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Útero: veja como o órgão se forma e qual suas funções

Útero: veja como o órgão se forma e qual suas funções

O útero é um órgão fundamental no sistema reprodutor feminino. Mede entre 6 e 10 cm e tem formato de uma pera de cabeça para baixo. Com sua grande capacidade de expansão, o útero pode aumentar em várias vezes seu tamanho, chegando a cerca de 35 centímetros de altura no final da gestação.

As funções do útero estão relacionadas à menstruação e à gravidez. Sendo assim, alterações nesse órgão podem provocar irregularidades menstruais e infertilidade. Alguns problemas uterinos são adquiridos ao longo da vida reprodutiva, como os miomas, enquanto outros são causados por falhas durante a formação do aparelho genital do embrião feminino.

Quer saber como o útero é formado, quais são exatamente suas funções e quais doenças podem afetar esse órgão? Continue a leitura!

Como o útero é formado?

O útero localiza-se na região pélvica, próximo à bexiga. Na base inferior, o colo do útero se liga à vagina. Na parte superior, o órgão tem aberturas laterais (óstios) que dão acesso às tubas uterinas. A estrutura uterina é dividida em três camadas:

A formação do útero e dos demais órgãos reprodutores ocorre ainda durante as primeiras semanas do período intrauterino. No início do desenvolvimento embrionário, ainda não há diferenciação sexual. Depois de algumas semanas, os genes que atuam na definição das gônadas começam a se expressar.

Se o embrião carregar o cromossomo sexual Y, os testículos se desenvolvem, determinando um ser biologicamente masculino. Já no embrião feminino formam-se os ovários, os ductos de Wolff — que dariam origem aos órgãos masculinos — regridem e os ductos de Müller se diferenciam nos órgãos femininos internos: útero, tubas uterinas e porção superior da vagina.

Podem ocorrer falhas durante esse processo de embriogênese, acarretando malformações nos órgãos. Quando isso ocorre na diferenciação dos ductos de Müller, resultam as anomalias müllerianas, incluindo defeitos na anatomia do útero ou dos demais órgãos originários dessa estrutura.

Qual é a função do útero na fertilidade feminina?

A principal função do útero é fornecer condições adequadas para o futuro bebê — o que significa um ambiente receptivo, bem vascularizado e protegido, que forneça oxigênio e nutrientes para o desenvolvimento fetal. Para isso, existem vários hormônios trabalhando, mas para entender essa dinâmica hormonal, precisamos falar sobre o ciclo reprodutivo da mulher.

No início do ciclo, duas estruturas cerebrais atuam para estimular a produção das substâncias que regulam o funcionamento dos ovários. O hipotálamo secreta o hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH) que, por sua vez, faz com que a hipófise produza os hormônios folículo-estimulante (FSH) e luteinizante (LH).

O FSH e o LH estimulam a função ovariana, provocando o crescimento dos folículos — estruturas que guardam os óvulos. Enquanto os folículos crescem, eles produzem estrogênio, o hormônio que induz a proliferação das células intrauterinas para deixar o endométrio com mais espessura. Além da formação dos receptores de progesterona e a produção de proteínas para a adequação da gravidez.

Na metade do ciclo, um folículo amadurece mais que os outros e se rompe para liberar o óvulo. Após a ovulação, esse folículo que se rompeu assume a função de corpo-lúteo e passa a produzir estrogênio e altas doses de progesterona — hormônios que deixam o útero receptivo para o embrião.

Quando há uma gravidez em curso, os hormônios continuam sendo produzidos pelo corpo-lúteo, e depois pela placenta, para manter as condições uterinas adequadas para o desenvolvimento do bebê. Se não houver concepção, o corpo-lúteo se degenera e a camada interna do útero descama, provocando a menstruação, o que marca o início de um novo ciclo.

Quais problemas podem afetar o útero?

A estrutura e a função do útero podem ser prejudicadas por várias doenças adquiridas ao longo da vida reprodutiva ou por malformações congênitas. Algumas dessas condições são identificadas a partir de sintomas como sangramento anormal e dor pélvica. Contudo, os quadros assintomáticos podem ser revelados somente diante de abortamentos de repetição ou durante a investigação da infertilidade.

Os principais problemas uterinos são:

A maior parte dessas condições pode provocar infertilidade ou abortamentos. Algumas mulheres conseguem engravidar espontaneamente depois de fazer tratamentos pontuais para os problemas uterinos, os quais incluem intervenção medicamentosa ou, em muitos casos, cirurgia.

No entanto, a dificuldade de engravidar pode persistir, principalmente se estiver associada a outros fatores como idade materna avançada ou infertilidade masculina. Diante disso, as técnicas da reprodução assistida são uma alternativa para o casal infértil conseguir ter um filho.

A técnica indicada para os casos de infertilidade por fator uterino (em que os tratamentos anteriores não foram eficazes) é a fertilização in vitro (FIV). Nesse tipo de tratamento, os óvulos e espermatozoides do casal são coletados e a fecundação ocorre em laboratório, isto é, fora do útero. Os embriões que se formam são acompanhados durante os primeiros dias de divisão celular e transferidos para a cavidade uterina somente após alguns dias de cultivo.

As taxas de sucesso da FIV normalmente são altas e o casal pode fazer várias tentativas, acrescentando técnicas complementares ao tratamento para contornar fatores específicos de infertilidade — a exemplo do teste de receptividade endometrial (ERA) que analisa as condições do útero antes da transferência dos embriões. Indicado para casos de falhas repetidas de implantação.

Em casos mais severos, quando o problema uterino impede a mulher de gestar, é possível ter um filho com um útero de substituição.

Leia nosso texto sobre infertilidade feminina e descubra quais são as outras doenças e condições que dificultam a gravidez.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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