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Miomatose pode causar infertilidade?

Miomatose pode causar infertilidade?

Uma das principais dúvidas de mulheres que tentam engravidar é se a presença de miomas no útero causa infertilidade.

A miomatose uterina ocorre geralmente em mulheres de 30 a 50 anos, mas sua presença nem sempre é sinal de infertilidade. Por isso, antes de tirar conclusões, é importante entender esse problema e saber como tratá-lo.

Para tirar todas as suas dúvidas sobre miomatose, confira o post de hoje e saiba de que forma ela influencia a fertilidade feminina.

Quais são os tipos de miomas uterinos?

Os miomas são massas de tecido que crescem na parede do útero e formam nódulos benignos. Não existe uma causa definida para o aparecimento deles no organismo. Muitos não provocam nenhum sintoma, por isso algumas mulheres só descobrem a existência deles após a realização de exames, mas existem miomas que podem aumentar o fluxo menstrual e causar fortes cólicas.

Existem três tipos de miomas uterinos. Confira:

Mioma subseroso

O mioma subseroso localiza-se na parte externa do útero (chamada serosa) e não costuma causar incômodos à mulher. Em alguns casos, no entanto, pode exercer pressão sobre os órgãos da pelve, tornando-se desconfortável.

Esse tipo de mioma pode surgir por fatores genéticos e se desenvolver por ação do estrógeno, hormônio produzido pelo ovário durante o período reprodutivo da mulher. Por esse motivo, o tratamento envolve medicamento para regulação hormonal ou cirurgia, dependendo da gravidade do caso.

Mioma intramural

Esse mioma encontra-se dentro da parede muscular. Ele é o mais comum e pode aumentar significativamente o fluxo menstrual quando seu tamanho varia entre 4 e 5 cm. O tratamento é feito com medicação e, dependendo do caso, pode ser necessária cirurgia ou embolização.

Mioma submucoso

Alojado na cavidade endometrial, o mioma submucoso pode ocupar uma grande parte da cavidade uterina. É o tipo que mais causa sintomas devido a sua posição no tecido que reveste o útero: o endométrio. Seus principais sintomas são o aumento do fluxo da menstruação, dificuldade para engravidar naturalmente e maior chance de abortos espontâneos.

Como a miomatose interfere na fertilidade feminina?

Os miomas uterinos podem ser fator isolado de infertilidade feminina em até 3% dos casos. Dessa forma, outras questões podem estar envolvidas quando uma mulher não consegue engravidar naturalmente.

Os miomas mais frequentes são os submucosos. Eles se localizam na parede do endométrio, na qual o embrião se fixa para que a gravidez se desenvolva.

De forma geral, o tratamento dos miomas submucosos depende dos sintomas e dos objetivos da paciente. Para mulheres que desejam tratar a infertilidade e conservar a parede do útero, o mais indicado é a miomectomia, procedimento cirúrgico que retira o mioma sem prejudicar o tecido uterino. Estudos comprovam que a taxa de gestação depois desse procedimento é de 40% a 50%.

Entretanto, é sempre importante consultar seu médico sobre a classificação e o tratamento da miomatose, já que os sintomas podem variar e as técnicas de remoção dependem de diversos fatores que precisam ser analisados por um profissional de saúde.

Agora que você já conhece a miomatose, que tal compartilhar este post nas suas redes sociais? Assim, outras mulheres poderão esclarecer dúvidas sobre esse assunto!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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