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O que é endometrioma?

O que é endometrioma?

A infertilidade feminina pode ser causada por diversas doenças, como disfunções ovulatórias, malformações uterinas congênitas, miomas, pólipos e muitos outros quadros. Nessa gama de problemas que comprometem o sistema reprodutor da mulher está a endometriose que, por sua vez, se subdivide em três principais tipos: superficial peritoneal, infiltrativa profunda e endometrioma.

Este post foi elaborado para explicar em específico o que é endometrioma. Ao longo da leitura, você verá informações gerais sobre o tema, como sintomas, fatores de risco associados, diagnóstico e possibilidades de tratamento. Acompanhe!

Endometrioma e sua relação com a endometriose

Endometriomas são cistos de endometriose que se formam nos ovários. Trata-se de uma condição que requer investigação clínica e tratamento, uma vez que pode provocar um quadro de infertilidade feminina.

Para entender com mais clareza o que é um endometrioma, primeiramente é preciso falar sobre endometriose. Essa é uma das principais doenças que interferem na saúde reprodutiva da mulher e com frequência está associada à infertilidade.

Em todo ciclo menstrual, o endométrio — tecido que reveste a parede do útero — se prepara para receber o embrião e descama quando não há gravidez, sendo que os fragmentos endometriais são eliminados com a menstruação.

Nos casos de endometriose, parte das células do endométrio migram para a pelve, podendo se espalhar para outros órgãos e se fixar. O endometrioma, portanto, é formado quando os ovários são atingidos pela endometriose.

Fatores de risco e prevalência da doença

Estudos indicam que a endometriose afeta entre 5% e 12% das mulheres em idade fértil. Entre esses casos, os endometriomas são as lesões mais frequentes, com incidência de 55%.

A endometriose ovariana, assim como os outros quadros da doença, é considerada uma condição multifatorial, ainda pouco compreendida e que gera dúvidas quanto às suas causas.

Dificuldade diagnóstica e possíveis complicações

Não raro, os cistos ovarianos se desenvolvem e permanecem despercebidos, uma vez que boa parte dos casos não apresenta sintomas. Sendo assim, o caráter assintomático do endometrioma dificulta a busca por diagnóstico e retarda o tratamento.

A mulher pode tomar conhecimento do quadro somente durante a investigação da infertilidade. Nesse sentido, exames ginecológicos comuns como a ultrassonografia pélvica transvaginal podem ajudar a identificar o problema antes que surjam complicações.

A infertilidade em si é um dos impactos mais graves que o endometrioma pode causar na saúde da mulher. Além disso, existe também o risco de que os cistos se rompam, causando dor aguda intensa — o que pode requerer intervenção cirúrgica de urgência, em alguns casos.

Por fim, algumas mulheres se preocupam com a possibilidade de que o endometrioma esteja associado a um quadro de câncer. Mas o potencial de malignidade dos cistos ovarianos é extremamente baixo, embora exista uma mínima porcentagem de risco nos casos de predisposição genética.

Sintomas do endometrioma

Apesar da baixa incidência de sintomas, mulheres com endometrioma podem relatar os seguintes incômodos:

Os sintomas descritos podem se manifestar de forma isolada ou em conjunto, e são semelhantes nos outros tipos de endometriose, ou até mesmo em outras doenças ginecológicas. Por isso, a melhor forma de confirmar a existência de endometrioma é por meio de avaliação diagnóstica.

Formas de tratamento do endometrioma

Antes de definir a forma mais apropriada de tratamento, a paciente passa por exames físicos e de imagem. Se os cistos ovarianos já tiverem alcançado grandes proporções, o médico consegue localizá-los com a avaliação física. Os exames de imagem são solicitados para confirmar a suspeita diagnóstica. Além da ultrassonografia, a ressonância magnética da pelve também pode ser necessária.

A definição do tratamento depende de alguns aspectos. É preciso considerar a idade da mulher, o nível dos sintomas, a apresentação dos endometriomas — se são unilaterais ou bilaterais — e, especialmente, se a paciente tem planos de engravidar.

Os cistos de maior dimensão, em geral, são removidos cirurgicamente por laparoscopia. Já os endometriomas menores e assintomáticos podem ser tratados com medicamentos contraceptivos orais, embora as pílulas não tenham efeito curativo definitivo.

A colocação de dispositivos intrauterinos hormonais (DIU) também é recomendada para amenizar os sintomas, reduzir o fluxo menstrual e controlar os focos da endometriose ovariana.

Já para mulheres com endometrioma que têm o desejo de ter filhos, são indicadas as técnicas de reprodução assistida — sobretudo a fertilização in vitro (FIV), que atende uma gama maior de casos de infertilidade.

Nos casos com menor comprometimento dos ovários, a paciente pode passar com sucesso pela estimulação ovariana e tentar a gravidez por meio das técnicas de baixa complexidade — relação sexual programada (RSP) ou inseminação artificial (IA), desde que não exista comprometimento das relações entre os órgão pélvicos, as tubas uterinas estejam pérvias e o sêmen esteja normal.

A FIV, com seus recursos de alta complexidade, apresenta vantagem sobre as demais formas de tratamento. Ao colocar os óvulos em contato direto com os espermatozoides seguido de transferência de embriões, as chances de gravidez são maiores do que nos demais tratamentos.

Portanto, o endometrioma é um cisto ovariano causado pela endometriose e que pode causar infertilidade feminina. Mas essa condição não é um impeditivo para as mulheres que querem engravidar, visto que as técnicas de reprodução assistida ajudam a contornar as dificuldades e encurtar o caminho para a gestação.

Agora, fique mais bem informada em relação ao tema que abordamos e entenda com mais detalhes o que é a endometriose!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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