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O que são e qual a função dos canais deferentes?

O que são e qual a função dos canais deferentes?

Para que a fecundação aconteça, os espermatozoides percorrem um longo trajeto desde a sua produção até a saída do sêmen pela uretra na ejaculação. O percurso se inicia com a produção de gametas nos testículos, em seguida, eles são armazenados nos epidídimos. Quando há um estímulo sexual, seguem para os canais deferentes até as vesículas seminais.

Nesse momento, os gametas se juntam ao líquido seminal produzido pela próstata, vesículas seminais e glândulas bulbouretrais, formando o sêmen, expelido durante a ejaculação pela uretra.

Os canais deferentes fazem parte da estrutura do sistema reprodutor masculino, sendo importantes para o transporte dos espermatozoides. Neste texto, vamos explicar a sua função e quais são as consequências que uma obstrução nesse local pode causar para o homem.

Boa leitura!

Qual a função dos canais deferentes?

Os canais deferentes são dois tubos, do tamanho de um fio de espaguete aproximadamente, que ligam os epidídimos às vesículas seminais. Também chamados de ductos deferentes, a sua função é transportar os espermatozoides depois de seu amadurecimento para que eles se juntem aos líquidos seminais formando o sêmen.

Eles estão localizados na bolsa escrotal e compõem o cordão espermático, uma estrutura que também é composta por fibras musculares, veias, artérias e nervos. As paredes dos canais deferentes são uniformes, lisas e espessas, o que possibilita que eles sejam identificados pela palpação.

Quais são as consequências de uma obstrução dos canais deferentes?

O sistema reprodutor masculino é responsável pela produção e transporte de espermatozoides para a fecundação. Desse modo, a presença de qualquer doença ou condição que afete o bom funcionamento dos órgãos e altere a qualidade e/ou a quantidade de gametas pode levar à infertilidade masculina.

Uma dessas causas pode ser a obstrução dos canais deferentes. A interrupção do fluxo de espermatozoides impede que eles se juntem ao líquido seminal. Com isso, o casal vai encontrar dificuldades para engravidar porque a fecundação só é possível com o encontro dos gametas feminino e masculino.

A ausência de espermatozoides no esperma é chamada de azoospermia, que pode ser obstrutiva ou não-obstrutiva. Essa última ocorre quando há um problema na produção dos gametas, enquanto a azoospermia obstrutiva é provocada por um bloqueio nos epidídimos ou nos canais deferentes. Ou seja, o homem produz espermatozoides normalmente, mas a obstrução impede que eles sejam ejaculados.

A azoospermia obstrutiva pode ser causada por infecções genitais, doenças genéticas e problemas estruturais. Porém, a sua principal causa é proposital: a vasectomia.

Vasectomia

A vasectomia é o método contraceptivo definitivo masculino. Assim como as mulheres têm a laqueadura como método definitivo, onde é realizada uma obstrução nas tubas uterinas, os homens podem recorrer à vasectomia quando não desejam ter filhos no futuro.

É um procedimento minimamente invasivo, não necessita de internação hospitalar e é realizada com anestesia local. Para realizá-la, o médico retira um pequeno fragmento dos canais deferentes interrompendo, assim, o fluxo dos espermatozoides. Após o efeito da anestesia, o paciente é liberado para fazer o pós-operatório em casa.

A vasectomia afeta diretamente a capacidade reprodutiva do homem, por isso, a decisão de realizá-la deve ser bem pensada. Ela só pode ser feita se o paciente cumprir os requisitos necessários, de acordo com a lei nº 9263/1996 sobre planejamento familiar. São eles:

Para confirmar que o procedimento de obstrução dos canais deferentes foi bem-sucedido, o paciente deve fazer um espermograma 3 meses depois da vasectomia. O esperado é que não sejam encontrados espermatozoides na amostra. Um ponto importante é que a vida sexual do homem não sofre alterações com a cirurgia.

Quais são as alternativas para um homem vasectomizado ter filhos?

Em virtude de um novo relacionamento ou por qualquer outro motivo, alguns homens desejam ter filhos biológicos após a vasectomia. Nesses casos, o homem tem 2 alternativas para recuperar sua fertilidade: a reversão da vasectomia ou a reprodução assistida.

A reversão da vasectomia é possível em algumas situações, porém, é um procedimento mais complexo e pode não ser bem-sucedido, principalmente depois de muito tempo de realização do procedimento. Com a reprodução assistida, a técnica mais indicada é a fertilização in vitro (FIV). Ela é a única que possibilita a retirada dos espermatozoides diretamente dos epidídimos ou dos testículos com técnicas de recuperação espermática.

Os canais deferentes são responsáveis por conduzir os gametas masculinos dos epidídimos até as vesículas seminais. A presença de uma obstrução no local impede o transporte dos espermatozoides, o que pode causar a ausência de gametas no sêmen. A vasectomia funciona da mesma forma, com a realização de um corte nos canais deferentes para impedir o homem de ter filhos.

Como apresentamos no artigo, a reversão da cirurgia para ter filhos novamente é possível, mas não é indicada em todos os casos. Para entender melhor sobre esse caso, confira o nosso texto sobre a reversão de vasectomia!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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