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Fímbrias: o que são e qual sua função na fertilidade?

Fímbrias: o que são e qual sua função na fertilidade?

Durante a ovulação, o óvulo é liberado pelo ovário e segue em direção às tubas uterinas. Se a fecundação acontecer, o embrião se encaminha para o útero a fim de dar início à gestação. Esse passo a passo para a mulher engravidar já é muito conhecido, porém, existe uma parte das tubas uterinas responsáveis por essas movimentações: as fímbrias.

Elas possuem uma função específica nas tubas uterinas e, se sofrerem alguma alteração, a fertilidade da mulher pode ser comprometida. Assim como elas, cada órgão do sistema reprodutor feminino possui uma função importante e devem estar em bom funcionamento para que o casal tenha filhos.

Se você quer saber mais sobre esse assunto, continue a leitura. Ao longo deste artigo, vamos mostrar o que são as fímbrias e qual a sua relação com a fertilidade feminina. Confira!

O que são as fímbrias?

As fímbrias são conhecidas como os cílios das tubas uterinas. Mas antes de falarmos sobre elas especificamente, precisamos apresentar o órgão que ela faz parte. As tubas uterinas fazem parte do sistema reprodutor feminino, tendo uma conexão direta com o útero e uma proximidade dos ovários.

São formadas por 2 canais com cerca de 10 cm de comprimento, sendo mais estreita na parte próxima ao útero e se dilatando à medida que se aproxima dos ovários, como um funil. As tubas uterinas são divididas em 4 regiões: a parte uterina, o istmo, a ampola e o infundíbulo.

A parte uterina é a mais próxima ao útero e está localizada na parede do órgão tendo uma comunicação direta com ele. O istmo é a região que apresenta o menor diâmetro interno, com cerca de 4 cm.

Situada entre o istmo e o infundíbulo, a ampola possui o maior diâmetro interno e o maior comprimento em comparação com as demais partes do órgão, com aproximadamente 7 cm. A fecundação, em geral, acontece nessa região.

O infundíbulo, que se aproxima dos ovários, possui franjas na sua extremidade, que são chamadas de fímbrias. Podemos compará-las com cílios ou dedos de uma mão situados sobre cada um dos ovários.

Qual é a função das fímbrias?

A fecundação é feita nas tubas uterinas, que também são responsáveis por transportar o embrião até o útero.

A cada ciclo menstrual, a ovulação acontece liberando um óvulo dos ovários. O gameta feminino é captado por uma das tubas uterinas com o auxílio das fímbrias e levado até o seu interior. O óvulo permanece no órgão, em média, por apenas 24 horas e se a fecundação não acontecer, ele é absorvido pelo organismo e a mulher menstrua, reiniciando o ciclo.

Porém, se ele for fecundado, o embrião segue em direção ao útero com o auxílio dos cílios e das contrações das paredes musculares do órgão, para se implantar e dar início à gestação.

Quais fatores podem afetar as fímbrias?

Uma das principais causas de infertilidade feminina é por fatores tubários. A presença de obstruções, aderências ou alterações nas tubas uterinas dificulta o encontro dos gametas para a fecundação e a passagem do embrião em direção ao útero para se implantar.

Várias doenças e condições podem provocar alterações tubárias. Entre elas, temos as cirurgias de laqueadura que são o único método contraceptivo definitivo feminino. Ela consiste em uma obstrução cirúrgica nas tubas uterinas para evitar a passagem do óvulo pelas tubas uterinas e o seu encontro com o espermatozoide. Desse modo, previne a gravidez.

Pode ser realizada logo após o parto ou fora do período gestacional. Por ser uma decisão definitiva é importante que a paciente a tome com cautela, pois a sua reversão nem sempre é possível. Pela lei de planejamento familiar, n° 9.263/96, apenas mulheres com mais de 25 anos ou, pelo menos, 2 filhos vivos podem realizar a cirurgia.

A reversão da laqueadura é um procedimento cirúrgico mais complexo do que a laqueadura, pois consiste em reconectar as tubas uterinas. Em muitos casos, ela não pode ser realizada por conta do estado atual do órgão ou pela idade da mulher, pois a fertilidade feminina diminui com o tempo.

Se as fímbrias estiverem comprometidas, por exemplo, e não apresentarem um bom estado não é possível realizar a sua reversão. Durante a reversão, a cicatriz da laqueadura é retirada e as tubas uterinas são unidas novamente.

As fímbrias são um dos componentes das tubas uterinas. Elas auxiliam na captação do óvulo liberado pelo ovário levando-o até o encontro com os espermatozoides para a fecundação. A cirurgia de laqueadura é um dos principais fatores que podem afetar as fímbrias, impossibilitando a sua reversão.

 

O sistema reprodutor feminino é complexo e os seus órgãos devem estar em boas condições para que a mulher consiga engravidar. Para conhecer os principais fatores que podem alterá-lo, confira o nosso texto a sobre a infertilidade feminina!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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