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Inseminação artificial: conheça as etapas

Inseminação artificial: conheça as etapas

A reprodução assistida é dividida em técnicas de baixa e alta complexidade. A inseminação artificial e a relação sexual programada — ou coito programado — são as técnicas de realização menos complexa, uma vez que dependem de pouca intervenção e a fecundação ocorre in vivo (no corpo da mulher).

A fertilização in vitro (FIV), por sua vez, é definida como uma técnica de alta complexidade, pois o programa é desenvolvido em várias etapas, as quais envolvem diversos procedimentos laboratoriais. A fecundação dos óvulos, inclusive, ocorre em laboratório.

Apesar de ambas serem consideradas de baixa complexidade, a inseminação artificial envolve algumas etapas que a diferenciam do coito programado — e é justamente isso que vamos apresentar neste post.

Continue a leitura para conhecer as etapas da inseminação artificial!

O que é inseminação artificial?

A inseminação artificial, ou inseminação intrauterina, é um tratamento de reprodução que requer a coleta e o preparo de uma amostra de sêmen para introduzir os espermatozoides diretamente na cavidade do útero.

Com essa técnica, conseguimos aumentar as chances de gravidez de um casal, ao colocar os gametas masculinos mais próximos do local da fertilização — fenômeno este que ocorre nas tubas uterinas. Além disso, a probabilidade de concepção é maior porque os espermatozoides são previamente selecionados quanto à sua morfologia e motilidade.

Contudo, a inseminação artificial não é uma alternativa promissora para todas as pacientes. Sendo assim, existem alguns requisitos associados ao bom prognóstico reprodutivo do casal, como: idade abaixo de 37 anos, boa reserva ovariana, tubas uterinas desobstruídas e amostra seminal sem graves anormalidades.

Quando a inseminação artificial é indicada?

Nas tentativas de gravidez espontânea, diversas alterações no sistema reprodutivo feminino, bem como nos parâmetros seminais, podem dificultar ou impedir a fecundação. Algumas dessas condições podem ser superadas com as técnicas de baixa complexidade, mas os casos mais graves são indicados para o tratamento com FIV.

Veja, então, quais são as indicações para a inseminação artificial!

Problemas ovulatórios

A ovulação é um processo regulado por hormônios que leva à liberação do óvulo para ser fertilizado. Portanto, disfunções ovulatórias impedem que a gestação aconteça. O problema mais comum dessa natureza é a síndrome dos ovários policísticos (SOP), que pode causar anovulação crônica. Casos assim podem ter bons resultados com estimulação ovariana e inseminação artificial. Em sêmens de boa qualidade, a relação sexual programada apresenta resultados similares.

Endometriose leve

A endometriose é uma doença que se manifesta de várias formas, incluindo casos leves e fáceis de tratar até situações com severo comprometimento da fertilidade e da qualidade de vida da mulher. Nos estágios mais brandos com prejuízos na ovulação, mas sem obstrução tubária, a inseminação artificial pode ajudar. Em sêmens de boa qualidade, a relação sexual programada apresenta resultados similares.

Infertilidade sem causa aparente (ISCA)

O diagnóstico de ISCA é obtido quando o casal realiza todos os exames para investigação da infertilidade e nenhuma anormalidade é detectada. Nesses casos, as técnicas de baixa complexidade podem ser as primeiras alternativas de tratamento. Se não houver sucesso, passamos para a FIV. Em sêmens de boa qualidade, a relação sexual programada apresenta resultados similares.

Alterações espermáticas leves

Alterações seminais discretas, identificadas no exame de espermograma, podem ser superadas com a inseminação artificial. Isso porque os métodos de preparo seminal permitem a seleção dos gametas móveis e sem falhas morfológicas. Já os casos moderados e graves, ou mesmo de azoospermia (ausência de espermatozoides no sêmen), necessitam de técnicas mais complexas.

Reprodução de mulheres solteiras ou casais homoafetivos femininos

Por fim, a inseminação artificial é uma alternativa importante para casais homoafetivos femininos e mulheres solteiras que querem engravidar sem a presença de um parceiro.

Quais são as etapas da inseminação artificial?

A inseminação artificial é feita em três etapas: estimulação ovariana, preparo seminal e introdução dos espermatozoides no útero. Entretanto, também é possível realizar a técnica em ciclos não estimulados, isto é, apenas acompanhando o processo ovulatório natural da paciente, sem medicação hormonal.

Vamos detalhar essas etapas:

Estimulação ovariana

Quando a mulher tem ovulação regular e o tratamento de reprodução é indicado por outros fatores, como alterações masculinas, é possível fazer a inseminação artificial sem estimulação ovariana. Contudo, o ciclo de estimulação é indicado na maioria dos casos, a fim de obter mais óvulos e maximizar as chances de gravidez.

Assim, medicamentos hormonais são utilizados e o crescimento dos folículos ovarianos — unidades que abrigam os óvulos — é acompanhado por ultrassonografias. Quando eles chegam ao tamanho adequado, fazemos a indução da ovulação. Nas técnicas de baixa complexidade, o objetivo é desenvolver aproximadamente 3 folículos.

Preparo seminal

Nessa etapa, o plasma seminal é removido da amostra de esperma. Além disso, métodos de capacitação espermática são empregados com o intuito de separar os espermatozoides móveis e com morfologia adequada.

Antes da coleta de sêmen para a inseminação, o homem deve ter realizado o espermograma. Quando alterações espermáticas leves e moderadas são observadas nos resultados do exame, ainda é possível ter sucesso com esse tipo de tratamento.

Inseminação

A inseminação é feita quando a mulher está prestes a ovular. Nesse dia, a amostra de sêmen é processada e inserida com um fino cateter pelo canal cervical, de modo que os espermatozoides sejam depositados na cavidade uterina.

As taxas de gravidez com a inseminação artificial ficam entre 10% e 20% por ciclo. O casal pode fazer até 3 tentativas com essa técnica. Se não houver sucesso, a FIV é apresentada como melhor alternativa de tratamento.

Leia também nosso texto institucional sobre inseminação artificial e confira mais informações a respeito da técnica.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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