírus e parasitas que podem ser transmitidos por meio de relações sexuais, sendo oito deles causadores das ISTs mais comuns e, destes, quatro são curáveis: sífilis, gonorreia, clamídia e tricomoníase.

As ISTs são um problema não só pelos impactos imediatos que provocam, mas também porque, se não forem tratadas adequadamente, podem causar sérios danos à saúde reprodutiva sobretudo das mulheres, incluindo a infertilidade e a transmissão da infecção para o feto.

Neste texto, vamos falar sobre a clamídia, seus sintomas e possíveis consequências para a fertilidade. Leia mais abaixo.

O que é clamídia e como ela é transmitida?

A clamídia é uma infecção bacteriana que atinge cerca de 92 milhões de pessoas em todo o mundo. A transmissão se dá durante a relação sexual sem proteção, seja por via vaginal, anal ou oral. Normalmente, ela está associada à gonorreia e pode afetar os órgãos genitais, o reto e a garganta. A infecção pode atingir também os olhos, caso pessoa passe neles as mãos contaminadas com secreção.

A clamídia pode ainda ser transmitida para o bebê no parto vaginal. Além disso, há a possibilidade de o bebê nascer com conjuntivite, o que, sem o tratamento adequado, pode levar à cegueira.

Sintomas da doença

O diagnóstico da clamídia é feito com base em exame clínico e histórico do paciente, além de exames laboratoriais. Em cerca de 70% dos casos, a doença é assintomática, porém mesmo quem não manifesta a doença é capaz de transmiti-la ao parceiro ou parceira durante a relação sexual.

Quando os sintomas estão presentes, as mulheres podem sentir dor ao urinar e durante a relação sexual, corrimento vaginal amarelado e vontade de urinar com frequência. Já nos homens, ocorre ardência ao urinar, dor nos testículos e corrimento ou pus no pênis.

Nos casos em que a infecção atinge o reto, os sintomas são sensibilidade ou dor na região, além de secreção amarelada e muco. Se a doença for na garganta, não causa sintomas.

Complicações e impacto na fertilidade

Se a clamídia não for tratada, os sintomas costumam desaparecer naturalmente dentro de algumas semanas. No entanto, as consequências no longo prazo podem ser graves, sobretudo para as mulheres. Entre as complicações causadas pela doença estão dores crônicas na região pélvica, gravidez ectópica (fora do útero) e infertilidade.

Em alguns casos, a infecção pode subir pelas tubas uterinas ou trompas, causando doença inflamatória pélvica (DIP). Apesar de ser muitas vezes assintomática, essa doença pode causar dores abdominais e pélvicas, além de danos ao sistema reprodutor e aumentar as chances de gravidez ectópica.

Durante a gravidez, a infecção por clamídia pode causar complicações, como aborto espontâneo, parto prematuro e endometrite (inflamação do endométrio). Se for contraída ao longo da gestação, a doença pode provocar também infecção pós-parto.

Tratamento e prevenção

O tratamento da clamídia é bastante simples, com antibiótico via oral. É recomendado que o parceiro (ou parceiros) sexual do paciente também seja tratado, mesmo que não apresente sintomas. Além disso, ambos devem ficar sem ter relações por pelo menos sete dias – tempo habitual do uso do antibiótico.

Se os sintomas persistirem após o tratamento, é recomendado procurar o médico para uma reavaliação. Também é indicado refazer os exames de três a quatro meses após o tratamento.

É importante ressaltar, porém, que o tratamento combate a infecção, mas não repara eventuais danos permanentes que a doença já tenha causado, por isso a importância do diagnóstico precoce. Além disso, a infecção por clamídia pode ser reincidente, o que aumenta as chances de complicações.

A prevenção da clamídia, assim como de outras ISTs, se dá pelo uso de preservativos – masculinos ou femininos – em toda relação sexual: vaginal, oral ou anal. O tratamento não torna o paciente imune à doença, portanto é importante tomar medidas preventivas mesmo que você já tenha tido a doença.

Clamídia e reprodução assistida

A infecção por clamídia aumenta as chances de a mulher desenvolver obstrução nas tubas uterinas, o que tende a dificultar ou impedir a fecundação, além de levar à gravidez ectópica. Entre os motivos para isso está a DIP, que pode causar danos no endométrio e nas tubas.

Nesses casos, a indicação médica para tornar possível uma gravidez pode ser recorrer a técnicas de reprodução assistida. A FIV (fertilização in vitro), em que a fecundação é feita em laboratório e o embrião é transferido em uma etapa posterior, diretamente no útero da mulher, é uma opção a ser considerada para essas pacientes.

Como buscamos mostrar neste artigo, a clamídia é uma doença de fácil tratamento, porém que pode causar sérios problemas à fertilidade feminina, se não for descoberta e tratada a tempo. Além disso, ela é uma IST e, como tal, deve ser prevenida por meio da prática do sexo seguro.

Se você quer saber mais sobre a doença, toque aqui para ler outro texto do nosso site.

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Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências