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Dicas para manter o equilíbrio emocional durante a quarentena do COVID-19

Dicas para manter o equilíbrio emocional durante a quarentena do COVID-19

A busca dos pacientes por tratamentos de reprodução assistida é motivada pela dificuldade ou até pela impossibilidade de realizar o sonho de ter um filho pelas vias naturais. Muitos são os empecilhos encontrados nesse caminho: às vezes questões fisiológicas, às vezes questões emocionais, às vezes questões financeiras, mas sempre com esse registro da “dificuldade”.

Estarem no caminho do tratamento e serem invadidos por essa pandemia, COVID-19, os coloca diante de uma trama que pode causar a sensação de ameaça dos planos tão sonhados, tão desejados. 

Sintomas de medo, tristeza e ansiedade podem ocupar os pacientes, causando uma pressão psíquica e colocando questionamentos angustiantes que não contribuem para um tratamento tranquilo do ponto de vista psíquico.

Quem passa pelo tratamento de reprodução assistida sabe que pode experimentar alguns sentimentos negativos e sabe o quanto isso é ruim. Isso acontece porque a expectativa é muito grande. Trata-se, na maioria das vezes, de um desejo decidido da mulher de ser mãe e, ao ser colocada perante uma espera, pode ser angustiante. Fazer um adiamento no tratamento ou pensar nele como fator de risco pode ser devastador para alguns pacientes. 

Em meio a esse turbilhão de emoções e diante de um cenário tão cruel de um adoecimento mundial e com tantos efeitos, seria possível tornar as medidas da quarentena, logo do isolamento social, mais leves e com menos efeitos drásticos aos pacientes já tão marcados por essas pedrinhas de tropeço?

Buscar estratégias se faz necessário e é fundamental um suporte ao psíquico. Trata-se de construir saídas que tragam alívio a esses sentimentos tão indesejados. Nesse momento, confiança no médico que acompanha o tratamento e os cuidados com a saúde psíquica são cruciais para auxiliar no enfrentamento deste momento novo. Destaco alguns movimentos importantes nos dias de caos.

Use a internet ao seu favor

A internet pode ser uma das maiores aliadas nesses dias de quarentena. Aproveitar essa tecnologia pode estreitar os laços afetivos e diminuir a angústia e o medo da solidão que o isolamento social pode causar. 

As chamadas de vídeos, o compartilhamento de fotos e vídeos, o diálogo na troca dessa vivência são fundamentais para ajudar a simbolizar toda essa dificuldade enfrentada diante da presença do outro. 

Os mais diversos recursos que a internet pode oferecer tendem a atender a todas as idades e trazem grandes satisfações. Mas fiquem atentos. Não usem o tempo todo para não tornar um isolamento social dentro de outro isolamento.

Acompanhe as notícias, mas não todas

Ficar atento demais a todos os noticiários pode ter um efeito devastador. De fato, é importante acompanhar e saber as reais causas, divergências políticas e orientações de cuidados dos órgãos competentes, mas o excesso pode deixar em pânico e até paralisado. 

Diante do caos, não ter o controle e ficar inteiro de plateia assistindo ao que podem decidir ao seu respeito não os deixa em um lugar muito favorável, muito menos saudável, sem falar das fake news, que atrapalham muito na veracidade dos fatos e só contribuem para o desencadeamento de sentimentos negativos.

Organizar pode ser importante

A pandemia veio sem aviso prévio e colocou pausa na rotina e nas diversas organizações que cada sujeito construiu ao longo do tempo, alguns com rotinas de anos. O “novo”, que causa sempre um estranhamento, pode ser também um período produtivo na vida pessoal ou profissional. 

Tem sempre uma gaveta precisando ser arrumada, livros a serem lidos, filmes a serem assistidos. Também podemos treinar culinária, separar algo para doação e tantas outras coisas do cotidiano de cada um. O importante de considerarmos é que organizar e reorganizar contribui para que o paciente ressignifique e traga um novo sentido desse caos enfrentado e de tantos efeitos à saúde psíquica. 

Use a sua criatividade

A arte de criar é uma das virtudes mais lindas do ser humano e possível a todos. Use a criatividade para produzir algo, como um artesanato, coisas manuais, ou modos de relacionamento para quem está isolado com você. 

Retomar as brincadeiras, jogos de tabuleiro e tantas outras formas de lazer também pode ser interessante. Fazer algo que possa trazer satisfação e fortalecer os laços familiares dá um suporte fundamental e traz um folego de vida para seguir na caminhada rumo à realização do desejo.

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Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências