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Infertilidades masculina e feminina

Infertilidades masculina e feminina

Define-se infertilidade como a ausência de gravidez após 12 meses de relações sexuais sem uso de métodos contraceptivos com, pelo menos, seis relações sexuais ao mês. Ela atinge aproximadamente 15% dos casais em idade reprodutiva.

A taxa de fecundidade natural em casais – quando a mulher tem até 35 anos – está em torno de 20% ao mês.

Recomenda-se à mulher com mais de 35 anos que busque ajuda especializada, caso esteja há mais de seis meses tentando engravidar sem sucesso, para que seja feita uma investigação do motivo da infertilidade.

A investigação também deve ser feita nos casos em que a mulher apresenta menstruação irregular e nos casos em que o casal possui alguma doença relacionada ao aparelho reprodutor.

Tratamentos

Nos últimos anos, houve um aumento significativo nos casos de infertilidade devido, principalmente, ao crescente número de mulheres que desejam ser mãe um pouco mais tarde.

Com o passar dos anos, ocorre uma queda natural do número de folículos e da qualidade dos óvulos. Assim, a partir dos 35 anos, a mulher começa a sofrer um declínio em seu potencial reprodutivo.

A boa notícia é que a Medicina Reprodutiva tem utilizado frequentemente os inúmeros avanços tecnológicos para que casais, antes considerados estéreis, possam obter uma gestação

Até mesmo mulheres na menopausa espontânea ou induzida por medicamentos ou cirurgia têm hoje a oportunidade de engravidar.

Infertilidade feminina

Cerca de 40% das causas são femininas, sendo as mais frequentes:

Infertilidade masculina

Cerca de 40% das causas são masculinas, sendo as mais frequentes:

Infertilidade sem causa aparente

A infertilidade sem causa aparente ocorre em 10% dos casos e é definida quando não se encontram as causas que a caracterizam. A associação de mais fatores ocorre em 10% dos casos.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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