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O que é anovulação?

O que é anovulação?

Para que a gravidez ocorra todas os meses os ovários devem liberar um óvulo. Até que o óvulo seja liberado, entretanto, o corpo feminino passa por diferentes etapas em preparação para gravidez. Esse processo é conhecido como ciclo menstrual e é dividido em três fases, a liberação do óvulo ocorre em uma delas.

O ciclo menstrual é motivado pela ação de diferentes hormônios. Inicia na fase folicular, quando diversos folículos crescem, um deles se torna dominante, desenvolve e amadurece. O folículo maduro posteriormente rompe e libera o óvulo (ovulação) na fase ovulatória. O que geralmente acontece no 14º dia de um ciclo menstrual regular, de 28 dias.

Para saber o que é anovulação e os tratamentos indicados para mulheres que sofrem com o problema, continue a leitura deste texto até o final.

Entenda o que é anovulação e o que pode causá-la

A anovulação, como o nome sugere é uma condição caracterizada pela ausência de ovulação. Ou seja, durante o ciclo menstrual os ovários não liberam nenhum óvulo. Sendo assim, é impossível que a fecundação aconteça.

Boa parte das mulheres vivencia ciclos anovulatórios durante a fase fértil, o que nem sempre é percebido, da mesma forma que a ausência de ovulação é bastante comum nos períodos de transição hormonal, como a puberdade e a menopausa. Porém, quando o evento se repete muitas vezes, passa a interferir na saúde reprodutiva feminina.

Os problemas de ovulação são consequência de alterações que ocorrem nos níveis dos hormônios envolvidos no processo de reprodução, motivadas por diferentes condições, principalmente pela Síndrome dos ovários policísticos (SOP), frequentemente registrada em mulheres durante a fase fértil.

Na SOP há um aumento dos níveis de testosterona (hiperandrogenismo), principal hormônio masculino produzido em pequenas quantidades pelos ovários. O desequilíbrio hormonal, resulta em distúrbios de ovulação, que têm como característica dificuldades no desenvolvimento, amadurecimento e rompimento do folículo, resultando, consequentemente, à anovulação ou oligovulação, quando a ovulação é infrequente ou irregular.

Além disso, o aumento da testosterona provoca um microambiente androgênico nas células foliculares imaturas, levando-as a secretar mais testosterona e, naturalmente, ao aumento da produção de hormônios andrógenos, impedindo, dessa forma, o desenvolvimento e amadurecimento do folículo, causando anovulação crônica.

No entanto, embora a SOP seja a causa mais comum de anovulação, outras doenças femininas também podem provocar alterações nos níveis hormonais e, consequentemente, distúrbios de ovulação, incluindo a endometriose e miomas uterinos, além de distúrbios da tireoide e da falência ovariana prematura (FOP), condição que os sintomas da menopausa ocorrem antes dos 40 anos de idade, entre eles a falência da função dos ovários.

Quais são as consequências da anovulação?

Ainda que a anovulação possa ocorrer eventualmente sem que a mulher perceba, se houver as falhas na liberação do óvulo por três ou mais ciclos consecutivos no período reprodutivo, a condição pode tornar-se um problema crônico e o principal resultado, nesse caso, é a infertilidade.

Porém, mulheres com infertilidade provocada por anovulação podem ser tratadas na maioria dos casos, possibilitando a gravidez.

Conheça os tratamentos indicados para mulheres que desejam e não desejam engravidar

O tratamento é definido de acordo com a causa que provocou a ausência de ovulação e considera o desejo da mulher de engravidar no momento.

Quando a mulher não deseja engravidar, geralmente são prescritos medicamentos que regulem o ciclo menstrual e resolvam os sintomas causados pelo hiperandrogenismo.

Por outro lado, para mulheres com anovulação cujo desejo é a maternidade, o principal tratamento é a estimulação ovariana, procedimento realizado com medicamentos hormonais para estimular o desenvolvimento, amadurecimento e rompimento de mais folículos que poderão ovular, aumentando, assim, as chances de obter a gravidez.

A estimulação ovariana é realizada em todas as principais técnicas de reprodução assistida. Cada uma, entretanto, possui protocolo diferente, assim como elas são indicadas de acordo com as características de cada paciente

As três principais técnicas de reprodução assistida são a relação sexual programada (RSP), inseminação artificial (IA) e fertilização in vitro (FIV).

Na RSP, assim como na IA, a fecundação acontece naturalmente, nas tubas uterinas, por isso os ciclos são minimamente estimulados, com dosagens de medicamentos hormonais mais baixas, para obter até três óvulos maduros. Elas são mais adequadas para mulheres com até 35 anos, com níveis mais altos de reserva ovariana, que possuam as tubas uterinas saudáveis.

Já na FIV a fecundação é realizada em laboratório. Por isso, as dosagens hormonais são mais altas, para obter uma quantidade maior de óvulos. Essa técnica é mais indicada para mulheres acima de 35 anos, quando a reserva ovariana já começa a diminuir naturalmente, ao mesmo tempo que possibilita o tratamento quando há obstruções nas tubas uterinas e alterações no sêmen.

Todas elas possuem percentuais expressivos de sucesso gestacional quando indicadas adequadamente: na RSP e IA, acompanham os da gestação natural: entre 15% e 20% em cada ciclo de tratamento. Enquanto na FIV são, em média, 50% por ciclo.

Siga o link e conheça mais sobre a síndrome dos ovários policísticos (SOP), considerada a principal causa de anovulação crônica.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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