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Próstata e fertilidade: qual a relação?

Próstata e fertilidade: qual a relação?

A próstata faz parte do sistema reprodutor masculino, exercendo funções essenciais para a saúde e a fertilidade do homem. Apesar de ser pequena, ela se tornou mais conhecida entre a população por conta das campanhas do “Novembro Azul”, referente ao mês de conscientização sobre a prevenção do câncer de próstata.

O câncer de próstata é o segundo tipo de tumor mais comum entre os homens e, em casos graves, pode levar ao óbito. Ele também pode causar infertilidade, seja por ele mesmo ou pelo seu tratamento.

Além dele, outras doenças podem afetar esse órgão e dificultar as chances de o casal ter filhos. Por isso, neste texto, vamos mostrar tudo sobre a função da próstata e a sua relação com a fertilidade masculina.

Boa leitura!

O que é a próstata?

A próstata é uma glândula exclusivamente masculina localizada abaixo da bexiga e na frente do reto. Em homens adultos, ela pesa entre 20 a 25 gramas e possui o tamanho aproximado de uma noz, mas tende a aumentar com a idade.

O órgão é formado pelos tecidos glandular, conjuntivo e muscular e possui uma ligação direta com as vesículas seminais e a uretra, importante para o processo de formação do sêmen.

Apesar de a próstata não ser um órgão essencial, afinal, é possível viver sem ela, exerce funções fundamentais para a saúde masculina, como mostraremos a seguir.

Qual a função da próstata e como ela se relaciona com a fertilidade?

A principal função da próstata é produzir o fluido prostático, um dos componentes do sêmen. Para isso, ele se mistura com os espermatozoides, os gametas masculinos, e os líquidos produzidos pelas vesículas seminais e pelas glândulas bulbouretrais. No momento da ejaculação, todas essas substâncias se misturam para formar o sêmen, também chamado de esperma.

O líquido prostático é responsável por proteger e nutrir os espermatozoides, sendo uma substância rica em nutrientes, como zinco, sais minerais e enzimas. Cerca de um terço do volume do sêmen ejaculado é formado por ele.

O pH da vagina é ácido, atuando como um sistema de defesa contra microrganismos que podem causar infecções. Para neutralizar a acidez da vagina e proteger os gametas, o fluido secretado pela próstata é alcalino. Desse modo, eles não morrem pelo caminho e conseguem chegar até as tubas uterinas para fecundar o óvulo.

O PSA (antígeno prostático específico), proteína produzida pela próstata, é fundamental para a liquefação do sêmen. Ou seja, ele deixa o esperma mais líquido, ajudando na mobilidade dos gametas. Além disso, as fibras musculares do órgão ajudam no processo de ejaculação e se contraem para excretar o sêmen, que segue para a uretra antes de ser expelido do corpo.

O que pode afetar a próstata e prejudicar a fertilidade?

Para que o casal engravide, vários fatores precisam estar alinhados. Nos homens, a qualidade e a quantidade dos espermatozoides e do fluido seminal precisam estar funcionando corretamente. Entre as doenças que podem atingir a próstata e afetar a fertilidade masculina, vamos detalhar duas: a prostatite e o câncer da próstata.

A prostatite é o processo inflamatório que atinge a próstata, podendo ser classificada como aguda ou crônica. Os casos agudos, em geral, são provenientes de infecções bacterianas e provocam sintomas intensos. Entre eles, os principais são: dor pélvica, dificuldade e dor para urinar, febre e urina turva. Enquanto os casos crônicos podem durar meses e apresentam sintomas mais brandos.

A inflamação da próstata pode causar uma diminuição na qualidade e na quantidade do líquido prostático, dificultando a fecundação. Ela também está relacionada à disfunção erétil e à ejaculação precoce, fatores que indiretamente comprometem a fertilidade. Apesar de ter cura, a demora no tratamento pode agravar a doença e espalhar a infecção para órgãos próximos.

O câncer de próstata também pode afetar a fertilidade masculina. Em geral, os seus estágios iniciais não apresentam sintomas, sendo um risco para o homem. Nos casos mais avançados é comum a presença de dificuldade para urinar e dores abdominais. Entre as opções de tratamento estão a cirurgia para a retirada da glândula, radioterapia e terapia hormonal.

A presença do tumor altera o funcionamento da glândula, afetando a produção do líquido prostático. Além disso, os tratamentos também comprometem o funcionamento da próstata e podem levar à infertilidade.

As medidas mais indicadas para preveni-lo consiste em ter um estilo de vida saudável e manter os exames de rotina em dia, especialmente, a partir dos 40 anos, idade em que o risco de câncer de próstata é maior. Tanto nos casos de prostatite e de câncer, o casal infértil pode recorrer à reprodução assistida para ter filhos.

A próstata é uma glândula presente apenas nos homens, exercendo um papel fundamental na saúde reprodutiva masculina. O líquido prostático produzido por ela é um dos componentes do sêmen, sendo responsável pela nutrição e proteção dos espermatozoides. O PSA, também produzido pela próstata, deixa o sêmen mais líquido, contribuindo para a mobilidade dos gametas.

Como vimos, a presença de algum problema na próstata pode alterar o seu funcionamento e dificultar a gravidez. Para conhecer outros fatores que também podem interferir na capacidade reprodutiva do homem, confira nosso texto sobre a infertilidade masculina!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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