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Congelamento de óvulos: quando fazer e como funciona?

Congelamento de óvulos: quando fazer e como funciona?

Na atualidade, é comum que as mulheres optem por ter seus primeiros filhos em uma idade mais avançada, diferentemente do que acontecia antigamente. O crescimento profissional das mulheres e os casamentos mais tardios têm contribuído para esse processo. Por outro lado, sabe-se que a gravidez natural é dificultada com o avançar da idade da mulher, além de aumentarem os riscos de complicações para a mãe e para o bebê. Para que essas dificuldades não prejudiquem os planos de gravidez do casal, o método de congelamento de óvulos tem sido indicado com frequência.

Acompanhe o post de hoje para saber mais sobre o congelamento dos óvulos, como ele funciona e quando é indicado!

O que é o congelamento de óvulos?

O congelamento dos óvulos, também chamado de criopreservação de óvulos, é a técnica de preservação dos óvulos em nitrogênio líquido, por meio de esfriamento ultrarrápido.

Não há um limite de tempo para o uso do óvulo congelado. O que define a sobrevivência do óvulo é a técnica de congelamento utilizada, e não o tempo. Após o procedimento, ele permanece com suas características e não envelhece.

Os óvulos devem ser congelados, de preferência, até a idade de 35 anos. A partir daí, as taxas de fertilidade diminuem consideravelmente e há mais chances de complicações na gravidez e malformações fetais.

Como funciona o procedimento?

Todo processo inicia-se com a estimulação ovariana por medicamentos. Após a ovulação, os folículos ovarianos são aspirados por via vaginal, com a mulher sob anestesia (procedimento semelhante ao realizado em FIV (fertilização in vitro). Indica-se que sejam coletados 20 óvulos ou mais.

Os óvulos coletados podem ser congelados por duas técnicas:

  1. Congelamento lento: técnica usada até há alguns anos que reduz a temperatura gradualmente com o objetivo de evitar dano celular ao óvulo. A principal dificuldade é a possibilidade de formação de cristais de gelo no interior da célula, o que pode prejudicar a sua estrutura;
  2. Vitrificação: técnica mais utilizada na atualidade, pois garante melhores resultados. O óvulo recebe soluções de crioprotetores para suportar a redução ultrarrápida da temperatura.

Quando a mulher desejar engravidar, é feito o descongelamento dos óvulos, e a fecundação é feita por FIV (fertilização in vitro).

Quando é indicado?

A conservação da fertilidade é um dos principais motivos para a realização do congelamento dos óvulos por mulheres que pretendem engravidar após os 35 anos, mas existem outras indicações:

O congelamento de óvulos é seguro?

O congelamento de óvulos pode ser considerado um procedimento bastante seguro e não há contraindicações para sua aplicação. Os riscos que existem estão associados ao uso dos medicamentos de estimulação ovariana, que podem gerar efeitos e complicações na mulher.

Congelar os óvulos não garante 100% a gravidez no futuro, mas aumenta consideravelmente as chances de sucesso.

É importante ressaltar que uma mulher que congela seus óvulos aos 35 anos e os utiliza aos 40 anos terá a mesma chance de engravidar que uma mulher que tentar a gravidez natural aos 35, que é menor do que a de mulheres mais jovens, com níveis mais altos de fertilidade.

O congelamento de óvulos é mais uma técnica de reprodução assistida que pode ajudar as mulheres que desejam engravidar a realizarem seu sonho, mesmo em idade avançada ou com outras condições que a impediriam.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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