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Endometriose infiltrativa profunda: o que é?

Endometriose infiltrativa profunda: o que é?

Caracterizada pela presença de focos de tecido endometrial em locais do corpo que não o útero, a endometriose tem o potencial de afetar diversos órgãos, como tubas uterinas, ovários, peritônio, bexiga e intestinos. Assim, as manifestações da doença são as mais diversas, bem como seus sintomas e consequências para a saúde física e emocional da mulher.

Para algumas pacientes, a doença pode ser silenciosa. Nesses casos, é comum que a suspeita surja somente quando há queixa de infertilidade. Quando presente, a infertilidade pode trazer consequências emocionais e familiares, principalmente porque a endometriose é uma doença de difícil diagnóstico, portanto a mulher pode sentir que a sua dificuldade de engravidar é um problema sem solução.

A infertilidade, no entanto, não acontece em todas as mulheres com a doença, e é apenas uma das consequências que ela pode trazer. Entre os possíveis sintomas estão ainda dores que podem vir a ser incapacitantes, prejudicando a qualidade de vida da mulher.

Neste artigo vamos falar sobre a endometriose infiltrativa profunda, um dos tipos da doença, que mais frequentemente causa infertilidade. Continue a leitura para saber mais.

O que é endometriose?

A endometriose é uma doença que consiste na presença de células semelhantes às do endométrio, porém fora do útero. Essas células respondem à ação dos hormônios da mesma forma que o endométrio tópico (dentro do útero), causando um processo inflamatório capaz de provocar dores pélvicas, durante as relações sexuais e fortes cólicas menstruais, entre outros sintomas.

A doença também pode causar aderências nas tubas uterinas ou próximas a elas, dificultando o transporte dos espermatozoides e sua chegada até o óvulo e, consequentemente, a fertilização. Mesmo em casos mais leves, porém, em que não há comprometimento tubário, a endometriose pode causar infertilidade, possivelmente por conta do quadro inflamatório e outras alterações no ambiente pélvico de maneira geral.

A doença pode estar presente em 20% das mulheres em idade fértil e em 30% a 50% das que têm infertilidade.

Não se sabe ao certo por que a endometriose ocorre, portanto não há como preveni-la, mas existem algumas teorias que visam explicá-la. A teoria mais aceita é a da menstruação retrógrada, isto é, durante a menstruação, algumas células do endométrio fariam o caminho inverso, subindo, pelas tubas, em direção a outros órgãos e se instalando em outros órgãos pélvicos.

Tipos de endometriose

Existem três tipos de endometriose, a saber:

Endometriose infiltrativa profunda

Estima-se que 20% das mulheres que sofrem com a doença tenham endometriose infiltrativa profunda, tipo que mais causa infertilidade.

Como mencionamos anteriormente, esse tipo da doença é caracterizado por focos de tecido semelhante ao endometrial que penetram em mais de 5 mm no peritônio e atingem outros locais do corpo, como o saco de Douglas (espaço entre o útero e o reto), espaço vesicouterino, septo retovaginal, paredes da vagina e do reto, entre outros.

A endometriose infiltrativa profunda pode causar sintomas como dor pélvica crônica, dores profundas durante as relações sexuais e sintomas intestinais e urinários, além da infertilidade. Em alguns casos, no entanto, a doença pode ser assintomática, dependendo principalmente da localização dos implantes.

Reprodução assistida e endometriose

As mulheres com endometriose infiltrativa profunda (ou de qualquer outro tipo), que apresentem infertilidade e tenham o desejo de engravidar, podem utilizar técnicas de reprodução assistida, se essa for a recomendação médica.

Em casos mais graves da doença, a indicação normalmente é pela fertilização in vitro (FIV), principalmente quando as tubas uterinas foram afetadas.

Isso porque, na FIV, técnica mais complexa de reprodução assistida, os óvulos são retirados dos ovários, e a fertilização é realizada em laboratório para posterior transferência dos embriões ao útero. Dessa forma, as tubas não são necessárias durante a fecundação.

Dependendo da avaliação médica, a FIV pode ser realizada após cirurgia para remover os focos de endometriose ou não. Quando a mulher é assintomática e os implantes não tendem a interferir diretamente no processo de fecundação e implantação do embrião, é possível que a indicação seja de partir direto para a reprodução assistida.

A endometriose, portanto, é uma doença capaz de afetar significativamente a qualidade de vida e fertilidade da mulher, sobretudo quando se trata de endometriose infiltrativa profunda.

Se você quiser saber mais sobre a doença, seus outros tipos, sintomas e formas de tratamento, toque aqui.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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