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Freeze-all: o que é e qual sua relação com a receptividade endometrial?

Freeze-all: o que é e qual sua relação com a receptividade endometrial?

A criopreservação é caracterizada pelo congelamento de óvulos, espermatozoides, tecido ovariano e embriões. Esse congelamento ocorre a 196º negativos, em nitrogênio liquido, e seu objetivo é que o material possa ser utilizado posteriormente.

O procedimento pode ser realizado em diversas situações, como em casos de mulheres que desejam adiar a gravidez por motivos pessoais ou profissionais e pretendem preservar seus gametas que estejam saudáveis quando decidir ter um filho.

É um método utilizado na fertilização in vitro (FIV) a fim de preservar os materiais coletados e pode utilizar de técnicas complementares, como o freeze-all (congelar todos) para auxiliar no processo de reprodução assistida.

A opção pelo freeze-all é feita principalmente quando o endométrio não está adequado para a transferência e pode ser útil em uma próxima tentativa de gravidez por reprodução assistida. As outras indicações estão relacionadas ao risco materno, sendo o exemplo mais comum a vigência da síndrome de hiperestímulo ovariano.

Esta técnica possibilita o congelamento dos embriões e permite que, no tempo em que estejam congelados e preservados, a mulher passe por um preparo endometrial adequado e eficiente.

A seguir, você saberá mais sobre este procedimento e como ele é realizado dentro da FIV para auxiliar casais que buscam engravidar.

O que é o freeze-all?

A FIV é um procedimento de reprodução assistida bastante utilizado na medicina mundialmente, que tem o objetivo de auxiliar casais com problemas de infertilidade.

Foi proposto incialmente por dois grupos de pesquisadores, um nos Estados Unidos e o outro foi no nosso. A partir do desenvolvimento da técnica, todos os centros passaram a utilizá-lo.

Casais que tentam engravidar por 12 meses sem o uso de qualquer método contraceptivo e não obtém sucesso, já podem buscar a assistência por técnicas de reprodução assistida.

A FIV é o procedimento com maior índice de complexidade e melhores taxas de sucesso, com maior número de gestações alcançadas. Existem algumas técnicas complementares que buscam maximizar os resultados positivos.

A FIV é realizada em cinco etapas principais, sendo elas:

Após a fecundação e o cultivo embrionário em laboratório, são selecionados os embriões mais saudáveis e com maiores chances de implantação no endométrio — tecido de revestimento do útero, no qual ocorre o início da gestação.

Em um processo normal, logo em seguida um ou mais embriões são transferidos para o útero e os excedentes são obrigatoriamente congelados.

A transferência dos embriões ao útero tem grande importância nesse processo de reprodução e depende da qualidade do embrião, da sua interação com o endométrio e da receptividade endometrial.

Quando o endométrio não está adequado, uma opção bastante viável é a técnica freeze-all, que consiste no congelamento e a preservação de todos os embriões cultivados, sem que nenhum deles seja transferido para o útero em um primeiro momento.

Na freeze-all, os embriões são congelados e preservados para que possam ser utilizados no próximo ciclo menstrual, quando houver um melhor preparo endometrial. Assim, é possível aumentar as chances de implantação e o início da gravidez.

A importância da receptividade endometrial na reprodução

Para mulheres que passam pelo processo de reprodução assistida pela FIV, o tempo entre a transferência do embrião e o resultado é um período delicado. É o momento em que o casal saberá se a tão sonhada gravidez teve seu início com sucesso.

Quando a espessura do endométrio chega ao seu máximo, significa que ele está mais receptivo e, por isso, está pronto para receber os embriões.

Este momento é nomeado como receptividade endometrial, tem duração de poucos dias e ocorre uma vez a cada ciclo menstrual. É preciso analisar e entender essa receptividade para que a gravidez seja obtida com sucesso.

Nesta etapa final, a receptividade do endométrio é muito importante, pois favorece a implantação do embrião no útero. Por isso, o preparo endometrial pode ser controlado, alinhando-se à transferência embrionária.

Quando o freeze-all é indicado?

Em alguns casos, o freeze-all pode auxiliar bastante no processo de reprodução. Entre eles, mulheres com risco de síndrome de hiperestimulação ovariana, que consiste na resposta exagerada dos ovários após a estimulação hormonal, além de casos que indiquem a elevação dos níveis de progesterona.

A estimulação ovariana também pode afetar negativamente a receptividade endometrial e, por isso, em alguns casos é recomendado que se espero ao menos um ciclo após o tratamento hormonal para realizar a etapa final da FIV.

Embora o desenvolvimento endometrial possa ser mais bem controlado em situações de preparo de transferências de embriões congelados, não há estudos que comprovem que as chances de gravidez nestes casos são maiores. Assim, o freeze-all não é recomendado de forma rotineira.

Esta é uma das técnicas complementares no âmbito da reprodução assistida que tem o objetivo de resolver questões pontuais e diminuir os riscos para a gravidez.

A situação de cada casal deve ser avaliada pelos médicos e a solução mais viável deve ser indicada a fim de aumentar as chances de sucesso na reprodução assistida.

Para saber mais sobre o assunto, entenda melhor como funciona a fertilização in vitro (FIV), como a técnica é realizada e como ela pode auxiliar casais com problemas de infertilidade.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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