Congelamento de embriões: quando fazer?

Por Equipe Origen

Publicado em 21/08/2026

O congelamento de embriões é uma etapa importante da FIV e pode ser indicado em diferentes situações.

O processo básico e primordial da reprodução humana envolve a união entre óvulos e espermatozoides, que leva ao desenvolvimento de embriões, posteriormente fetos e seres humanos únicos.

Na reprodução assistida, especialmente na fertilização in vitro (FIV), as etapas da concepção podem ser acompanhadas e conduzidas por equipe médica especializada com precisão. Isso permite que muitos fatores de infertilidade sejam superados com técnicas específicas, incluindo o congelamento de embriões, que pode ser indicado em várias situações.

Com a técnica de criopreservação na reprodução assistida, é possível congelar gametas e embriões para uso futuro. Hoje, a taxa de sucesso do congelamento e descongelamento de células é muito alta. Portanto, trata-se de uma possibilidade relevante para quem deseja ter mais tempo antes da chegada de um filho.

Leia este conteúdo na íntegra e entenda melhor como funciona o congelamento de embriões e quando é indicado!

Técnica de congelamento: por que hoje é tão segura?

O congelamento de embriões, gametas e outros tecidos biológicos é realizado atualmente por um método chamado vitrificação, que substituiu as técnicas mais antigas de congelamento lento e tornou o procedimento mais eficiente e com altas taxas de sobrevivência das células.

A vitrificação é um método de congelamento ultrarrápido que:

  • impede a formação de cristais de gelo;
  • mantém a estrutura celular íntegra, preservando a qualidade e a viabilidade dos gametas e embriões;
  • permite taxas de sobrevivência superiores a 90% após o descongelamento;
  • possibilita que os embriões congelados tenham taxa de implantação no útero semelhante à dos embriões frescos.

Por todas essas razões, congelar e descongelar embriões é um processo considerado seguro, previsível e amplamente utilizado em clínicas de reprodução assistida no mundo todo.

Em quais situações é indicado fazer o congelamento de embriões?

O congelamento de embriões pode ser indicado em diferentes contextos. Entre os principais:

Quando há embriões excedentes na FIV

Em ciclos de FIV, é comum chegar ao fim do tratamento com mais embriões do que os que podem ser transferidos inicialmente. Esses embriões excedentes devem ser congelados para transferência futura, em caso de falha de implantação ou se o casal desejar uma segunda gravidez, evitando a necessidade de passar novamente por todas as etapas da FIV.

Para planejamento reprodutivo

Casais que têm planos de construir família, mas desejam ter filhos mais tarde podem optar pelo congelamento de embriões como forma de preservar a fertilidade conjugal.

Antes de tratamentos oncológicos ou cirurgias

Quimioterapia, radioterapia e cirurgias nas gônadas (ovários ou testículos) podem comprometer a fertilidade. Quando há indicação para esses tratamentos, congelar embriões é um caminho para recuperar, futuramente, a possibilidade de ter filhos.

Quando há indicação para o teste genético pré-implantacional (PGT)

O PGT abrange um conjunto de testes que rastreiam alterações nos genes ou nos cromossomos dos embriões. A testagem requer biópsia embrionária e análise genética, o que pode levar alguns dias. Sendo assim, essa etapa exige o congelamento dos embriões enquanto é aguardada a liberação dos resultados.

Quando o endométrio não está pronto para receber o embrião

O endométrio é a camada interna do útero, onde o embrião deve se implantar para marcar o início da gravidez. Se a espessura do tecido endometrial ou testes hormonais não estiverem adequados, o congelamento dos embriões pode ser feito para que a mulher tenha tempo de realizar um preparo uterino e possa receber o embrião no momento mais preciso, ou seja, quando o útero provavelmente estiver receptivo.

Como o congelamento de embriões funciona na FIV?

Antes do congelamento de embriões, são realizadas várias etapas da FIV, incluindo:

  • estimulação ovariana;
  • coleta dos óvulos;
  • coleta e preparo do sêmen;
  • fecundação dos óvulos em laboratório;
  • cultivo embrionário por até 7 dias;
  • seleção dos embriões com melhor desenvolvimento e potencial de implantação;
  • identificação dos embriões e vitrificação;
  • armazenamento em tanques de nitrogênio líquido.

Para utilizar os embriões congelados, seja no ciclo seguinte ao que eles foram gerados ou depois de vários anos, realiza-se o preparo uterino, o descongelamento e a transferência para o útero.

O tempo de armazenamento pode se estender por muitos anos. Não há prazo máximo definido enquanto as condições de conservação forem mantidas.

Para a mulher: é melhor congelar óvulos ou embriões?

A mulher pode escolher entre congelar óvulos ou embriões. Seja por intenção de adiar a maternidade para uma idade mais tardia ou como prevenção diante da indicação de um tratamento médico arriscado para a fertilidade, as duas opções são relevantes, mas essa escolha traz implicações importantes. Entenda:

Congelamento de óvulos

É a opção mais indicada para mulheres que desejam preservar a fertilidade sem ainda ter um parceiro que tenha planos de formar família. Ao congelar os óvulos, a mulher mantém autonomia para decidir quando e com quem ter filhos, mesmo que isso aconteça somente anos depois.

Congelamento de embriões

Aqui, a situação requer que os óvulos sejam fertilizados pelos espermatozoides de um parceiro atual ou utilizando a doação de sêmen. Isso pode restringir possibilidades futuras devido a questões legais, pois os embriões só poderão ser utilizados com o consentimento de ambos os genitores responsáveis por sua formação.

Ainda assim, o congelamento de embriões é muito útil e uma boa escolha para os casais que têm um relacionamento estável e compartilham o projeto de ter filhos. Esse procedimento amplia as possibilidades de planejamento familiar e oferece alternativas em diferentes situações.

Para entender melhor como funciona o congelamento de gametas e embriões, leia o texto: criopreservação!

Importante Este texto tem apenas caráter informativo e não substitui a avaliação médica individualizada. Atualizamos nosso conteúdo com frequência, mas o conhecimento médico e a ciência evoluem rapidamente, por isso alguns conteúdos podem não refletir as informações mais recentes. Dessa forma, a consulta médica é o melhor momento para se informar e tirar dúvidas. Além disso, podem existir diferenças plausíveis baseadas em evidências científicas nas opiniões e condutas de diferentes profissionais de saúde.
Agende sua consulta agora mesmo!

Preencha as informações abaixo