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Como é feita a doação de sêmen?

Como é feita a doação de sêmen?

Após um ano tentando engravidar sem sucesso, muitos casais atribuem à mulher a responsabilidade. No entanto, em metade dos casos, o problema está na fertilidade masculina. Quando esse cenário é confirmado, dependendo da gravidade do fator de infertilidade, recorrer à reprodução assistida (RA) com doação de sêmen é a única maneira de conseguir a gravidez.

De acordo com uma pesquisa, entre 40% a 50% dos casos de infertilidade ocorrem devido a fatores masculinos. Esse problema pode acontecer por vários motivos, como a existência de varizes nos testículos (varicocele), inflamações nos órgãos reprodutores e efeitos de procedimentos cirúrgicos, químio ou radioterápicos, além da qualidade baixa em espermatozoides.

Esse é um problema que tem se tornado cada vez mais comum. Além das menções da pesquisa a outros estudos, uma análise constatou que a qualidade e disponibilidade dos espermatozoides diminuíram ao longo dos anos.

Este artigo aborda o conceito da técnica de doação de sêmen, suas indicações e como é realizada no Brasil. Acompanhe os próximos tópicos e entenda se esta é uma solução indicada para você.

Quando pacientes precisam da doação de sêmen?

Existem situações, no contexto da reprodução assistida, em que casais ou mulheres solteiras não podem gerar um bebê de forma natural. Nesses casos, para engravidar, é necessário utilizar gametas masculinos doados, disponíveis em diversos bancos de sêmen no Brasil e no exterior.

No Brasil, qualquer pessoa pode pesquisar por doadores com as características físicas adequadas, levando em consideração dados como altura, peso, cor da pele, dos olhos, cabelos e até ocupação, religião e hobbies.

Existe ainda a possibilidade de importar os gametas para quem não encontrar um doador com as características compatíveis.

A importação de sêmen doado, aliás, cresceu muito no Brasil: entre 2011 e 2016, o aumento foi de 2.625%, de acordo com a ANVISA, órgão que estabelece normas para esse processo, realizado por meio de um banco de sêmen com o aval de um médico.

No Brasil, a doação de sêmen é regulada pela Resolução nº 2.168 do Conselho Federal de Medicina (CFM), que define que o procedimento deve ter caráter voluntário e resguarda o anonimato do doador. Assim, qualquer homem saudável, fértil, com idade máxima de 50 anos — ou de 45 anos para muitos bancos —, e livre de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) (comprovado por exames) e genéticas pode ajudar a formar uma família, desde que seja motivado por altruísmo.

Para quem está em processo de RA, a utilização de gametas masculinos oriundos da doação de sêmen não impõe risco adicional nem altera as taxas de sucesso do procedimento. O percentual, que é o mesmo da fertilização in vitro (FIV), variando de acordo com a idade da mulher, podendo chegar a 50%.

Em que situações a doação de sêmen é indicada?

A doação de sêmen é indicada em procedimentos de FIV e inseminação artificial (IA) e é indicada nas seguintes situações:

No Brasil, de acordo com o relatório da ANVISA, entre os anos de 2014 e 2016, a maioria das amostras de doação de sêmen foram utilizadas em procedimentos para casais heterossexuais (43%) e, em seguida, por mulheres solteiras (38%) e casais homoafetivos femininos (19%).

Como é feito o procedimento?

As amostras são coletadas via masturbação e armazenadas em baixas temperaturas (processo denominado criopreservação), que garante a manutenção da fertilidade dos gametas.

O doador precisa realizar alguns exames de sangue para pesquisar patologias, como as hepatites, o vírus HIV, a sífilis e o zika vírus, e o espermograma.

As amostras obtidas na doação de sêmen, de acordo com normas da ANVISA, devem ficar congeladas por, no mínimo, seis meses, para garantir a segurança do processo. Na época da coleta, o doador pode estar na fase inicial de alguma infecção, ainda indetectável por exames e por isso é importante averiguar novamente, após a quarentena, para garantir mais segurança ao processo.

Caso seja comprovada a normalidade dos exames, os gametas podem ser utilizados. A clínica pode, então, seguir com os procedimentos de reprodução assistida.

A doação de sêmen é útil em processos de RA. As amostras, obtidas via masturbação, podem ser encontradas em diversos bancos de sêmen no Brasil e no exterior, o que permite a escolha de características de acordo com a família do bebê. A utilização de gametas doados é indicada para casais heterossexuais quando o homem é infértil, para casais homoafetivos femininos ou em casos de produção independente.

Se quiser saber mais sobre essas informações, leia agora a seção sobre doação de sêmen aqui no site.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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