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Aborto espontâneo na reprodução assistida: pode acontecer?

Aborto espontâneo na reprodução assistida: pode acontecer?

Os casais que buscam alternativas de tratamento para a infertilidade podem ter dúvidas em relação ao risco de aborto espontâneo na reprodução assistida. Esse é um problema que causa apreensão, principalmente em quem já lida com a dificuldade de engravidar e busca ajuda médica para conseguir ter um filho.

O aborto espontâneo é caracterizado pela interrupção não intencional da gravidez durante os primeiros meses de desenvolvimento gestacional — precisamente, até a 20ª-22ª semana e com o feto pesando menos que 500g. Várias são as causas das perdas gestacionais, como fatores hormonais, alterações uterinas, infecções, trombofilias, entre outras.

Aproximadamente 20% a 50%das gestações são interrompidas com um aborto espontâneo, sendo o principal fator determinante a idade da mulher. Isso pode despertar no casal, sobretudo na mulher, sentimento de perda, frustração e culpa por não conseguir levar a gravidez adiante. Em alguns casos, o sistema reprodutor pode ser afetado, de forma que a paciente precise se submeter a avaliação e tratamentos específicos antes de tentar uma nova concepção.

Quando o aborto espontâneo ocorre por três ou mais vezes, o quadro é classificado como abortamento de repetição e necessita de investigação das causas associadas e intervenção médica especializada, incluindo, em muitos casos, as técnicas de reprodução assistida.

Como são os tratamentos de reprodução assistida?

Essa é a área da medicina destinada ao tratamento de pessoas que enfrentam dificuldades para engravidar naturalmente devido aos mais variados fatores de infertilidade feminina ou masculina. As técnicas de reprodução assistida são buscadas por casais que tentam a concepção espontânea, por um ano ou mais, e não chegam a resultados positivos.

Há tratamentos de baixa e alta complexidade, indicados a partir dos problemas encontrados na avaliação individualizada de cada casal. Os casos mais simples podem ser solucionados com a relação sexual programada (RSP) e a inseminação artificial ou intrauterina (IIU), consideradas técnicas de baixa complexidade. Os fatores mais graves de infertilidade são direcionados à fertilização in vitro (FIV), tratamento mais complexo da reprodução assistida.

A RSP é a técnica mais simples, na qual a única intervenção realizada é a estimulação ovariana — que usa medicamentos hormonais para aumentar a função dos ovários — seguida de ultrassonografias seriadas e programação das relações sexuais para os dias próximos à ovulação (período fértil). As indicações abrangem somente os casos mais brandos de infertilidade feminina, como as disfunções ovulatórias.

A IIU, embora também seja de baixa complexidade, é uma técnica com indicações mais amplas que a RSP, incluindo problemas de ovulação, alterações seminais leves, endometriose leve e reprodução de casais homoafetivos femininos. Em síntese, a técnica consiste em introduzir uma amostra processada de sêmen diretamente no útero da paciente.

A FIV é a técnica de alta complexidade da reprodução assistida, uma vez que é realizada em uma sequência de procedimentos laboratoriais que permitem que a fecundação aconteça fora do útero. Somente quando os embriões têm entre 2 e 7 dias de desenvolvimento é que são transferidos para o útero materno.

O aborto espontâneo também acontece na reprodução assistida?

As técnicas da medicina reprodutiva auxiliam no processo conceptivo, isto é, nas etapas que antecedem a confirmação da gravidez. Já o abortamento, como vimos, é caracterizado pela interrupção da gestação. Portanto, existe, sim, o risco de acontecer um aborto espontâneo na reprodução assistida.

Sendo assim, o acompanhamento médico especializado pode aumentar as chances de gravidez, mas os cuidados necessários devem ser tomados assim como na concepção espontânea, sobretudo se a mulher já apresenta condições que caracterizem uma gestação de alto risco.

Os cuidados básicos que toda gestante precisa tomar desde o início da gravidez, e até no período preconcepcional, incluem: alimentação saudável; abstenção de álcool, cigarro e outras drogas; uso de vitaminas, se o médico recomendar; redução das atividades de impacto etc.

Quando já existe um diagnóstico que possa trazer complicações obstétricas — a exemplo de diabetes, hipertensão, endometriose, trombofilia, entre outros — o acompanhamento obstétrico pode implicar ainda mais medidas de precaução.

Nos casos de aborto espontâneo recorrente, é de suma importância que seja feita a investigação das causas e o tratamento pontual das condições associadas antes de uma nova tentativa de gravidez.

Quais são as causas mais comuns de aborto espontâneo?

O aborto espontâneo pode ser provocado por problemas endócrinos, anatômicos, genéticos e imunológicos, bem como por infecções e fatores exógenos. Em alguns casos, o abortamento é classificado como idiopático, uma vez que nenhuma possível causa é identificada.

De modo geral, as causas mais comuns do aborto espontâneo são:

Diante de todas essas questões, vemos que o risco de aborto espontâneo na reprodução assistida também existe. Entretanto, a investigação detalhada que é realizada antes de iniciar o tratamento para engravidar pode ajudar a identificar muitas dessas alterações. Assim, as intervenções necessárias podem ser realizadas previamente, aumentando tanto as chances de concepção quanto de levar a gravidez a termo.

Leia, agora, nosso texto que explica os detalhes da técnica mais complexa da reprodução assistida: a fertilização in vitro.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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