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Quando devo recorrer à laparoscopia ginecológica?

Quando devo recorrer à laparoscopia ginecológica?

A laparoscopia ginecológica é um procedimento cirúrgico que avalia de forma completa e minuciosa as estruturas pélvicas da mulher. Ela é essencial para a obtenção de informações sobre afecções ginecológicas.

Mas quando recorrer a esse procedimento? Continue a leitura e entenda melhor essa intervenção!

O que é a laparoscopia ginecológica?

A laparoscopia ginecológica é uma cirurgia em que o médico faz pequenas incisões na região do umbigo e da virilha para realizar intervenções em problemas encontrados no sistema reprodutor feminino.

Tudo é acompanhado por meio de uma câmera conectada a um tubo, que processa as imagens internas do abdômen.

Hoje em dia, grande parte dos procedimentos pode ser feita pela laparoscopia ginecológica, que proporciona rápida recuperação e garante um diagnóstico seguro.

Qual é a sua finalidade médica?

A laparoscopia ginecológica serve para identificar e tratar alterações/doenças no útero, tubas uterinas e ovários. O procedimento também é a melhor forma de diagnosticar e tratar a endometriose.

Além disso, ela também é usada para remover aderências pélvicas.

Como o procedimento é realizado?

Primeiro, é realizado a anestesia geral na paciente. Em seguida, o cirurgião faz um pequeno corte no umbigo, pelo qual entra um tubo fino por onde passará uma câmera e luz (laparoscópio).

O aparelho transmite as imagens do interior do abdômen para uma tela, guiando o médico durante a cirurgia. Eventualmente, o cirurgião poderá colher amostras de tecidos para análise e fazer a cirurgia. Para isso, utiliza instrumentos de pequeno tamanho e que passam pelo tubo, até alcançar a lesão.

Em quais casos a laparoscopia ginecológica é indicada?

Esse procedimento é indicado para diversos tipos de problemas ginecológicos. Os mais comuns são:

Cisto ovariano

Os cistos são bolsas de líquido que se acumulam nos ovários, podendo ser malignos ou benignos, sendo comuns em jovens com idades entre 20 e 35 anos.

Em casos de cistos grandes e malignos e também de cistos de endometriose, a laparoscopia ginecológica é a melhor forma de operá-los.

Aderências

A cirurgia permite, com o uso de pequenas tesouras, liberar os órgãos que estão aderidos e cortar as aderências.

Mioma uterino

Frequente no trato genital feminino, o mioma uterino é um tumor benigno que pode aparecer em mulheres entre os 30 e os 40 anos de idade. Ele pode ser único ou múltiplo, além de poder ter diferentes tamanhos e ocupar diversas localizações no útero.

Não é sempre que a intervenção cirúrgica se faz necessária, mas os miomas que ficam na porção externa do útero podem ser retirados, para que o órgão seja conservado.

Endometriose

Doença definida pelo crescimento do tecido que reveste a cavidade uterina, a endometriose pode levar à dor pélvica crônica.

Há anos a laparoscopia ginecológica tem sido a melhor opção no tratamento cirúrgico, pois o procedimento permite que o médico identifique lesões pequenas que, muitas vezes, não são percebidas na cirurgia convencional.

Nesse caso, a cirurgia permite que todos os focos da endometriose sejam retirados e cauterizados.

A laparoscopia ginecológica é um processo moderno e que garante a segurança e rapidez no diagnóstico e no combate de doenças no trato reprodutor feminino. Ao realizar o procedimento, converse com o seu médico para que ele oriente sobre todos os cuidados necessários antes e depois da cirurgia.

E você? Já conhecia a laparoscopia ginecológica? O que achou do procedimento? Deixe sua opinião nos comentários!

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Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências