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Folículos e óvulos: quais as diferenças?

Folículos e óvulos: quais as diferenças?

Os óvulos são os gametas femininos, necessários para a reprodução humana, pois são elas que, a partir da fecundação por um espermatozoide, formam o ovo ou zigoto, primeira célula do novo embrião. Esse conceito, abordado nas aulas de ciências na escola, é conhecido pela maioria das pessoas. Mas você sabe o que é um folículo ovariano?

Os folículos são pequenas estruturas que abrigam os óvulos até a ovulação, portanto estão intimamente ligados aos gametas femininos desde o início, sendo também fundamentais para a dinâmica do sistema reprodutor feminino.

Neste artigo vamos falar sobre as diferenças entre óvulos e folículos e sua importância para a fertilidade feminina e técnicas de reprodução assistida.

O que são folículos ovarianos?

Os folículos ovarianos são uma espécie de bolsa cheia de líquido, dentro das quais se encontram os óvulos. Eles se formam ainda na fase intrauterina, quando a bebê está crescendo no ventre da mãe.

O que é um óvulo?

Os óvulos são os gametas femininos, ou células sexuais femininas. Isso significa que eles precisam se combinar com os gametas masculinos (espermatozoides) para formar um novo ser vivo. Da junção de um óvulo com um espermatozoide se origina o ovo ou zigoto, célula que começará a se dividir para formar o novo embrião.

Os óvulos são igualmente produzidos durante a vida intrauterina e ficam armazenados dentro dos folículos. O outro nome usado para óvulo é oócito.

Óvulos, folículos e a fertilidade feminina

Os folículos, portanto, não são células sexuais, mas a estrutura que as protege. Os óvulos, sim, são os gametas femininos. A partir da menarca, a mulher passa a ter ciclos menstruais de maneira contínua ao longo da vida, até o advento da menopausa.

A cada ciclo, por ação dos hormônios sexuais femininos, um folículo irá se desenvolver com um óvulo em seu interior. Nessa fase, o folículo produz o hormônio estrogênio, responsável pelo preparo do endométrio para receber o embrião.

Ao final dessa fase de crescimento, o folículo se rompe, liberando em direção à tuba uterina o óvulo maduro para ser fecundado. O folículo rompido então, agora chamado de corpo lúteo, passa a produzir progesterona, com o objetivo de ajudar na preparação do endométrio (camada interna do útero) para receber um novo embrião.

Caso ocorra a fecundação e implantação do embrião, o corpo lúteo continua a produção do hormônio para auxiliar na manutenção da gestação. Caso contrário, ele se degenera, provocando a queda dos níveis de hormônios estrogênio e progesterona que levará à descamação do endométrio e ao início de um novo ciclo menstrual.

Dessa forma, ao longo dos anos, a reserva ovariana (quantidade de óvulos que ela tem armazenados nos ovários) diminui naturalmente, além de haver uma perda na qualidade dos gametas, por isso a fertilidade da mulher tende a cair com a idade.

Os óvulos e folículos nas técnicas de reprodução assistida

As técnicas de reprodução assistida estão bastante avançadas atualmente e são capazes de ajudar casais nas mais diversas situações. No entanto, elas dependem sempre de ter gametas saudáveis para que seja possível conseguir uma gravidez.

A técnica mais indicada para o casal dependerá de uma criteriosa investigação e avaliação médica, que levará em conta fatores como a idade do casal, a causa e o tempo de infertilidade.

De maneira geral, as mulheres mais jovens, com problemas leves de infertilidade, que tenham com boa reserva ovariana e óvulos de boa qualidade, podem ter como indicação técnicas de baixa complexidade, a exemplo da relação sexual programa (RSP), também conhecida como coito programado, e da inseminação intrauterina (IIU), popularmente chamada de inseminação artificial.

Nelas, a fecundação ocorre dentro do corpo feminino, e a sua primeira etapa é a estimulação ovariana, quando a paciente administra hormônios para assegurar a liberação de pelo menos um óvulo naquele ciclo, sobretudo em casos de distúrbios ovulatórios, como a síndrome dos ovários policísticos (SOP).

Todo o processo de crescimento dos folículos é acompanhado por meio de ultrassonografias e, no momento certo, o médico pede que a paciente administre outro hormônio, para induzir a ovulação. Na RSP, a fase seguinte é a orientação ao casal sobre o momento certo para ter relações. Já na IIU, é a introdução no útero da paciente do sêmen previamente preparado em laboratório.

Já as mulheres com idade acima de 35 anos tendem a ter óvulos de pior qualidade e reserva ovariana mais baixa, o que normalmente leva à indicação da fertilização in vitro (FIV), considerada uma técnica de alta complexidade.

Na FIV, a mulher também passa pela estimulação ovariana e indução da ovulação. O passo seguinte, no entanto, é a retirada dos óvulos por meio de um procedimento de aspiração folicular, para que os gametas possam ser fertilizados em laboratório com os espermatozoides do parceiro.

A FIV possibilita ainda a utilização de óvulos doados, prática que pode ser usada quando a mulher não tem óvulos em quantidade ou qualidade suficiente para fazer o tratamento, bem como por casais homoafetivos masculinos. Para saber mais sobre doação de óvulos, toque aqui.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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