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O que esperar nas primeiras quatro semanas de gravidez

O que esperar nas primeiras quatro semanas de gravidez

Quando o assunto é gravidez, é inevitável o surgimento de uma série de dúvidas a respeito de como será a gestação do bebê. Assim, para ajudar os curiosos, preparamos um breve guia com os principais acontecimentos durante as primeiras semanas da gravidez em situações consideradas normais.

1ª semana de gravidez

O primeiro acontecimento necessário para a gravidez é a união entre o óvulo e o espermatozoide.

Nessa união, que é conhecida como fecundação, ocorre a fusão das cargas genéticas de cada um dos gametas (óvulo e espermatozoide), determinando quais serão as características genéticas do bebê, incluindo sexo.

No intervalo médio de 6 a 8 dias, o óvulo fecundado passa por um processo de divisão celular e desloca-se para o útero, o local apropriado para se implantar, iniciando o desenvolvimento embrionário.

2ª semana de gravidez

Na segunda semana de gravidez, ocorre a conclusão do processo de implantação do óvulo no útero. Em alguns casos excepcionais, a implantação pode ocorrer em locais diversos do útero, como nos casos da gravidez ectópica, em que ocorre a implantação do óvulo fecundado nas trompas de Falópio, o que pode colocar em risco a vida da gestante, exigindo cuidados médicos especiais.

Ainda não é possível notar qualquer diferença no corpo da gestante, podendo ocorrer, inclusive, sangramentos que são facilmente confundidos com a menstruação.

3ª semana de gravidez

Apesar de muito pequenas, alimentadas pelos nutrientes presentes no útero, dá-se início à formação das partes fetais. O coração é o primeiro órgão a ser formado, mas ele só começa a bater a partir da sexta semana de gravidez.

Normalmente, é nesse período que as gestantes começam a sentir os primeiros sintomas da gravidez, como cansaço, inchaços nos seios e muita vontade de urinar. No entanto, as características mais marcantes da gravidez começam a surgir durante as próximas semanas.

4ª semana de gravidez

Na quarta semana de gravidez, o embrião, que já está do tamanho de um grão de arroz, já passa pelo processo de formação do seu sistema digestivo, da sua coluna e seus membros.

A futura mamãe já começa a perceber o crescimento de sua barriga, acompanhado dos sintomas clássicos de uma gestação!

Você possui mais dúvidas? Participe do Fórum da Clínica Origen. Veja perguntas feitas por visitantes e interaja conosco!

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Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências