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Menstruação e fertilidade: qual a relação?

Menstruação e fertilidade: qual a relação?

Com o crescente número de casos de infertilidade registrados atualmente – a doença afeta, todos os anos, milhões de pessoas – a preocupação com a fertilidade tornou-se uma inquietação comum ao mundo contemporâneo.

A fertilidade é uma condição que depende do funcionamento normal dos sistemas reprodutores feminino e masculino e de diferentes fatores envolvidos nesse processo.

Continue a leitura até o final e entenda qual a relação entre a menstruação e a fertilidade feminina.

O que é menstruação?

Menstruação, ou período menstrual, é o sangramento vaginal normal, que ocorre como parte do ciclo menstrual da mulher: quando o corpo é preparado para a gravidez. Entre as ações necessárias para o sucesso gestacional, está o espessamento do endométrio, estimulado pelos hormônios sexuais femininos estrogênio e progesterona, fundamental para criar um ambiente adequado à implantação do embrião, evento que marca o início da gestação.

Endométrio é um tecido altamente vascularizado, rico em vasos sanguíneos e glândulas especializadas. É dividido em duas camadas, a basal, que se liga ao útero e a funcional, que passa por variações.

Se não houver fecundação, a camada funcional do endométrio descama, originando a menstruação, formada pelas células que se desprendem da camada funcional, misturadas ao sangue dos pequenos vasos, que aumentam em quantidade durante o espessamento do endométrio.

A primeira menstruação, chamada menarca, normalmente acontece entre os 11 anos e 14 anos. A partir dela, a mulher se torna apta para engravidar. Na menopausa, quando ocorre a última menstruação, aproximadamente aos 50 anos, os ovários entram em falência e já não é mais possível ter filhos. Os períodos menstruais têm a duração de três a cinco dias em ciclos menstruais regulares, de 28 dias.

Saiba o que necessário para a fertilidade feminina além da menstruação

O funcionamento correto de todas as fases do ciclo menstrual é fundamental para garantir a fertilidade feminina.

Dividido em três fases – folicular, ovulatória e lútea – o ciclo menstrual inicia no primeiro dia da menstruação. Essa fase, conhecida como folicular é estimulada pelos hormônios folículo-estimulante (FSH) e luteinizante (LH).

Nela, vários folículos, bolsas que contém o óvulo, crescem, mas apenas um deles se desenvolve, amadure e rompe liberando o óvulo (ovulação) na segunda fase, a ovulatória. O folículo dominante libera mais estrogênio à medida que desenvolve para promover o espessamento do endométrio.

Na última fase, a lútea, o folículo no qual o óvulo estava contido se transforma em corpo lúteo, secretando progesterona e aumentando os níveis do hormônio, que atua em conjunto com o estrogênio no espessamento final do endométrio.

Quando a concepção acontece, os níveis de estrogênio naturalmente diminuem, enquanto os de progesterona permanecem altos: o hormônio contribui para a formação da placenta e manutenção da gravidez.

Qual a relação da menstruação com a fertilidade?

Compreender a relação entre menstruação e fertilidade é essencial para ajudar as mulheres (e seus parceiros) a planejar a gravidez, evitar gravidezes indesejadas ou detectar problemas de fertilidade.

A partir da data do primeiro dia da menstruação é possível definir o período de maior fertilidade, para intensificar a relação sexual desprotegida, quando a intenção é engravidar, assim como para evitar a prática sexual ou usar contraceptivos de barreira, que impedem a entrada do espermatozoide no útero (preservativos masculinos, femininos ou diafragmas, por exemplo), se o objetivo for adiar os planos de ter filhos.

Em um ciclo regular, por exemplo, que tem a duração de 28 dias, é bastante simples calcular o período de maior fertilidade. A ovulação, nesse caso, normalmente acontece no 14º dia. Anote então a data do primeiro dia da sua menstruação e descubra o dia previsto para a ovulação: depois de liberado o óvulo sobrevive por 48 horas no organismo feminino, enquanto os espermatozoides permanecem por um período maior, 3 dias.

Para fazer o cálculo, subtraia cinco dias da data da ovulação, tempo de sobrevida dos espermatozoides. Por exemplo, caso a menstruação inicie no dia 5 do mês, a ovulação vai ocorrer no dia 19 -5 = 14. O período de maior fertilidade, nesse caso, está entre o 14º e 19º dia.

Por outro lado, irregularidades menstruais (caracterizadas por ciclos mais longos ou curtos do que o normal ou períodos com maior ou menor quantidade de fluxo menstrual), podem indicar distúrbios de ovulação, caracterizados por dificuldades no desenvolvimento, amadurecimento ou ruptura do óvulo, resultando em anovulação ou ausência de ovulação, considerada a causa mais comum de infertilidade feminina.

A ausência de ovulação pode ser consequência de diferentes doenças femininas, a mais comum delas, entretanto, é a síndrome dos ovários policísticos (SOP), um distúrbio endócrino em que há aumento dos níveis de testosterona, principal hormônios masculinos produzido também, em condições normais, em pequenas quantidades pelos ovários.

Outras alterações no sistema endócrino responsável pela liberação dos hormônios reprodutivos, também podem resultar em distúrbios de ovulação: o desequilíbrio hormonal é a principal causa de problemas na ovulação e, consequentemente, de irregularidades menstruais.

Além disso, o conhecimento sobre o ciclo menstrual e o rastreamento da menstruação, permitem que as mulheres saibam seu último período menstrual e a idade gestacional quando ela procura atendimento pré-natal ou está em trabalho de parto.

Toque aqui e conheça outras condições que podem causar a infertilidade feminina.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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