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Malformações uterinas: como ocorrem?

Malformações uterinas: como ocorrem?

O útero é um importante órgão do sistema reprodutor feminino, suas funções estão relacionadas à menstruação e à gravidez. Para que o embrião consiga se implantar e a gestação evolua, o útero deve estar livre de doenças e com a estrutura corretamente desenvolvida. Sendo assim, condições como miomas, pólipos endometriais e malformações uterinas podem provocar infertilidade, abortamento de repetição e outras complicações.

Medindo entre 6 e 10 cm apenas, o útero é capaz de aumentar em muitas vezes seu tamanho, chegando a 35 cm de altura até o final da gestação para abrigar o bebê enquanto ele cresce. Trata-se de um órgão oco e em formato de pera invertida, com estrutura e vascularização ideais para o desenvolvimento fetal — mas pode ter sua função prejudicada por anomalias congênitas e patologias adquiridas.

As malformações uterinas são o tema central deste post. Continue a leitura e entenda como elas ocorrem, quais são os tipos de anomalias anatômicas e as possibilidades de tratamento, especialmente para mulheres que enfrentam dificuldade para engravidar.

O que são malformações uterinas e como ocorrem?

As malformações uterinas são anormalidades na anatomia do útero decorrentes de falhas no desenvolvimento dos genitais femininos, ainda na fase embrionária. Também chamadas de malformações Müllerianas, essas anomalias se caracterizam por defeitos como útero septado, unicorno, bicorno e didelfo. Em casos raros, identificamos agenesia total (ausência de estrutura uterina).

Muitas mulheres com malformações no útero são assintomáticas, o que torna difícil o diagnóstico precoce. Alguns defeitos são percebidos durante o exame ginecológico de rotina, enquanto outros são encontrados somente após complicações como abortamento de repetição, restrição de crescimento fetal, parto prematuro e distocias no parto.

Como muitos casos são assintomáticos, é difícil definir a incidência das malformações uterinas. A literatura indica que esse tipo de problema é encontrado em cerca de 3 a 5% das mulheres com infertilidade. Já entre pacientes com quadros de abortamentos recorrentes tardios e parto prematuro, esse número pode passar dos 15%.

As malformações uterinas ocorrem devido a falhas de desenvolvimento no período intrauterino. Nas primeiras semanas, não há diferenciação sexual entre os embriões. Por volta da quinta semana de formação embrionária, as gônadas (ovários ou testículos) começam a se desenvolver.

O desenvolvimento dos genitais femininos é determinado pela ausência do cromossomo Y. Em torno da nona semana de vida intrauterina, os ovários são formados e os ductos de Müller se fundem para formar o útero, as tubas uterinas e a parte superior da vagina. Assim, as malformações uterinas resultam de falhas na fusão dos ductos de Müller ou na reabsorção desses canais.

Quais são os tipos de malformações uterinas?

As malformações uterinas não são tão frequentes quanto os casos de infertilidade por endometriose ou disfunções ovulatórias, mas como oferecem risco à evolução da gravidez, devem ser abordadas no campo da medicina reprodutiva para que as mulheres conheçam essa condição.

Em resumo, as malformações uterinas incluem:

Útero septado

O útero septado é caracterizado por uma parede (septo) que pode se formar no meio da cavidade uterina, indo desde a parte superior até o colo do útero. Dentre as malformações uterinas, essa é a mais comum, mas normalmente a correção cirúrgica é bem-sucedida.

Útero unicorno

Essa malformação é resultante de atrofia em um dos ductos de Müller, o que deixa a cavidade uterina com menor volume. Nesse tipo de útero, o endométrio — tecido que reveste a parte interna do órgão — é funcional e responde ao estímulo dos hormônios reprodutivos (estrogênio e progesterona).

A cavidade do útero unicorno se comunica com apenas uma das tubas, enquanto a outra parte permanece como uma estrutura deformada e sem atividade ou existe agenesia completa do ducto contralateral.

Útero bicorno

Nesse caso, forma-se uma fenda que separa o útero em duas cavidades, podendo ser uma divisão parcial ou total. Quando a fusão dos ductos de Müller falha na região cervical, temos um recuo profundo na parte superior do órgão. Na divisão incompleta, a fissura é mais rasa e não se estende até o colo do útero.

Útero didelfo

Esse é um tipo raro de malformação uterina, sendo marcado pela presença de dois hemiúteros, bem como colo do útero duplo e, em alguns casos, duplicação da vagina.

Provavelmente só o útero septado e o unicorno, devido à falta de espaço adequado para o crescimento do bebê, podem provocar aborto espontâneo ou parto prematuro. Como já mencionado, os quadros geralmente são assintomáticos, mas podem ser identificados durante a investigação de abortos recorrentes e infertilidade.

É possível engravidar com malformações uterinas?

Como vimos, as malformações uterinas causam infertilidade devido a deformidade da cavidade uterina, o que restringe o desenvolvimento do bebê e pode provocar intercorrências obstétricas. Contudo, algumas mulheres com esse tipo de problema conseguem engravidar naturalmente e passar pela gestação sem graves complicações — isso depende do quanto o órgão foi comprometido.

Mulheres com infertilidade por fator uterino podem buscar ajuda na reprodução assistida e tentar o tratamento com fertilização in vitro (FIV). Ainda assim, pode ser necessário realizar uma correção cirúrgica antes da tentativa de gravidez.

Pacientes com útero septado têm bom prognóstico reprodutivo com cirurgia e FIV. Quanto às malformações uterinas mais graves, incluindo a ausência dos órgãos reprodutores internos — anomalia rara chamada de síndrome de Rokitansky-Kuster-Hauser —, fica indicada a técnica de útero de substituição.

Aproveite que está aqui e confira nosso texto exclusivo sobre fertilização in vitro para entender como essa técnica funciona!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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