Fechar

Selecione uma unidade para enviar um Whatsapp:

Belo Horizonte - (31) 9979-01109 Juiz de Fora - (32) 98888-2776 Governador Valadares - (33) 98866-1706 Rio de Janeiro - (21) 99566-1850 Manhuaçu - MG - (33) 98855-0015

agendamento de consulta

Unidade Belo Horizonte | +55 (31) 2102-6363

Inseminação Artificial e FIV (Fertilização in Vitro): entenda as diferenças!

Inseminação Artificial e FIV (Fertilização in Vitro): entenda as diferenças!

O maior sonho para muitos casais é um dia ter filhos. Porém, alguns têm dificuldade em realiza-lo naturalmente, o que faz com que a reprodução assistida seja uma alternativa para a tão sonhada gravidez.

As duas técnicas mais utilizadas pela reprodução assistida, inseminação artificial e FIV, são frequentemente confundidas pelos casais que buscam auxilio para engravidar.

Por isso, hoje vamos explicar as diferenças entre as duas técnicas, como são realizados e para quais casos são indicados. Acompanhe!

Inseminação artificial (intra uterina)

A inseminação artificial consiste em encurtar o percurso percorrido pelo espermatozoide até o óvulo.

O tratamento se inicia nos primeiros dias do clico menstrual, onde a paciente deverá usar medicamentos indutores da ovulação, para estimular o crescimento de vários folículos (que contem os óvulos). Enquanto isso, são realizados exames de ultrassonografia para acompanhar o crescimento dos mesmos.

Quando dois ou três folículos alcançam o tamanho ideal, deve-se usar um segundo medicamento, chamado de hCG, que induzirá a maturação dos óvulos e a ruptura dos folículos (ovulação), por volta de 36 horas após sua administração.

A preparação do sêmen é realizada duas horas antes da inseminação. Após coleta feita por masturbação, o preparo é feito em laboratório, onde serão selecionados os espermatozoides com maior capacidade de alcançar os óvulos e fecundá-los.

Os espermatozóides são introduzidos na cavidade uterina, por um fino cateter, próximo ao momento da ovulação. A mulher deve permanecer deitada por 10 minutos.

Esse procedimento se assemelha ao exame ginecológico habitual, causando apenas um incômodo, mas sendo indolor. É indicado para alguns casos de infertilidade, como:

Quando esta for a opção da equipe médica em comum acordo com o paciente deve sempre ser discutidos os fatores prognósticos como idade da mulher e tempo de infertilidade

FIV – Fertilização In Vitro

A FIV é um método mais avançado, que também utilizam hormônios para estimulação ovariana. No entanto, em dosagem maior, para a obtenção de mais óvulos. Esse procedimento dura de 10 a 28 dias, e nesse período são realizadas ultrassonografias para verificar a evolução e crescimento dos folículos.

Quando eles alcançam o tamanho adequado, administra-se o hCG ou análogos do GnRH para induzir a maturação dos óvulos, para posterior aspiração folicular e coleta dos óvulos (36 horas depois). Esse procedimento é feito com uma agulha fina que é introduzida dentro cada folículo (punção), passando pelo fundo da vagina, sendo guiado por ultrassonografia. O liquido folicular é aspirado, colocado em tubo de ensaio, especial e levado ao microscópio para identificação do óvulo. Para esse procedimento, a mulher receberá uma anestesia por sedação, para não sentir dor e tem duração de 5-a 15 minutos.

Os óvulos são captados por meio de punção ovariana por via transvaginal, armazenados em meio de cultura e mantidos em estufa.

No mesmo dia, os espermatozóides são coletados e, em seguida, preparados para serem colocados junto aos óvulos (FIV clássica) ou serão selecionados para que um único espermatozóide seja injetado diretamente dentro de cada óvulo, utilizando-se uma micro agulha, através de um microscópio especial – Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoide (ICSI). Aproximadamente 18 horas depois, confirma-se se houve a fertilização, através de um microscópio.

Após a confirmação da fertilização, os óvulos fecundados são observados diariamente para avaliação do desenvolvimento dos embriões e seleção dos mais adequados para transferência.

A partir do dia seguinte à confirmação da fertilização, eles passam a se chamar embriões. Nos dias 2 e 3 estão em estágio de clivagem, no dia 4 em estágio de mórula e nos dias 5 e 6, em estágio de blastocisto. De acordo com o seu desenvolvimento, serão selecionados para transferência ou congelamento.

A transferência dos embriões para a cavidade uterina é feita de 2 a 5 dias após a coleta dos óvulos. A decisão sobre o melhor momento a se fazer a transferência dos embriões é individualizada, de acordo com cada caso. O procedimento é feito de maneira rápida e indolor.

Esse método é indicado para:

Diferença entre inseminação artificial e FIV – fertilização in vitro

A principal diferença entre os dois tratamentos é que na inseminação artificial os espermatozóides são inseridos na cavidade uterina para cheguem nas tubas uterinas, alcancem o óvulo e o fecundem. Na FIV, a fecundação é feita fora do organismo, confirmada e o desenvolvimento dos embriões é acompanhado até a transferência para o útero.

A fertilização in vitro é mais eficaz e tem um custo mais alto do que a inseminação artificial, por necessitar de mais recursos tecnológicos e procedimentos médicos extras. As taxas de sucesso são muito superiores na FIV.

Efeitos colaterais

Apesar de raros, os efeitos colaterais de síndrome da hiperestimulação ovariana e gemelaridade são mais comuns na FIV.

Você sabia que há diversas causas e tratamentos da infertilidade masculina e feminina? Se você pretende ter filhos, é importante conhecer.

Compartilhe:

Se inscrever
Notificação de
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
Faça seu agendamento

Proporcionamos um atendimento exclusivo exatamente como você merece.

AGENDE SUA CONSULTA
ENTRE EM CONTATO

Alguma dúvida sobre fertilidade?
Fale conosco

Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
0
Would love your thoughts, please comment.x
()
x