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É possível fazer reversão de vasectomia?

É possível fazer reversão de vasectomia?

Quando o casal decide não ter mais filhos, a vasectomia surge como uma boa opção. Trata-se de um método contraceptivo seguro e definitivo que possibilita a esterilização masculina.

A cirurgia consiste na obstrução dos canais deferentes. Dessa forma, a passagem dos espermatozoides fica impossibilitada. Vale frisar que o sêmen continua sendo ejaculado durante as relações sexuais, porém sem a presença dos gametas.

Mesmo sendo um método definitivo, há casos em que o homem muda de ideia e decide ter mais filhos. Graças aos avanços da medicina, isso é possível, em muitos casos, com a cirurgia de reversão de vasectomia. Entenda mais sobre esse assunto.

O que é reversão de vasectomia?

reversão de vasectomia é cada vez mais procurada. Diversos motivos levam os homens a buscar o procedimento. O objetivo da cirurgia é permitir novamente a passagem dos espermatozoides pelos canais deferentes e, assim, possibilitar a gravidez.

Devido às dimensões dos canais, o procedimento é feito com o auxílio de um microscópio e de fios cirúrgicos bem finos, que farão a ligação das partes que foram obstruídas. Assim existe uma chance alta de o homem recuperar a fertilidade.

Para quem a cirurgia é indicada?

A reversão de vasectomia é indicada, geralmente, para restaurar a fertilidade masculina. O mais recomendado, no entanto, é que não tenham se passado mais de cinco anos da cirurgia e que a parceira não tenha mais do que 35 anos.

Essa recomendação é feita porque, conforme o tempo passa, ocorre um processo de fibrose — quando obstruções são criadas abaixo de onde foi feito o rompimento do canal deferente, reduzindo as chances de sucesso.

No entanto, é preciso que a parceira também seja avaliada. Só assim é possível saber se existem outros fatores associados à infertilidade feminina, como tubas alteradas. Nesse caso, a reversão não é o tratamento mais indicado para quem não consegue engravidar.

Quais são os motivos mais comuns para fazer a cirurgia?

No Brasil, a procura da reversão de vasectomia é cada vez mais comum. A justificativa mais frequente dos homens é quando há o divórcio ou um novo casamento. O outro motivo é o desejo de ter mais um filho no casamento atual. Além deles, destacamos também:

O homem pode recuperar a fertilidade normalmente?

Quanto às taxas de sucesso, elas são de 97% de permeabilidade e 76% de gravidez em pacientes que fizeram a reversão depois de até três anos da primeira cirurgia. Já para os intervalos entre três e oito anos, as chances são de 88% e 53%, respectivamente.

Outro ponto que influencia na fertilidade do homem é a idade. De acordo com alguns estudos, após os 40 anos de idade, ela diminui. Além disso, é preciso avaliar o casal. O marido pode voltar a ter a sua fertilidade normal, mas a idade avançada da mulher, muitas vezes, interfere nas chances de gravidez.

É preciso ficar atento apenas à idade, tanto do casal quanto do tempo de cirurgia, e às condições de fertilidade da mulher. Dessa forma, as taxas de sucesso serão muito mais altas.

Nas situações em que não se indica a reversão da vasectomia, a FIV com ICSI e a aspiração do epidídimo são as melhores alternativas.

Gostou das informações? Então, compartilhe este post em suas redes sociais para que as suas amigas também saibam mais sobre a reversão de vasectomia!

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Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências