Fechar

Selecione uma unidade para enviar um Whatsapp:

Belo Horizonte - (31) 99650-0786 Juiz de Fora - (32) 98888-2776 Governador Valadares - (33) 98866-1706 Rio de Janeiro - (21) 99566-1850 Manhuaçu - MG - (33) 98855-0015

agendamento de consulta

Unidade Belo Horizonte | +55 (31) 2102-6363

Gravidez após os 40 anos – possibilidades e riscos

Gravidez após os 40 anos – possibilidades e riscos

A gravidez de mulheres depois dos 40 anos não causa mais espanto. Atrizes famosas, muitas vezes bem acima dos 40, apresentam orgulhosas seus bebês.

“Hoje, é bastante comum sermos procurados por mulheres acima dos quarenta anos que querem iniciar uma família, ou em busca do segundo ou terceiro filho”, conta o ginecologista Selmo Geber, diretor da Clínica Origen de Reprodução Assistida.

Mais uma vez, as mudanças nos padrões sociais são a justificativa para o fato. “Não podemos negar que a inserção cada vez maior da mulher no mercado de trabalho trouxe mudanças expressivas na organização familiar”, ressalta Geber.

A essa mudança somam-se outras alterações sociais significativas, como a maior dificuldade de estabilização financeira, a necessidade crescente de investimentos em educação para o crescimento profissional.

“As pessoas querem aproveitar bem a vida antes de se fixarem e constituírem uma família”, diz.

“Também não podemos deixar de lado a melhoria das técnicas de reprodução assistida, que tentam acompanhar as mudanças sociais, melhorando cada vez mais os resultados e ‘ampliando’ a idade fértil da mulher.

“Assim, elas se sentem mais seguras para encarar uma gravidez depois dos 40 e mais confiantes no sucesso dos tratamentos”, explica o médico.

Há riscos depois dos 40?

O especialista lembra, porém, que os riscos não são nulos e que, quanto mais tarde a mulher optar por engravidar, maiores são as chances de gestação de risco ou alterações genéticas na criança, como a Síndrome de Down.

Segundo Geber, quando a futura mãe tem 20 anos, apenas um bebê em cada 1.500 tem Síndrome de Down. Em filhos de mães de 35 anos, a ocorrência é seis vezes maior: uma criança em cada 250 nascimentos.

“Aos 40 anos, a chance de gerar um filho com Síndrome de Down é de 1%. Já aos 45, as estatísticas chegam a 4%, ou seja, um filho a cada 25 nascimentos”, explica o especialista.

Hoje já existem exames feitos na criança ainda no útero da mãe que são capazes de detectar alterações genéticas. Porém, ainda não é possível corrigi-las. Por isso, as mulheres que desejam engravidar devem estar cientes do risco, e, acima de tudo, fazer um bom pré-natal.

“Por mais que avancemos, sempre a idade será o pior fator prognóstico. Mesmo com todas as melhorias, não recomendamos o adiamento da gravidez para depois dos 35 anos”, ressalta.

Você possui mais dúvidas? Participe do Fórum da Clínica Origen. Veja perguntas feitas por visitantes e interaja conosco!

Compartilhe:

Se inscrever
Notificação de
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
Faça seu agendamento

Proporcionamos um atendimento exclusivo exatamente como você merece.

AGENDE SUA CONSULTA
ENTRE EM CONTATO

Alguma dúvida sobre fertilidade?
Fale conosco

Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências