Fechar

Selecione uma unidade para enviar um Whatsapp:

Belo Horizonte - (31) 9979-01109 Juiz de Fora - (32) 98888-2776 Governador Valadares - (33) 98866-1706 Rio de Janeiro - (21) 99566-1850 Manhuaçu - MG - (33) 98855-0015

agendamento de consulta

Unidade Belo Horizonte | +55 (31) 2102-6363

O que é azoospermia e quais são suas causas e tratamentos?

O que é azoospermia e quais são suas causas e tratamentos?

Os espermatozoides são os gametas masculinos, produzidos pelos testículos e ejaculados durante a relação sexual. Quando não existem espermatozoides no líquido ejaculado, essa condição é denominada azoospermia.

Isso não quer dizer que o homem não terá ejaculação, uma vez que a maior parte do volume de líquido é composto por diversos outros componentes, como secreções das glândulas seminais e da próstata. Mesmo que o ejaculado contenha muito volume, não há garantia de que possua espermatozoides, e isso não pode ser analisado a olho nu.

Você sabe quais podem ser as causas de azoospermia, como é feito o diagnóstico e quais são as possibilidades de tratamento? Então continue acompanhando nosso artigo, pois vamos falar sobre tudo isso a seguir!

Quais são as causas da azoospermia?

Podemos dividir as causas da azoospermia em dois grupos: obstrutivas e não obstrutivas.

Causas obstrutivas

Envolvem o bloqueio da passagem dos espermatozoides para o meio externo, impedindo assim o seu encontro com o óvulo e inviabilizando a fecundação e a gestação.

A obstrução pode ocorrer nos testículos ou epidídimos, em geral por causas infecciosas, que podem deixar cicatrizes e fibrose nos órgãos, bloqueando os pequenos canais que formam essas estruturas.

Outro ponto de obstrução são os canais deferentes, sendo a causa mais comum dessa condição a vasectomia, uma cirurgia eletiva que interrompe a continuidade dos ductos para evitar a gravidez.

Mais raramente, a causa pode ser a agenesia dos canais deferentes, ou seja, uma falha na formação dos dutos deferentes durante a fase embrionária do ser, um defeito genético.

Existe ainda uma outra causa, chamada de obstrução funcional, que não é causada por um bloqueio físico na passagem, mas também resulta na não ejaculação dos espermatozoides para fora do corpo. É a chamada ejaculação retrógrada: o esperma é direcionado para dentro da bexiga em vez de sair pela uretra, embora todos os canais sejam permeáveis.

Causas não obstrutivas

Quando a causa da azoospermia não está na movimentação dos gametas, mas sim na produção, é chamada de não obstrutiva. Em geral, são situações mais graves, envolvendo defeitos genéticos ou hormonais, que resultam na não produção de espermatozoides pelos testículos.

A exposição a substâncias tóxicas também pode ser uma causa de azoospermia, como elementos radioativos e tratamento com quimioterapia.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da azoospermia é feito por meio do espermograma. Trata-se de uma análise microscópica do líquido ejaculado colhido mediante masturbação. Nele será avaliada a presença de gametas, sua quantidade, forma e motilidade, além de outros fatores, como volume, cor e pH do esperma.

Caso o exame de espermograma mostre-se alterado, uma biópsia testicular pode ser solicitada pelo médico especialista para confirmação da azoospermia.

Quais são os tratamentos possíveis para azoospermia?

Os tratamentos têm como principal objetivo restabelecer a fertilidade e permitir que o casal consiga engravidar. A terapêutica varia de acordo com a causa da azoospermia.

No caso de paciente com obstrução, o tratamento a princípio é a desobstrução anatômica do bloqueio. No caso da vasectomia, existem cirurgias de reversão que restauram a anatomia do canal deferente, embora nem sempre ela seja o tratamento mais adequado.

Quando a reversão não obtém sucesso ou não é recomendada ou, ainda, quando o bloqueio não pôde ser desobstruído, é possível coletar os espermatozoides diretamente do epidídimo, local em que ficam armazenados os gametas masculinos. Em seguida, podem ser realizados métodos de reprodução assistida, como a FIV.

Quando a causa não obstrutiva é identificada, o tratamento a princípio envolve sua correção, como reposição hormonal ou evitar o contato com substâncias tóxicas. Existe também a possibilidade de ser realizada a biopsia testicular para coleta direta de espermatozoides.

Em casos mais extremos de azoospermia, quando não são encontrados gametas na cirurgia, o casal pode considerar a possibilidade de um doador de sêmen.

Gostou deste conteúdo? Então não deixe de conferir nosso artigo sobre como funciona a doação de esperma.

Compartilhe:

Se inscrever
Notificação de
1 Comentário
mais antigo
o mais novo mais votado
Inline Feedbacks
View all comments
RONALDO DO NASCIMENTO SANTOS
2 anos atrás

FIZ UMA VASECTOMIA HA3 MESES O MEU PRIMEIRO EXAME DE ESPERMO DEU ALIGOZOOSP, COM ESSE RESULTADO POSSO PARA DE USAR O PRESERVATIVO

Faça seu agendamento

Proporcionamos um atendimento exclusivo exatamente como você merece.

AGENDE SUA CONSULTA
ENTRE EM CONTATO

Alguma dúvida sobre fertilidade?
Fale conosco

Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
1
0
Would love your thoughts, please comment.x
()
x