Fechar

Selecione uma unidade para enviar um Whatsapp:

Belo Horizonte - (31) 9979-01109 Juiz de Fora - (32) 98888-2776 Governador Valadares - (33) 98866-1706 Rio de Janeiro - (21) 99566-1850 Manhuaçu - MG - (33) 98855-0015

agendamento de consulta

Unidade Belo Horizonte | +55 (31) 2102-6363

Pólipos endometriais e infertilidade: qual a relação?

Pólipos endometriais e infertilidade: qual a relação?

Pólipos endometriais e infertilidade feminina são condições relacionadas em grande parte dos casos. Se a doença não for corretamente diagnosticada e tratada, pode interferir nas tentativas de gravidez espontânea, assim como nos tratamentos de reprodução assistida.

Diversas outras patologias femininas estão associadas à infertilidade, como endometriose, mioma, disfunções ovarianas, obstrução tubária, infecções pélvicas etc. Além da longa lista de doenças que tornam a mulher infértil, a dificuldade de concepção natural pode decorrer de condições como idade avançada, alterações genéticas, problemas hormonais e ainda outros fatores.

Os pólipos endometriais estão entre as causas uterinas de infertilidade. No entanto, também motivam a busca por tratamento devido a outras complicações, como sangramento uterino anormal e risco de transformação maligna. Diante disso, geralmente há indicação para intervenção cirúrgica.

Continue a leitura para entender o que são os pólipos endometriais e por que eles podem desencadear infertilidade!

O que são pólipos endometriais?

Os pólipos endometriais são neoformações que sobressaem no endométrio (tecido que reveste a parte interna do útero), constituídas por glândulas e estroma semelhantes ao do próprio tecido endometrial. Eles podem se desenvolver com diferentes características — únicos ou múltiplos, de tamanhos diversos, sésseis (rentes ao endométrio com pouca área de adesão) ou pediculados (sustentados por uma haste).

O principal sintoma dos pólipos endometriais é o sangramento uterino anormal, quadro que se caracteriza por alterações como: aumento do fluxo menstrual; spotting (escapes entre as menstruações); presença de sangue após as relações sexuais; sangramento na fase de pós-menopausa.

Com exceção do sangramento irregular, os pólipos endometriais são, em sua maioria, assintomáticos. Sintomas de dor são raros, de forma que muitos desses casos são identificados somente durante a investigação da infertilidade feminina.

A incidência dos pólipos endometriais é maior em mulheres na fase da menopausa, mas a doença também pode acometer mulheres mais jovens que ainda querem engravidar.

Qual é a relação dos pólipos endometriais com a infertilidade feminina?

O endométrio é o tecido no qual o embrião se prende para iniciar a gravidez. Para que a implantação embrionária seja bem sucedida, é necessário que esse tecido esteja espesso e com fenótipo receptivo. Em ciclos naturais, essas características são alcançadas a partir da ação dos hormônios ovarianos, estrogênio e progesterona.

As condições uterinas podem ser prejudicadas por fatores como pouca espessura e baixa receptividade endometrial e por alterações estruturais no endométrio, como os pólipos endometriais. Os mecanismos que levam à infertilidade, nesses casos, não estão totalmente esclarecidos.

Hoje sabemos que mais de 65% dos casos de pólipo ou endométrio polipoide podem estar associados à endometrite crônica, mas sabe-se que a presença dessas neoformações dificulta a implantação do embrião.

Devemos também considerar que os pólipos endometriais são mais comuns após os 40 anos, quando a infertilidade já é uma consequência do avanço da idade. Nessa fase, a mulher apresenta uma redução significativa na quantidade de óvulos armazenados. Além disso, a qualidade oocitária diminui, aumentando as chances de alterações cromossômicas, baixa qualidade embrionária e falha de implantação.

Como é o tratamento dos pólipos endometriais?

Os pólipos endometriais são, na maioria dos casos, removidos com cirurgia. O diagnóstico é baseado nas apresentações clínicas e na avaliação com técnicas de imagem, como ultrassonografia pélvica e histerossalpingografia. A confirmação da doença depende de biópsia, guiada por histeroscopia, e análise anatomopatológica.

A histeroscopia é eleita a técnica padrão-ouro para avaliar e tratar doenças que se desenvolvem na cavidade uterina. Em um só procedimento ambulatorial, é possível identificar as alterações no endométrio, colher a amostra de tecido para análise e retirar os pequenos pólipos. Já os de maior dimensão necessitam de tratamento em centro cirúrgico.

A intervenção com histeroscopia cirúrgica é o método de escolha para tratar os pólipos endometriais, uma vez que essa técnica possibilita a visão direta das lesões. Para isso, o histeroscópio — tubo ótico com sistema de iluminação e microcâmera acoplada — é inserido via vaginal e localizado de forma a captar imagens do interior do útero, as quais são transmitidas, em tempo real, na tela de um monitor.

O calibre reduzido do histeroscópio permite que os demais instrumentos cirúrgicos sejam também introduzidos para fazer a ressecção dos pólipos endometriais. O tratamento é considerado conservador, uma vez que a finalidade é retirar somente as lesões, sem comprometer o útero. Entretanto, em casos de malignização, a indicação é para histerectomia — cirurgia para remoção parcial ou total do útero.

Assim, os pólipos endometriais devem ser retirados quando a mulher pretende engravidar, tanto em tentativas naturais quanto na reprodução assistida. Para aumentar as chances de sucesso, indicamos o tratamento cirúrgico aliado à fertilização in vitro (FIV).

A FIV é a técnica mais complexa da reprodução assistida, na qual os óvulos são fecundados em laboratório e os embriões são colocados no útero materno após alguns dias de cultivo em ambiente extrauterino.

O tratamento envolve várias etapas, começando pela estimulação ovariana. Os passos seguintes consistem em coletar os gametas (óvulos e espermatozoides), fazer o preparo seminal, a fertilização e o cultivo embrionário. Por último, realiza-se a transferência dos embriões para o útero.

A FIV apresenta altas taxas de sucesso nos casos de infertilidade causada por pólipos endometriais ou outro fator uterino e tubário, bem como idade materna avançada, baixa reserva ovariana, alterações masculinas, entre outras condições.

Leia também nosso texto institucional sobre pólipo e veja informações relacionadas à incidência da doença, risco de malignização, quadro clínico, diagnóstico e tratamento.

Compartilhe:

Se inscrever
Notificação de
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
Faça seu agendamento

Proporcionamos um atendimento exclusivo exatamente como você merece.

AGENDE SUA CONSULTA
ENTRE EM CONTATO

Alguma dúvida sobre fertilidade?
Fale conosco

Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
0
Would love your thoughts, please comment.x
()
x