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Indicações da RSP ou coito programado

Indicações da RSP ou coito programado

As técnicas de reprodução assistida são grandes aliadas dos casais que tentam engravidar e se deparam com problemas de infertilidade. Existem três principais técnicas, cada uma com procedimentos, graus de complexidade e indicações diferentes.

Para definir o procedimento adequado para cada casal, é necessário realizar a investigação da infertilidade para identificar as especificidades dos pacientes. Fatores como a idade, a anatomia dos órgãos reprodutores e, principalmente, a causa e o grau da infertilidade devem ser analisados para essa decisão.

A técnica mais simples é o coito programado, também conhecido como relação sexual programada ou RSP, mas só é indicada em situações bastante específicas. Conheça mais sobre este procedimento a seguir:

O que é coito programado?

O coito programado é a técnica de reprodução assistida mais simples que existe atualmente. Ele possui poucas etapas e pouca intervenção médica, o que faz com que seja considerado uma técnica de baixa complexidade.

Pelo mesmo motivo, o procedimento não pode ser indicado para casos de infertilidade grave, já que não se tem controle sobre a maior parte dos processos que o envolvem. Também não é indicado para infertilidade masculina ou quando existe alteração tubária.

A relação sexual programada tem uma simples realização. A mulher é submetida à estimulação ovariana, um tratamento hormonal que tem o objetivo de estimular um número maior de óvulos para a ovulação. Este tratamento é acompanhado por meio de ultrassonografias, para identificar o momento em que os gametas femininos estarão no tamanho ideal para ovular.

Neste momento, realiza-se a indução da ovulação com outros medicamentos hormonais. Dessa forma o médico consegue calcular o período fértil da mulher e identificar os dias em que há mais chances de acontecer a fecundação. O casal deve programar suas relações sexuais para este período.

A taxa de sucesso do procedimento é de aproximadamente 20%. Caso a primeira tentativa não apresente um resultado positivo, é possível realizar outras tentativas. Se após 3 ciclos ainda não se obter sucesso, indica-se a realização da fertilização in vitro.

Indicações e contraindicações da RSP

Por ser uma técnica de simples realização, a RSP só é indicada para casos de infertilidade leve.

Além disso, como a fecundação acontece de forma natural, dentro do corpo da mulher, existem outras contraindicações para o procedimento. Por exemplo, a idade da paciente é bastante importante por causa da reserva ovariana, e na maioria dos casos não se indica o coito programado para mulheres acima de 35 anos.

Também não há a indicação para pacientes com qualquer alteração nas tubas uterinas. Como a fecundação deve acontecer por meio de relações sexuais, como na gestação sem o auxílio da reprodução assistida, as tubas precisam apresentar condições adequadas para que os óvulos e os espermatozoides se encontrem e em seguida o embrião possa se transportar até a cavidade uterina.

Outro fator muito importante para a realização da RSP é a fertilidade masculina. Se o homem apresentar qualquer alteração que faça com que ele seja considerado infértil, mesmo que de forma leve, não há a indicação para essa técnica.

Isso acontece porque é necessário que o sêmen e os espermatozoides apresentem condições ideais para a fecundação, já que não há nenhuma manipulação dos gametas masculinos no coito programado. Para isso, é necessário que o homem realize o espermograma e apresente os parâmetros considerados adequados pela OMS.

Ou seja, é necessário que os espermatozoides sejam móveis e estejam em quantidade suficiente para chegar às tubas e fecundar o óvulo.

Dessa forma, conclui-se que a relação sexual programada é indicada apenas para casos de infertilidade feminina, desde que os seguintes requisitos sejam atendidos:

Além disso, a causa da infertilidade também é relevante para que a relação sexual programada possa ser indicada. No geral, indica-se a técnica para pacientes que apresentam problemas de ovulação, mas que ainda tenham uma boa reserva ovariana.

Esta é uma situação comum entre as mulheres que possuem algum distúrbio hormonal, causando irregularidade no ciclo menstrual. Algumas são diagnosticadas com anovulação, ou ausência de ovulação, enquanto outras passam pelo processo de forma irregular.

A realização da estimulação ovariana auxilia principalmente as mulheres que não ovulam, enquanto todo o acompanhamento do ciclo e do crescimento folicular auxiliam aquelas que não consegue identificar seu período fértil.

Este procedimento é diferente das “tabelinhas” que algumas mulheres fazem, seja para engravidar ou para evitar uma gestação. Ao contrário destes procedimentos caseiros, que não são confiáveis, a RSP é eficaz graças ao acompanhamento médico, à realização dos exames e ao tratamento hormonal.

A técnica também pode ser indicada em casos de infertilidade sem causa aparente.

Para mais informações, leia outro conteúdo sobre a relação sexual programada aqui no site.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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