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Prostatite: quais são os sintomas e a relação com a infertilidade?

Prostatite: quais são os sintomas e a relação com a infertilidade?

A infertilidade conjugal também pode ser causada ou influenciada por fatores masculinos como a varicocele, disfunções hormonais e infecções como a prostatite, que acomete a próstata.

Segundo estudos, a patologia, quando devidamente diagnosticada, atinge menos de 10% dos homens. No entanto, devido a importância da próstata para o sistema reprodutor, é importante entender os riscos, especialmente se o portador da patologia sente dores ou deseja ter filhos.

Este texto aborda o conceito, os sintomas, tratamentos indicados e a relação da prostatite com a infertilidade masculina. Se você foi diagnosticado ou acredita portar a doença, acompanhe este artigo e descubra mais sobre o assunto e o que pode ser feito a respeito.

O que é prostatite?

A prostatite é uma doença caracterizada pela inflamação da próstata e pode surgir por diversos motivos, infecciosos e não infecciosos, como a presença do vírus HIV ou outras doenças sexualmente transmissíveis, a fimose, o uso prolongado de bicicletas, a manipulação do trato urinário e a presença de qualquer bactéria na região.

A doença pode se manifestar em suas versões aguda ou crônica. A primeira se caracteriza por um quadro inflamatório, semelhante e, geralmente, causado pelas mesmas bactérias de infecções urinárias. A segunda é uma complicação da anterior, na falta de um tratamento adequado.

Quais são os sintomas da prostatite?

No estado agudo, a doença pode causar febre, calafrios, dores pélvicas, musculares, nas articulações e ao urinar ou ejacular, urina turva, mal-estar e maior frequência ou retenção urinária. Nesses casos, pode ser necessária a hospitalização em UTI.

A prostatite crônica, apesar de ser uma evolução, é mais branda e os sintomas costumam ser sutis. Em geral, o homem sente apenas vontade mais frequente e incômodo ao urinar e mal-estar, embora também possa apresentar febre, que geralmente é baixa.

Para diagnosticar o problema, é necessária uma consulta a um urologista. O profissional considerará os sintomas do paciente e deverá realizar o exame de toque retal com o objetivo de avaliar a dor, o inchaço e anormalidades na próstata.

Além do exame de toque — durante o qual poderão ser coletados líquidos para análise laboratorial —, o especialista deverá requerer um exame de urina, para avaliar a presença de pus ou sangue no coletado, e uma urocultura, que permite identificar a bactéria responsável pela infecção, de maneira que possa propor o tratamento ideal.

Por que a prostatite pode afetar a fertilidade masculina?

A próstata é fundamental para a fertilidade masculina, pois produz e armazena um dos fluidos que constituem o sêmen. As substâncias são importantes para manter o esperma líquido, o que é essencial para o movimento dos espermatozoides e a fecundação do óvulo.

Quando infectada, a próstata pode diminuir a produção deste líquido e, assim, limitar a capacidade reprodutiva do homem. Em casos severos, a prostatite pode causar azoospermia (ausência de espermatozoides no sêmen), devido a algum bloqueio que impede a união de gametas e líquido seminal.

Além disso, a prostatite pode causar ejaculação precoce e dificuldades com a ereção, problemas associados à infertilidade.

As relações entre a inflamação e problemas de infertilidade masculina, contudo, ainda requer estudos, pois a exposição das células reprodutivas às bactérias pode ser insuficiente para causar danos. Ainda assim, devido às disfunções que, possivelmente, a prostatite pode causar no líquido seminal, especialmente em quadros crônicos, é importante averiguar sua influência na capacidade reprodutiva do paciente.

Quais são os tratamentos indicados?

A prostatite é, prioritariamente, tratada por meio de antibióticos, geralmente, aqueles indicados para quadros de infecção urinária — o que depende dos resultados da urocultura —, e pode ser curada em cerca de dois meses.

Nos casos agudos, o urologista ainda pode indicar a ingestão de água e algumas mudanças na dieta, como a diminuição no consumo de alimentos ácidos ou apimentados, cafeína e bebidas alcoólicas, para prevenir irritações à bexiga. Geralmente, a medicação é oral, mas em casos severos com hospitalização, pode ser indicada a administração intravenosa com soro fisiológico.

Nos casos crônicos, as indicações são semelhantes, embora a tendência é de que a administração de medicamentos seja realizada por um período maior, especialmente se o paciente apresentar infecções recorrentes.

O urologista também pode receitar bloqueadores alfa-adrenérgicos nesses casos, com o objetivo de relaxar os músculos da bexiga para aliviar sintomas de dor ao urinar.

A cirurgia também é um possível tratamento para a prostatite. O procedimento consiste na retirada do tecido danificado na uretra, o que pode melhorar o fluxo da urina e reduzir a retenção urinária.

Existe ainda a hipótese da dor pélvica crônica, que é semelhante à prostatite, mas que não se caracteriza por uma inflamação bacteriana. Nesses casos, o objetivo principal do tratamento é diminuir o desconforto e, embora antibióticos não sejam eficazes — mas podem aliviar os sintomas devido aos seus efeitos anti-inflamatórios —, podem ser receitados pelo urologista inicialmente, até que a causa do problema seja descoberta.

Se o paciente enfrentar problemas de infertilidade, em especial, a azoospermia, existe ainda a possibilidade de ter filhos por meio da reprodução assistida. Na FIV (fertilização in vitro) e na IA (inseminação artificial) os espermatozoides podem ser coletados diretamente dos testículos, por punção ou biópsia, e utilizados na fecundação em laboratório.

A prostatite é uma doença que se caracteriza pela inflamação da próstata e pode ser causada por motivos infecciosos ou não-infecciosos. Sintomas como febre, dores, maior frequência na vontade de urinar e retenção urinária são comuns em sua versão aguda, no entanto, na fase crônica, quando a patologia é mais severa, o portador pode não apresentar sinais.

A glândula afetada é essencial para a produção do sêmen e, por isso, pode influenciar na capacidade reprodutiva, embora a influência ainda não esteja cientificamente esclarecida. Em casos mais severos, em especial em pacientes com azoospermia, a inseminação artificial ou a fertilização in vitro podem prover uma solução.

Se quiser saber mais sobre a doença, como classificações, prazos de tratamento e a relação com a dor pélvica crônica, confira nossa página sobre prostatite.

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Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências