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Malformações uterinas e FIV: é possível engravidar?

Malformações uterinas e FIV: é possível engravidar?

O útero é o maior órgão do sistema reprodutor feminino e desempenha um papel fundamental: acolher o embrião e protegê-lo durante todo o desenvolvimento gestacional. Tanto na concepção espontânea quanto nos tratamentos com fertilização in vitro (FIV), a cavidade uterina precisa estar em boas condições anatômicas para que a gestação evolua sem complicações.

Neste texto, falaremos sobre as malformações uterinas — anormalidades que podem dificultar a gravidez. Continue a leitura para entender como são caracterizadas as deformidades do útero, qual a relação desse problema com a infertilidade e como a FIV pode ajudar.

O que são malformações uterinas?

As anomalias uterinas, também chamadas de malformações Müllerianas, são condições congênitas que modificam a anatomia do útero, podendo prejudicar sua função. Essa alteração ocorre ainda nas primeiras semanas de vida intrauterina e está relacionada a falhas no desenvolvimento embrionário.

Nesses casos, o feto feminino não passa pelo processo de diferenciação dos ductos de Müller como deveria — estruturas que dão origem aos órgãos sexuais internos, como útero, tubas uterinas e parte superior da vagina.

Existem quadros raros em que a mulher nasce sem o útero, assim como anomalias mais conhecidas que modificam o formato do órgão, como útero unicorno, bicorno, didelfo e septado.

As malformações uterinas nem sempre são diagnosticadas de forma precoce, uma vez que não apresentam sintomas. Sendo assim, a mulher pode descobrir sua condição diante da dificuldade de engravidar, bem como em situações de abortamentos de repetição ou partos prematuros.

Quais são os tipos de malformações?

Para compreender as características das malformações uterinas, é preciso saber como é a estrutura normal do útero. O órgão é conhecido por seu formato de pera invertida, sendo que sua porção superior apresenta cerca de 7,5 centímetros, enquanto o colo uterino é mais estreito. As paredes do útero têm mais de 2 cm de espessura e são cobertas pelo tecido endometrial.

Nos casos de útero bicorno, em vez do formato de pera, o órgão feminino apresenta uma divisão em sua parte superior, resultando em um aspecto anatômico semelhante ao desenho de um coração.

Já as pacientes com útero unicorno não passaram pelo desenvolvimento completo do órgão e apresentam somente metade da estrutura uterina. Da mesma forma, apenas a parte desenvolvida é acompanhada por uma tuba, embora a mulher possa ter dois ovários inalterados.

O útero didelfo, ou duplo, é uma malformação representada pela duplicação do órgão. Nesse caso, a mulher pode ter dois colos uterinos que se comunicam com a mesma vagina, ou, em casos mais incomuns, existem duas vaginas.

O útero septado, por sua vez, é caracterizado por um septo longitudinal que funciona como uma parede e divide a cavidade uterina em duas partes — o que pode ocorrer de forma total ou subtotal. Essa malformação anatômica tem maior relação com a infertilidade feminina por fator uterino do que as demais anomalias descritas.

As malformações uterinas podem dificultar a concepção ou prejudicar a evolução da gravidez. O principal motivo é a redução no espaço interno do útero, o que pode levar a complicações obstétricas conforme o feto cresce.

Vale acentuar que esse problema não impede a gestação em todos os casos, ou seja, é possível que o bebê se desenvolva e chegue ao momento do parto sem intercorrências. No entanto, as anomalias uterinas podem resultar em:

Como é feito o tratamento?

O tratamento para as malformações uterinas é feito por intervenção cirúrgica, com o objetivo de restaurar a anatomia do órgão e recuperar a fertilidade da paciente. Contudo, as cirurgias de correção do útero são reservadas somente aos casos de perdas gestacionais recorrentes. Mulheres diagnosticadas com infertilidade primária e que não apresentam sintomas não devem recorrer às técnicas cirúrgicas.

Vale, ainda, deixar claro que a cirurgia nem sempre apresenta o efeito esperado. Resultados ineficazes estão relacionados a alterações na vascularização ou nas funções das diferentes partes do útero, sobretudo o endométrio.

Uma alternativa de tratamento para a infertilidade por fator uterino é a reprodução assistida. Dentre as técnicas existentes, a FIV é a que apresenta maiores taxas de êxito.

Como a FIV pode ajudar?

Apesar da alta eficácia da FIV, as malformações uterinas também representam um desafio para a reprodução assistida. Mas a ampla gama de técnicas complementares pode ajudar a contornar os obstáculos e oferecer possibilidades para a paciente que deseja ter filhos.

Em casos de alterações brandas na anatomia uterina, a FIV é indicada como um recurso aliado. O processo envolve várias etapas até que o embrião seja transferido para a futura gestante: estimulação ovariana; aspiração dos óvulos e seleção dos gametas; fecundação em laboratório; cultivo embrionário; transferência para o útero.

Quando há histórico de abortamentos de repetição ou se as deformidades uterinas forem identificadas como severas, a ponto de colocar a gestação em risco, a paciente pode contar com um útero de substituição — outra técnica que faz parte da FIV e que é aplicada a condições específicas.

Para compreender com mais clareza o processo da FIV e suas etapas, leia o texto exclusivo que consta em nosso site!

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Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências