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Hipotireoidismo e infertilidade: entenda a relação

Hipotireoidismo e infertilidade: entenda a relação

O sistema reprodutor feminino executa processos metabólicos que dependem sobretudo do equilíbrio hormonal do organismo.

Durante a gravidez, acontecem mudanças fisiológicas e hormonais no corpo da mulher que têm o objetivo de preparar o corpo para o desenvolvimento do bebê. Dessa maneira, é muito importante que esse equilíbrio esteja adequado às necessidades do processo gestacional.

O hipotireoidismo é uma disfunção hormonal que atinge cerca de 2% a 4% das mulheres em idade reprodutiva. Essa prevalência é importante no que diz respeito à fertilidade, uma vez que os hormônios da tireoide afetam o desempenho do sistema reprodutor.

Você sabia que hipotireoidismo e infertilidade estão diretamente relacionados? Acompanhe o artigo que preparamos e entenda mais sobre esse assunto!

O que é hipotireoidismo

O hipotireoidismo é a deficiência da tireoide em produzir os níveis adequados de hormônios. A tireoide é uma glândula localizada no pescoço e responsável por produzir os hormônios T3 (tri-iodotironina) e T4 (tiroxina), que controlam funções em todo o corpo, principalmente estimulando a produção de energia.

A própria tireoide é regulada por hormônios de outra glândula: a hipófise, localizada no cérebro, que produz o hormônio TSH (hormônio estimulante da tireoide), responsável por estimular a produção de T3 e T4.

Sintomas do hipotireoidismo

Os principais sintomas do hipotireoidismo dependem do nível de déficit hormonal. Cansaço, ganho de peso, fraqueza muscular, ciclo menstrual desregulado e constipação intestinal são alguns exemplos de como essa condição se manifesta.

Mulheres com hipotireoidismo e que estão tentando engravidar podem ter dificuldades durante o processo. Esse fato pode acontecer devido à desregulação dos níveis de TSH e T4, que afetam diretamente o ciclo de ovulação e outros processos importantes da fecundação.

Efeitos do hipotireoidismo na ovulação

O hormônio T4 exerce um papel fundamental no período de ovulação, pois participa do processo de liberação de óvulos agindo nos receptores presentes nos ovários.

Outro ponto importante acontece em consequência dos níveis elevados de TSH devido à baixa produção de T3 e T4. Essa condição pode levar a um aumento do hormônio prolactina e diminuir os ciclos ovulatórios.

Valores de TSH e T4 livres

Como podemos perceber, os hormônios TSH e T4 impactam diretamente na relação entre hipotireoidismo e infertilidade. Por isso, é importante que as mulheres que estão tentando engravidar verifiquem sua atividade tireoidiana com exames adequados.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, os valores de referência de TSH livre no sangue em adultos situam-se entre 0,4-4,5 mU/L. Já os níveis de T4 devem ser ajustados de acordo com os valores de TSH para atingirem o equilíbrio hormonal.

A normalidade da função tireoidiana antes mesmo da fecundação é muito importante para que a gravidez se desenvolva de maneira saudável. Caso a mulher já tenha o diagnóstico de hipotireoidismo ou desconfie dessa condição, é imprescindível que o processo seja acompanhado desde o início por médico.

Hipotireoidismo e infertilidade são processos diretamente relacionados que requerem atenção especial. Com o diagnóstico e tratamento adequados e a assistência de uma clínica de alta qualificação, o casal pode voltar a planejar uma gravidez.

Já realizou seus exames para avaliar a função dos hormônios tireoidianos? Compartilhe suas experiências conosco e deixe seu comentário neste post!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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