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Em quanto tempo é realizada a FIV

Em quanto tempo é realizada a FIV

A FIV (fertilização in vitro) é uma alternativa terapêutica importante, para o atendimento de casais diagnosticados com infertilidade conjugal, desde o final da década de 1970, quando a primeira gestação foi anunciada, na Inglaterra.

Inicialmente indicada para a abordagem da infertilidade feminina por fator tubário, como foi o caso do primeiro tratamento, atualmente a FIV é uma técnica complexa, indicada para diversos casos de infertilidade, incluindo infertilidade masculina, preservação da fertilidade social e oncológica e o atendimento de casais homoafetivos que desejam ter filhos.

Em diversas situações, alguns procedimentos desta técnica devem estar alinhados com o ciclo menstrual e outros dependem da aplicação de técnicas complementares, que podem alterar o tempo de duração de um ciclo de tratamento com a FIV.

Este texto mostra como o procedimento é realizado, considerando o tempo de duração médio de cada etapa e as possibilidades de variação, no qual um casal passa pelo tratamento com a fertilização in vitro. Boa leitura!

Como é realizada a FIV?

A FIV é uma técnica de reprodução assistida de alta complexidade, em que gametas previamente coletados são fecundados em ambiente laboratorial, com a posterior transferência dos embriões obtidos e selecionados, para o útero.

As indicações para a FIV são as mais abrangentes, entre as técnicas de reprodução assistida disponíveis atualmente, incluindo a IA (inseminação artificial) e a RSP (relação sexual programada), menos abrangentes e de baixa complexidade.

Assim como as demais técnicas de reprodução assistida, a FIV também é dividida em etapas, que neste caso são cinco: estimulação ovariana, coleta e seleção de gametas, fertilização, cultivo embrionário e seleção de embriões, e finalmente a transferência embrionária.

O tempo total de tratamento depende do tempo de duração de cada etapa, já que estas são interdependentes. Em alguns casos, especificidades do diagnóstico por trás da infertilidade conjugal podem demandar a aplicação de técnicas complementares, o que também causa variação no tempo total do tratamento.

Estimulação ovariana

A estimulação ovariana é um tratamento com medicamentos à base de hormônios, que induz o crescimento folicular, para que os gametas femininos possam ser coletados na etapa seguinte.

Como o ciclo reprodutivo é orquestrado por uma dinâmica hormonal específica, a estimulação ovariana precisa encaixar-se nesse mecanismo e por isso o tratamento costuma começar simultaneamente ao início da fase folicular, a partir da menstruação, isto é, no segundo ou terceiro dia do ciclo menstrual.

Durante aproximadamente 10 a 12 dias, a mulher deve administrar a medicação diariamente, enquanto as alterações ovarianas são monitoradas por exames de ultrassom transvaginal, que indica o momento ideal para inicial a etapa seguinte.

Coleta de gametas

Essa etapa é marcada por dois acontecimentos principais: a coleta dos óvulos e dos espermatozoides, para viabilizar a próxima etapa, a fecundação. As coletas devem ser feitas simultaneamente, já que não sobrevivem muito tempo fora do corpo humano, a não ser quando submetidos à criopreservação.

A coleta de gametas femininos é realizada por aspiração folicular, um procedimento minimamente invasivo, em que uma agulha conectada a um aspirador é inserida por via transvaginal até os ovários, onde estão armazenados os folículos. O procedimento dura cerca de 10 minutos e é feito sob sedação. Esse procedimento é feito dois dias após o último ultrassom, para que haja tempo para o amadurecimento dos óvulos.

A coleta de espermatozoides pode ser feita por masturbação, em que se obtém uma amostra de sêmen ou por recuperação espermática, caso a infertilidade seja causada por azoospermia, obstrutiva ou não.

A coleta de espermatozoides por masturbação é a forma mais comum de coleta, e a amostra é submetida ao preparo seminal, que seleciona os espermatozoides mais aptos para a fecundação.

Quando há necessidade de realizar a recuperação espermática, as técnicas disponíveis podem buscar esses gametas nos epidídimos (PESA e MESA) ou nos túbulos seminíferos, mais internos (TESE e Micro-TESE).

O tempo total de duração tanto a coleta como a seleção de gametas femininos e masculinos é de poucas horas.

Fertilização

Na FIV a fertilização é feita após a coleta e seleção dos gametas, com a união dessas células em ambiente laboratorial, no interior de uma placa de Petri – daí o nome da técnica.

Tradicionalmente essa união (inseminação) pode ser realizada com a colocação do oócito em conjunto com diversos espermatozoides no mesmo recipiente.

Contudo atualmente, inclusive em função da possibilidade de recuperação espermática, a inseminação é feita também por ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoide), em que um único espermatozoide é selecionado e introduzido diretamente no interior do oócito, com auxílio de uma agulha, guiado por microscópio potente.

Quando a fertilização é realizada com gametas obtidos por doação de sêmen ou doação de óvulos, os gametas chegam na clínicas em estado de criopreservação, ou seja, congelados. Porém esse fato não altera nem as chances de sucesso da técnica, nem o tempo de duração da etapa de fecundação, de aproximadamente um dia.

Cultivo embrionário

Após a confirmação da fecundação, que acontece aproximadamente 19 horas após a ICSI, os embriões obtidos são mantidos em cultivo, isto é, em ambiente adequado e em solução nutritiva, durante 2 a 5 dias. Durante esse período, os embriões são observados e apenas os que apresentam desenvolvimento adequado podem ser transferidos, na próxima etapa.

O tempo de duração do cultivo embrionário depende de vários fatores, como a quantidade de embriões obtidos – quando há poucos embriões normalmente o cultivo dura apenas 2 dias – e a necessidade de realizar técnicas complementares. Assim, esse tempo de cultivo deve ser individualizado, de acordo com cada caso.

Transferência embrionária

A transferência embrionária é a etapa final da FIV, cujo sucesso é confirmado com o teste de gravidez, 14 dias após a coleta dos óvulos.

Os embriões selecionados são colocados em um cateter de transferência através de uma seringa e posteriormente introduzidos gentilmente, por via vaginal, na cavidade uterina, onde são depositados. O tempo de realização deste procedimento é poucos minutos.

Assim, o tempo total aproximado de um tratamento pela técnica de FIV habitual é de 15 a 18 dias.

É importante que o endométrio esteja pronto para receber os embriões e por isso o preparo endometrial é monitorado durante todo o ciclo de tratamento. Isso porque em alguns casos quando a infertilidade é causada por fator uterino ou se a etapa de estimulação ovariana ou até mesmo, a receptividade endometrial pode ser afetada, o que representa sério risco de falha no ciclo de tratamento com a FIV.

Por isso, quando o preparo endometrial não se mostra adequado, durante a etapa anterior, de cultivo embrionário, realiza-se o freeze-all – ou o congelamento de todos os embriões – para que a transferência seja feita no próximo ciclo.

Situações como essa podem alterar relevantemente o tempo de duração da FIV, que só se completa quando o endométrio se apresenta íntegro e adequadamente preparado para receber os embriões.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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