Fechar

Selecione uma unidade para enviar um Whatsapp:

Belo Horizonte - (31) 99650-0786 Juiz de Fora - (32) 98888-2776 Governador Valadares - (33) 98866-1706 Rio de Janeiro - (21) 99566-1850 Manhuaçu - MG - (33) 98855-0015

agendamento de consulta

Unidade Belo Horizonte | +55 (31) 2102-6363

Como é feita a transferência embrionária na FIV?

Como é feita a transferência embrionária na FIV?

O desenvolvimento de técnicas de reprodução assistida representou uma verdadeira revolução científica no tratamento da infertilidade.

Entre as principais técnicas existentes, aquela que apresenta maior complexidade e melhores taxas de sucesso é a FIV (fertilização in vitro).

Por meio da FIV, casais inférteis têm a possibilidade de realizar o sonho de serem pais.

Cada etapa dessa técnica, como a transferência embrionária, é importante e tem o objetivo de aumentar a probabilidade de sucesso da FIV.

Leia o texto e saiba mais sobre a transferência embrionária, última etapa da FIV antes do teste de gravidez.

O que é a FIV e quais são suas etapas?

A FIV é a principal técnica de reprodução assistida. É a mais indicada e realizada no mundo, com as melhores taxas de sucesso. Trata-se de uma técnica de alta complexidade, principalmente pelo fato de realizar a micromanipulação dos gametas para a fecundação.

Ela pode ser indicada para inúmeros casos de infertilidade, condição diagnosticada após um ano de relações sexuais desprotegidas sem sucesso de gravidez.

A FIV é dividida em cinco etapas principais, tendo cada uma delas um objetivo específico. A primeira etapa é a estimulação ovariana, cujo objetivo é fazer com que os ovários promovam o crescimento de um número elevado de folículos.

A etapa seguinte é a coleta de gametas, tanto femininos como masculinos, para que a fecundação possa ser feita.

Segue-se à fecundação do óvulo pelo espermatozoide propriamente dita, processo necessário para a formação dos embriões.

Na etapa do cultivo embrionário, são realizados os testes a fim de determinar os melhores embriões a serem transferidos para o útero da mulher. Por fim tem-se a etapa da transferência embrionária, tema deste texto, que será discutida com mais detalhes.

Fertilização in vitro, inseminação artificial e relação sexual programada: qual a diferença?

Embora sejam os três métodos de reprodução assistida mais comentados, é comum que as pessoas não saibam a diferença entre a FIV, a inseminação artificial e a relação sexual programada.

A FIV é a única desses métodos em que a reprodução ocorre fora do corpo da mulher e, portanto, é a única que conta com a etapa da transferência embrionária, uma vez que o embrião será gerado em meio laboratorial e deverá ser transferido para o corpo da mãe.

Na inseminação artificial, o espermatozoide coletado ou doado será inserido no corpo da mulher para que a fecundação ocorra.

Já a relação sexual programada é um método de reprodução assistida que consiste na determinação do período de ovulação da mulher para que a fecundação ocorra de modo natural. Em geral, em ambas as técnicas também é feita a estimulação ovariana.

Como é feita a transferência embrionária na FIV?

A última etapa da FIV tem como objetivo a transferência dos embriões formados em laboratório ao interior da cavidade uterina, para que eles possam aderir ao tecido endometrial e dar início à gestação.

O objetivo é que apenas um embrião se fixe e dê origem à gestação, uma vez que gestações gemelares oferecem riscos à criança e à mãe.

O primeiro passo para a realização da transferência embrionária durante a FIV é a seleção dos embriões a serem transferidos.

O objetivo dessa seleção é aumentar a probabilidade de uma gravidez de sucesso, minimizando, no entanto, o risco de gravidez múltipla.

O objetivo é transferir os embriões de maneira a causar pouco ou nenhum trauma no endométrio. Esse procedimento não requer anestesia e assemelha-se a um exame ginecológico habitual.

Inicialmente é inserido um espéculo vaginal para a identificação do colo uterino, por onde passará o cateter com os embriões. O cateter é então preparado pelo embriologista, que coloca os embriões selecionados em seu interior e o entrega para o médico assistente.

O médico passará o cateter pelo orifício do colo até a proximidade com o fundo uterino, liberando, em seguida os embriões, com uma leve pressão sobre o êmbolo da seringa acoplada ao cateter. Esse processo pode ser visto por ultrassom e demora menos de um minuto.

A partir desse momento, deve-se aguardar e torcer para que haja a implantação do embrião. Esse fenômeno não é controlado por médico e por isso a chance é ainda limitada.

Regras da transferência embrionária

O Conselho Federal de Medicina (CFM) estabelece regras específicas a respeito do número de embriões a serem transferidos, de acordo com a faixa etária da paciente que deverá recebê-los.

Mulheres de até 35 anos devem receber o máximo de 2 embriões. Mulheres entre 35 e 40 anos podem ter 3 embriões transferidos. Para aquelas acima dos 40 anos, o máximo de embriões a serem transferidos é 4.

Embora esse seja o limite determinado pelo CFM, o médico analisa e orienta os pacientes acerca do funcionamento da implantação a fim de determinar quantos embriões deverão ser transferidos. Nessa orientação, deve-se explicar também o risco de gravidez múltipla e seu funcionamento.

A última etapa da FIV consiste na transferência embrionária, na qual o embrião cultivado será transferido para o útero da mulher para que a gestação possa ter início. Leia mais sobre a transferência de embriões.

Compartilhe:

Se inscrever
Notificação de
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
Faça seu agendamento

Proporcionamos um atendimento exclusivo exatamente como você merece.

AGENDE SUA CONSULTA
ENTRE EM CONTATO

Alguma dúvida sobre fertilidade?
Fale conosco

Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências