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Como o preparo seminal aumenta as chances de gravidez?

Como o preparo seminal aumenta as chances de gravidez?

O preparo seminal é uma técnica utilizada nos tratamentos de reprodução assistida — inseminação intrauterina (IIU) e fertilização in vitro (FIV) — para selecionar os melhores gametas de uma amostra de sêmen. Nesse contexto, vale esclarecer uma dúvida comum referente ao material biológico masculino: esperma e espermatozoide não são a mesma coisa.

Sêmen e esperma são termos que designam o líquido viscoso ejaculado após estimulação sexual. Esse fluído é composto por secreções da próstata e das glândulas seminais, além de milhões de espermatozoides que são vistos apenas com auxílio de microscópico. Por sua vez, os espermatozoides são as células sexuais do homem, as quais carregam o seu código genético.

Tanto o sêmen quanto os espermatozoides têm sua importância no processo reprodutivo. O fluído seminal é constituído por substâncias como aminoácidos, prostaglandinas, frutose, enzimas e vitaminas e sua principal função é transportar as células sexuais. Já os espermatozoides são necessários para fecundar o óvulo, gameta feminino, e assim dar início ao fenômeno da reprodução humana.

Neste post, vamos explicar o que é preparo seminal, como a técnica é realizada e de que maneira isso pode influenciar nas chances de gravidez. Confira!

O que é preparo seminal?

Podemos falar em quatro aspectos determinantes para o potencial de fertilização dos espermatozoides: quantidade, vitalidade, morfologia e motilidade. Esses critérios são avaliados em um exame de espermograma e ajudam na investigação diagnóstica da infertilidade masculina.

A avaliação do líquido seminal é fundamental para o casal que pretende ter filhos. Isso porque o homem pode apresentar um volume normal de sêmen, mas não ter espermatozoides em quantidade ou qualidade suficiente. A ausência de gametas no esperma é uma condição chamada azoospermia e configura um fator grave de infertilidade.

Ainda que uma amostra de sêmen tenha milhões de espermatozoides, os que estão vivos podem não atender aos critérios de morfologia e motilidade. Tendo isso em vista, o preparo seminal, também chamado de capacitação espermática, é feito com o objetivo de separar os gametas do sêmen e processá-los em métodos que permitem a seleção daqueles com maior potencial fecundativo — o que explica o aumento nas chances de gravidez.

Após a amostra de sêmen ser submetida às técnicas de preparo seminal, restarão apenas os espermatozoides com morfologia adequada — cabeça oval e cauda perfeita — e com motilidade direcional e progressiva. Os gametas imóveis e morfologicamente alterados são descartados. Os principais métodos empregados para capacitação espermática são:

Ao final do processo, a quantidade obtida de espermatozoides de boa qualidade serve como base para a definição do tratamento do casal. Isso também depende de outros possíveis fatores de infertilidade feminina, uma vez que casos mais graves — como idade materna acima de 35 anos, problemas uterinos e obstrução tubária — são diretamente encaminhados para a FIV.

Em quais casos o preparo seminal é realizado?

A reprodução assistida trabalha com tratamentos de baixa e alta complexidade. A relação sexual programada (RSP) e a inseminação intrauterina são consideradas de baixa complexidade, enquanto a FIV é eleita como a técnica mais complexa. As indicações são feitas conforme os fatores de infertilidade identificados.

O preparo seminal é feito tanto na IIU quanto na FIV. Entenda um pouco mais sobre essas técnicas:

Inseminação intrauterina

Também chamada de inseminação artificial, essa é uma alternativa para casais com fatores leves de infertilidade, incluindo os seguintes casos:

A inseminação artificial é indicada somente para mulheres com menos de 35 anos e tubas uterinas permeáveis. Os exames iniciais ajudam a identificar se há problemas tubários ou outras alterações no sistema reprodutor feminino que possam dificultar a concepção por IIU.

Nesse tipo de tratamento, a mulher passa por estimulação ovariana a fim de obter mais de um óvulo maduro. No dia esperado para a ovulação, os espermatozoides selecionados por meio do preparo seminal são introduzidos no útero da paciente com a ajuda de uma cânula. Depois disso, basta esperar que a fecundação aconteça e a gravidez se confirme.

Fertilização in vitro (FIV)

A FIV apresenta altas taxas de êxito no tratamento de casais inférteis, sendo indicada para uma ampla gama de casos, como:

Várias etapas são realizadas do início ao fim do tratamento com FIV, começando pela estimulação ovariana. Nesse caso, os óvulos são puncionados dos ovários antes da ovulação para serem manipulados em laboratório. Enquanto isso, o sêmen também é coletado e passa por preparo seminal. Em seguida, os gametas femininos e masculinos, selecionados pela análise de um embriologista, vão para a fertilização extrauterina (fora do útero).

Os embriões gerados em ambiente laboratorial são, então, cultivados em incubadoras que simulam as condições do sistema reprodutor feminino, onde são monitorados durante os primeiros dias de desenvolvimento. Com cerca de 5 dias de cultivo embrionário, é realizada a transferência dos embriões para o útero materno.

Como vimos, o preparo seminal é uma etapa fundamental dos tratamentos de reprodução assistida. A técnica pode, sim, aumentar as chances de gravidez, uma vez que ajuda a selecionar os espermatozoides mais capacitados para alcançar e fertilizar os óvulos.

Complemente suas informações com nosso texto institucional sobre preparo seminal e veja os detalhes da técnica e os métodos de capacitação aplicados.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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