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Entenda como a doação de óvulos é feita

Entenda como a doação de óvulos é feita

Muitos casais enfrentam problemas para engravidar e, com isso, recorrem aos tratamentos de reprodução assistida. A doação de óvulos é um deles.

Ela é indicada para quem deseja realizar o sonho de ser mãe, mas que, por algum motivo, não tem mais óvulos, seja por idade avançada, menopausa precoce, menopausa induzida por tratamento anterior (cirurgia, quimioterapia, radioterapia).

Entenda, a seguir, como a doação de óvulos é feita e saiba também todas as informações necessárias para realizar o procedimento.

O que é doação de óvulos?

A doação de óvulos é o processo pelo qual uma mulher recebe os óvulos de uma doadora anônima, que são fecundados, em laboratório (FIV), com o sêmen do marido e formam embriões que serão transferidos para que possa haver uma gravidez. É considerada a mãe da criança a mulher que a carregou em seu ventre, e não a que doou os óvulos.

No Brasil, a Resolução do Conselho Federal de Medicina determina que:

  1. A doação não poderá ter caráter lucrativo ou comercial.
  2. Os doadores não devem conhecer a identidade dos receptores e vice-versa.
  3. A idade limite para a doação de gametas é de 35 anos para a mulher e de 50 anos para o homem.
  4. Será mantido, obrigatoriamente, o sigilo sobre a identidade dos doadores de gametas e embriões, bem como dos receptores. Em situações especiais, informações sobre os doadores, por motivação médica, podem ser fornecidas exclusivamente para médicos, resguardando-se a identidade civil do(a) doador(a).
  5. As clínicas, centros ou serviços onde é feita a doação devem manter, de forma permanente, um registro com dados clínicos de caráter geral, características fenotípicas e uma amostra de material celular dos doadores, de acordo com legislação vigente.
  6. Na região de localização da unidade, o registro dos nascimentos evitará que um(a) doador(a) tenha produzido mais de duas gestações de crianças de sexos diferentes em uma área de um milhão de habitantes.
  7. A escolha dos doadores é de responsabilidade do médico assistente. Dentro do possível, deverá garantir que o(a) doador(a) tenha a maior semelhança fenotípica e a máxima possibilidade de compatibilidade com a receptora.
  8. Não será permitido aos médicos, funcionários e demais integrantes da equipe multidisciplinar das clínicas, unidades ou serviços, participarem como doadores nos programas de RA.
  9. É permitida a doação voluntária de gametas masculinos, bem como a situação identificada como doação compartilhada de oócitos em RA, em que doadora e receptora, participando como portadoras de problemas de reprodução, compartilham tanto do material biológico quanto dos custos financeiros que envolvem o procedimento de RA. A doadora tem preferência sobre o material biológico que será́ produzido.

Entenda como a doação de óvulos é feita

A doadora está em tratamento pela técnica de FIV (fertilização in vitro). Assim, passa pelo processo de estimulação da ovulação, para que haja a maximização da produção dos óvulos, acompanhamento do crescimento folicular por ultrassom e exame de sangue, e aspiração dos óvulos. A parte desses que será doada será inseminada por ICSI com sêmen do marido/parceiro em laboratório. Os embriões formados serão selecionados e transferidos para o útero da receptora. Após 9 a 12 dias, é realizado o exame para detectar se houve sucesso no procedimento.

A receptora receberá hormônios para preparar o endométrio para receber os embriões. Inicia-se com o uso de estrogênios em dose crescente, para se mimetizar o ciclo menstrual. O acompanhamento do espessamento endometrial é feito por ultrassonografia e exame de sangue para dosagem hormonal.

Quando o endométrio está espesso, inicia-se o uso da progesterona para terminar o preparo do endométrio e fazer a transferência dos embriões. Essa pode ser feita com embriões em estágio de clivagem (dias 2 e 3) ou blastocisto (dia 5).

Saiba quais são os requisitos para doar óvulos

Quem deseja fazer a doação de óvulos se depara com poucas condições especiais. Veja as principais:

Os resultados da doação de óvulos são os mais altos, já que a doadora é jovem e os óvulos utilizados são saudáveis. Por isso, as taxas de sucesso podem chegar a mais de 50%.

Gostou do artigo? Então leia ainda mais sobre a doação de óvulos e tire qualquer dúvida que tenha ficado sobre o assunto.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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