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Dor da endometriose: como aliviar?

Dor da endometriose: como aliviar?

A endometriose é uma doença complexa, sendo um desafio diagnosticá-la. Possui uma variedade de sintomas, entre eles, a dor pélvica crônica é o mais característico.

A dor pode variar de níveis leves a incapacitantes, afetando a qualidade de vida, a produtividade e a fertilidade das mulheres.

Como a endometriose atinge cada mulher de forma única, o seu tratamento precisa ser individualizado. Desse modo, não existem “fórmulas milagrosas” para aliviar a dor e tratar a doença. A principal recomendação é avaliar a sua extensão para pensar em uma conduta terapêutica baseada na realidade de cada paciente.

Neste artigo, mostraremos o que deve ser feito para aliviar as dores da endometriose. Mas antes, vamos apresentar o que é essa doença e como ela é diagnosticada. Confira!

O que é endometriose?

A endometriose é definida pela presença de tecido endometrial fora do útero. O endométrio é a camada interna uterina, que fica mais espessa durante o ciclo menstrual para receber o embrião, caso a mulher engravide.

Na maioria dos casos, a endometriose afeta o peritônio e órgãos localizados na cavidade pélvica, mas também pode atingir outras partes do corpo feminino. Ela provoca um processo inflamatório no local, formando lesões e aderências nos órgãos.

De caráter complexo, possui uma variedade de sintomas, mas algumas mulheres podem ser assintomáticas. Uma das suas principais características são as dores, que podem ser de intensidade leve a incapacitantes.

Elas podem se agravar com o passar do tempo e surgem como dores pélvicas crônicas, dores durante a menstruação ou a relação sexual. Além disso, outros sintomas comuns da endometriose são o aumento do fluxo menstrual, alterações intestinais e urinárias e dificuldade para engravidar.

De acordo com a localização das lesões, ela pode ser classificada em 3 tipos:

Como é feito o diagnóstico da endometriose?

A partir dos relatos dos sintomas, o médico pode pedir alguns exames para investigar o que está acontecendo. A investigação é voltada para o diagnóstico e mapeamento da endometriose, os resultados influenciam diretamente na escolha do tratamento.

Além do exame físico, a ultrassonografia transvaginal e a ressonância magnética são os exames de imagem mais solicitados para detectar os focos da doença.

Como aliviar a dor da endometriose?

A endometriose se manifesta de diversas formas e um dos seus sintomas mais característicos é a dor. Muitas mulheres podem confundi-la com a cólica, um sintoma comum durante a menstruação.

Porém, as formas de aliviar a cólica menstrual, como o uso de analgésicos e compressas mornas, não são suficientes para a dor da endometriose, que pode atingir níveis intensos e até incapacitantes.

Existem duas condutas indicadas para a redução da dor da endometriose: o tratamento medicamentoso e o cirúrgico. A decisão deve ser tomada analisando caso a caso.

O uso de medicamentos como pílulas anticoncepcionais e analgésicos são eficazes para o alívio da dor, melhorando a qualidade de vida da paciente. Enquanto a cirurgia visa retirar os focos da endometriose e restaurar a anatomia do órgão atingido.

O procedimento é seguro, porém, existe o risco de comprometimento da reserva ovariana quando há presença de endometriomas. Por isso, nesses casos, é indicado que a paciente congele os seus óvulos para preservar a fertilidade antes do procedimento. Se ela tiver dificuldade para engravidar no futuro, eles poderão ser utilizados na fertilização in vitro (FIV).

Qual a relação entre a endometriose e a infertilidade?

A endometriose é uma das principais causas de infertilidade feminina. Os focos da doença podem atingir os órgãos do sistema reprodutor e bloquear as tubas uterinas ou mudar as relações entre os órgãos do aparelho reprodutivo.

Em caso de infertilidade, o casal pode engravidar por meio da reprodução assistida. A escolha da técnica depende de diversos fatores, como: a idade da paciente, a gravidade da doença e a saúde reprodutiva do parceiro. Entre as alternativas, a FIV se destaca por ter a maior taxa de sucesso e ser a técnica mais moderna.

A endometriose é caracterizada pela presença de tecido endometrial fora do útero, geralmente em regiões próximas. As lesões respondem à ação hormonal provocando uma inflamação no local, o que pode gerar dores de intensidade leve a incapacitante. Para combatê-las, o tratamento medicamentoso e o cirúrgico podem ser indicados.

Por se tratar de uma doença crônica, a paciente diagnosticada precisa de um acompanhamento médico durante toda a sua vida reprodutiva.

Para saber mais sobre a endometriose, confira o texto que aborda detalhadamente a doença.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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