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Reversão de vasectomia: como é realizada

Reversão de vasectomia: como é realizada

A fertilidade masculina pode ser afetada por uma série de condições. Diversos problemas de saúde que afetam o aparelho reprodutor do homem podem prejudicar as chances de gravidez do casal, como orquite, varicocele, prostatite, entre outros.

No entanto, a esterilização também pode ser resultado de cirurgia, a partir de uma decisão voluntária. Mas quando o paciente muda de ideia, ele recorre à reversão de vasectomia.

O procedimento é indicado com algumas exceções. Para saber quando a reversão de vasectomia é recomendada, continue acompanhando este post.

Ao longo da leitura, também explicaremos como é realizada a cirurgia e quais são as alternativas para quem tem poucas chances de sucesso com esse recurso.

O que é reversão da vasectomia?

A reversão de vasectomia é um procedimento cirúrgico realizado para “religar” os canais que fazem a condução dos espermatozoides, os quais foram obstruídos em cirurgia anterior de esterilização.

Para compreender melhor o processo de reversão, é importante entender como funciona a vasectomia. Trata-se de uma técnica cirúrgica indicada aos homens que não desejam ter mais filhos. Nessa operação, é feita uma pequena incisão na bolsa testicular e em seguida uma incisão para separação no canal deferente em duas partes, e assim impedir a passagem dos espermatozoides. Como resultado, o líquido seminal expelido durante o ato sexual não contém mais espermatozoides.

Apesar de ser um recurso definitivo, é possível revertê-lo. O procedimento de reversão é procurado quando os homens mudam de decisão — o que ocorre, mais comumente, em ocasião de uma nova construção familiar.

A reversão de vasectomia é uma cirurgia um pouco mais complexa do que a vasectomia em si. Para realizá-la, os médicos consideram dois critérios: que a parceira do paciente tenha menos de 35 anos e que a técnica de esterilização tenha sido feita dentro dos últimos 5 anos.

Outra alternativa recomendada para o homem que pretende ter outros filhos é o tratamento com reprodução assistida — principalmente quando sua parceira tem idade superior à mencionada, quando já se passaram mais de 5 anos ou quando existe outro fator de infertilidade feminina associado, uma vez que essas condições interferem nas chances de concepção natural.

Como o procedimento é realizado?

A reversão da vasectomia consiste em reconectar as partes dos canais deferentes que foram separadas na cirurgia anterior. Com esse objetivo, o paciente passa por uma microcirurgia que envolve as seguintes etapas:

O procedimento não exige longo período de internação. Depois de algumas horas de acompanhamento pós-cirúrgico, o paciente recebe alta — ainda no dia da cirurgia ou, no máximo, no dia seguinte.

As recomendações de cuidados pós-operatórios incluem repouso absoluto nos dias seguintes à cirurgia e abstinência sexual até a completa cicatrização da sutura, o que pode levar até 45 dias. Após esse período, é solicitado o exame de espermograma para verificar a quantidade, a morfologia e a motilidade dos espermatozoides.

Quais são as indicações?

O procedimento é indicado para homens que realizaram a cirurgia de obstrução há menos de 5 anos. Essa questão é observada em razão do processo de fibrose, que pode ocorrer após muito tempo de vasectomia, dando origem a obstruções mais profundas.

Outro ponto avaliado pelos especialistas, como já mencionamos, é a idade da parceira do paciente, visto que após os 35 anos, a mulher passa por um declínio de fertilidade. Da mesma forma, é preciso conhecer as condições de saúde reprodutiva da futura mãe para saber se não há outros fatores que possam dificultar a fertilização natural.

Portanto, a reversão é desencorajada nos casos em que a vasectomia foi realizada há muito tempo, ou quando a parceira do paciente apresenta idade avançada ou outra condição que limite a fertilidade. Nessas ocasiões, a FIV (fertilização in vitro) é a alternativa mais recomendada.

Reversão de vasectomia ou reprodução assistida: qual a melhor alternativa?

A opção de tratamento mais viável depende dos fatores já citados. Então, não é possível pontuar, de forma generalista, qual é a melhor alternativa. Cada caso deve ser avaliado em detalhes pelo médico responsável, considerando todas as variáveis que facilitam ou dificultam as chances de gestação espontânea.

Quando a reprodução assistida é a opção com maiores possibilidades de sucesso para o casal, realiza-se a FIV com ICSI — sigla que indica Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides. Nessa técnica, o gameta masculino é introduzido diretamente no óvulo para fecundá-lo, aumentando as possibilidades de gravidez.

A reversão de vasectomia, portanto, é um recurso viável para o homem que espera ter mais filhos, desde que as demais condições de fertilidade do casal sejam favoráveis. Já a FIV é uma técnica indicada em inúmeros casos, com altas taxas de sucesso. O ideal é que o casal converse com um especialista em reprodução humana e conheça as alternativas de tratamento para o seu caso.

Para obter mais informações sobre o assunto que acabamos de abordar, leia o texto do nosso site e veja outras explicações sobre a reversão de vasectomia!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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