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Quais minhas chances de ter gêmeos em um tratamento de reprodução assistida?

Quais minhas chances de ter gêmeos em um tratamento de reprodução assistida?

Para realizar o sonho de ser mãe, muitas mulheres buscam algum tipo de tratamento de reprodução assistida. Porém, com isso, vem o aumento da possibilidade de ter gêmeos.

Segundo a Rede Latino-americana de Reprodução Assistida (RedLara), 32,3% das gestações com tratamentos de reprodução assistida são gemelares. Quando a gravidez ocorre naturalmente, essa relação é de 1 para cada 80 nascimentos (1,25%).

Muitos casais têm o desejo de uma gravidez múltipla. Entretanto, para outros, a possibilidade de ter dois ou três filhos de uma vez só chega a assustar.

Neste artigo, entenda como ocorre a gestação gemelar, por que há uma chance maior de ter gêmeos com a reprodução assistida e quais fatores também contribuem para a gravidez múltipla.

Ter gêmeos com reprodução assistida

A cada ciclo, normalmente, a mulher libera um óvulo, que, caso fecundado, formará um embrião, que se implantará no útero para crescer e se desenvolver, dando forma ao bebê. Se a mulher liberar dois óvulos em um mesmo ciclo e ambos forem fecundados, ela terá gêmeos bivitelinos ou fraternos.

Pode ocorrer ainda que o embrião se divida em duas partes iguais, o que também dá origem a gêmeos. Nesse caso, univitelinos ou idênticos (do mesmo sexo).

Em alguns tratamentos de reprodução assistida, como a FIV (fertilização in vitro), os óvulos são coletados e identificados em laboratório. Depois, cada um recebe o espermatozoide também preparado previamente. Nem todos são fertilizados, por uma série de fatores, como a qualidade dos óvulos e espermatozoides e idade da mulher.

Por isso, é difícil saber quantos embriões serão formados. Os profissionais das clínicas de fertilização analisam a qualidade dos embriões, a idade e o histórico da paciente para saber quais e quantos serão transferidos para o útero.

Em várias situações, quando aumentamos o número de embriões transferidos para o útero, a taxa de gravidez aumenta bastante. Entretanto, isso pode levar a um aumento do risco de gravidez múltipla. Assim, o número de embriões é selecionado com base na maior chance de gravidez e menor risco de gravidez múltipla.

Colocar na balança

De acordo com a Resolução 2.168/2017 do Conselho Federal de Medicina (CFM), mulheres com mais de 40 anos podem realizar a transferência de até 4 embriões, mulheres com 36 a 39 anos, até 3 embriões, e mulheres com até 35 anos, até 2 embriões para aumentar as chances da gestação.

Outros fatores para gravidez múltipla

Como mostramos anteriormente, os tratamentos de reprodução assistida são uma das causas de gravidez de dois, três ou até mais bebês.

Entretanto, há outros fatores que podem aumentar as chances de uma gestação gemelar:

Neste artigo, você viu que mulheres que realizam o tratamento de reprodução assistida têm mais chances de ter gêmeos. Isso porque, para garantir que a gestação aconteça, são implantados vários embriões no útero. Porém, é preciso cautela por parte dos profissionais e do casal em razão dos riscos inerentes a uma gravidez múltipla.

Gostou de acompanhar o nosso artigo sobre gestação gemelar e sua relação com os tratamentos de reprodução assistida? Aproveite e compartilhe este conteúdo com seus amigos do Facebook e Twitter!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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