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Como o sêmen é produzido?

Como o sêmen é produzido?

A gravidez acontece a partir da fecundação, o encontro entre o óvulo e o espermatozoide. No caso dos homens, para chegar até eles, os espermatozoides fazem esse trajeto submersos em um líquido, o sêmen. Também chamado de esperma, a sua qualidade e volume são parâmetros fundamentais para analisarmos a fertilidade masculina.

Ele é formado por diversas substâncias, cada uma produzida por um órgão diferente. Desse modo, a presença de uma alteração no sêmen pode indicar algum problema no sistema reprodutor masculino.

Neste artigo, vamos apresentar como o sêmen é produzido e o que pode acontecer se houver um problema na produção de qualquer uma das suas substâncias.

Boa leitura!

Como e onde o sêmen é produzido?

O sêmen é feito no sistema reprodutor masculino, sendo cada parte dele produzido por um órgão diferente. Os espermatozoides são fabricados nos testículos e, para facilitar o seu transporte, imersos no líquido seminal. As vesículas seminais, a próstata e as glândulas bulbouretrais são as responsáveis por secretar os fluidos que o compõe.

A seguir, vamos detalhar todo o processo de produção do sêmen e dos espermatozoides, a partir de cada órgão.

Testículos

A produção dos gametas masculinos ocorre nos testículos e é chamada de espermatogênese. Os espermatozoides são as células reprodutivas dos homens, responsáveis por fecundar o óvulo e transmitir o material genético de origem paterna para o embrião.

Os gametas masculinos são formados por 2 partes: a cabeça e a cauda. O material genético fica armazenado na cabeça, enquanto a cauda auxilia na locomoção do espermatozoide até o óvulo.

A produção dos espermatozoides começa na puberdade e continua por toda a vida do homem. Os testículos são formados por vários túbulos seminíferos, local onde os gametas são produzidos. Em seguida, eles são encaminhados para os epidídimos. Apesar de ser apenas uma fração do sêmen normal, um mililitro de esperma possui entre 15 e 500 milhões de espermatozoides.

Epidídimos

Os epidídimos são compostos por 2 tubos estreitos que conectam os testículos aos canais deferentes. Os espermatozoides produzidos nos testículos seguem para os epidídimos para serem armazenados e finalizarem o seu processo de amadurecimento. Durante esse período, eles ganham mobilidade para terem mais chances de fecundar o óvulo.

Todo o processo da espermatogênese dura cerca de 64 dias nos testículos e mais 12 dias nos epidídimos para concluir o amadurecimento dos gametas. Eles ficam nos epidídimos até o homem ser estimulado sexualmente e, com os líquidos seminais, formam o sêmen, que é eliminado com a ejaculação.

Vesículas Seminais

Quando há uma estimulação sexual, os gametas seguem dos epidídimos para os canais deferentes em direção às vesículas seminais. Elas são formadas por 2 glândulas responsáveis pela produção do líquido seminal, que compõem a maior parte do esperma.

O fluido produzido pelas vesículas seminais é rico em frutose e outros componentes que contribuem para a nutrição e a mobilidade dos espermatozoides.

Próstata

A próstata é uma glândula exclusivamente masculina e muito importante para a saúde reprodutiva. Ela está conectada às vesículas seminais e a uretra, sendo responsável pela adição do líquido prostático ao esperma.

Rico em sais minerais e enzimas, o líquido produzido pela próstata tem a função de proteger e nutrir os espermatozoides. Por ser alcalino, ele neutraliza a acidez natural da vagina, prolongando a vida dos gametas dentro do corpo feminino.

Glândulas bulbouretrais

Ao passar pela uretra, o líquido bulbouretral é adicionado ao sêmen, o seu último componente. Ele é secretado pelas glândulas bulbouretrais e corresponde a 5% do líquido seminal. Pouco tempo antes da ejaculação, a sua secreção mucosa passa pela uretra para lubrificar o pênis e proteger os espermatozoides.

O que pode acontecer se houver uma alteração no sêmen?

A presença de alguma alteração no sêmen pode comprometer a fertilidade masculina. Em muitos casos, ela é investigada apenas quando o casal há meses está tentando engravidar sem obter sucesso. Nessas situações, ambos devem passar por uma série de exames e testes para tentar descobrir o motivo da dificuldade para ter filhos.

O principal exame para analisar a infertilidade masculina é o espermograma. Ele é feito para avaliar o sêmen do paciente, considerando critérios macro e microscópicos dos espermatozoides e do líquido seminal.

Existem vários fatores relacionados à infertilidade masculina. A produção dos espermatozoides pode ser afetada por distúrbios hormonais, problemas genéticos, varicocele, entre outros.

As infecções, por outro lado, podem provocar inflamações em diversos órgãos do sistema reprodutor, causando obstruções que dificultam a passagem do sêmen e alteram o seu funcionamento. Entre elas temos a prostatite, a epididimite, a orquite e a uretrite.

O sêmen é formado pela mistura dos espermatozoides com o líquido seminal que é proveniente das vesículas seminais, da próstata e das glândulas bulbouretrais. As substâncias que compõem o sêmen são responsáveis pela nutrição e proteção dos gametas masculinos, assim, eles têm mais chances de fecundar o óvulo.

Durante a investigação de infertilidade conjugal, o espermograma é um dos primeiros exames solicitados para avaliar o sêmen do paciente. Para saber mais sobre como ele é realizado, toque aqui!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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